A destruição do manguezal na Praia de Maracaípe, no município de Ipojuca, é um reflexo da falha do sistema de fiscalização ambiental.
Essa tarefa cabia ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) até dezembro do ano passado.
Desde então, com a entrada em vigor da Lei Complementar 140, a função foi repassada para a (Agência Pernambucano de Meio Ambiente (CPRH).
A lei, sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, compartilhou a gestão ambiental entre a União, estados e municípios.
Ao blog, o Ibama assegurou ter feito ações para impedir o surgimento de novos barracos no manguezal, bem como a construção de casas de alvenaria no lugar dos barracos, antes da lei. Mas eles se multiplicaram.
Em pouco mais de duas décadas, dezenas de imóveis apareceram. Estima-se que morem mais de cem famílias somente próximo ao campo de futebol.
É tal quadro que os fiscais da CPRH, como essa mesma comunicou ao Diario de Pernambuco, vão encontrar quando forem a Maracaípe na próxima terça-feira.

