Não era o que ambientalistas e ruralistas queriam, mas a presidente Dilma Rousseff procurou dar ao projeto do Código Florestal a cara do governo.
Ou melhor, dar uma forma que governistas chamam “equilibrada”.
Mas equilíbrio, tanto para ambientalistas quanto para ruralistas, não houve. Os dois lados criticam os vetos da presidente.
E como poucos se contentam com o tal equilíbrio no mundo da política, eis que os ruralistas já anunciam a intenção de recorrer à Justiça.
Querem os ruralistas saírem vitoriosos em tudo.
Sabendo da força política que têm, a maior parte dos parlamentares do agronegócio desconsideram possibilidades apontados pela ciência para melhorar a produção no campo.
Exemplo disso é priorizarem em suas propostas o aumento da área produtiva em lugar de investirem mais em tecnologia.
Isso tem explicação. A princípio, tecnologia seria mais caro.
A peleja em torno do Código Florestal deve ser, então, judicializada. E a decisão ficará com o Supremo Tribunal Federal (STF).
Até lá, a presidente Dilma, que vetou 32 pontos do projeto do Código, vai editar Medidas Provisórias para evitar o que alguns chamam de”vácuo legal”.
Os vetos da presidente foram no projeto aprovado pelos deputados federais, que derrubaram um acordo firmado entre governo e senadores.