Mortas e incineradas

Fernando de Noronha vem sendo tomado pelas garças-vaqueiras há cerca de 30 anos.

As primeiras aves apareceram no arquipélado no começo dos anos 1980.

Existem duas possibilidades para a chegada das invasores nas ilhas administradas pelo governo de Pernambuco.

Uma delas é que as primeiras garças partiram do Brasil.

A outra possibilidade é de que  tenham vindo da África.

Estudiosos no assunto acham mais improvável essa segunda hipótese devido à distância entre o continente africano e Fernando de Noronha.

De onde quer que tenham partido, as garças-vaqueiras encontraram um ambiente propício para reprodução no arquipélago.

No planejamento da campanha de captura das aves, iniciada em janeiro deste ano, acreditava-se haver cerca de 1 mil garças.

As contas agora, com o fim da terceira etapa da campanha, apontam que existiam cerca de 600 animais.

Desses 600, metade teria sido capturada por gaviões-de-asa-telha, trazidos especialmente do Rio Grande do Sul para a tarefa.

Os três gaviões empregados apanharam fêmeas e machos,  adultos e jovens.

Muitas aves chegam à equipe de veterinários, biólogos e falcoeiros ainda vivas.

O veterinário Carlos Diógenes explica que as garças são posteriormente mortas, seguindo padrões determinados pela saúde pública, e incineradas.

Todo trabalho em Fernando de Noronha é comandado pelo coordenador de Meio Ambiente  Alexandre Lopes.

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