Pequenas empresas tornam-se “verdes”

No caminho da sustentabilidade, as pequenas empresas no Brasil têm andado por caminhos aparentemente sem volta.

Quem mostra isso são os números da Sebrae.

Eles apontam que 81,7% dos pequenos empreendimentos incluíram o controle do consumo de energia entre suas prioridades.

80,6% delas, por sua vez, passaram a controlar o consumo de água.

Atitude semelhante foi adotada por 70,4% das empresas em relação ao consumo de papel.

A opção pela coletiva seletiva está presente em 70,2% delas, mas o uso adequado dos resíduos sólidos ficou um pouco abaixo: 65,5%.

Por trás dos dados, a preocupação com o meio ambiente conta, mas o peso maior vem do retorno econômico.

Há casos, como mostrou reportagem de Rosa Falcão, do Diario de Pernambuco,  em que a empresa reduziu o consumo de água em 40%.

Foi o exemplo da pousada Beco de Noronha, em Fernando de Noronha.

A pousada usa as torneiras de vazão e energia solar para aquecer a água do chuveiro elétrico.

Faltam mudas para recompor mata ciliar do Rio Una

Se fosse implantar o projeto de recomposição da mata ciliar do Rio Una agora, o governo do estado não teria mudas suficientes para os serviços.

“Faltam mudas para os grandes projetos em andamento”,  disse o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.

Não haveria mudas suficientes para reflorestar as margens do Una e nem para se recuperar as unidades de conservação da caatinga criadas pelo estado.

Entende-se, então, a meta apresentada pelo governador Eduardo Campos (PSB) ao Complexo Industrial Portuário de Suape.

O socialista quer que o Viveiro  Florestal de Suape aumente em 60%, até setembro deste ano, a capacidade produtiva de mudas da Mata Atlântica.

As novas plantas vão recompor a mata ciliar do Una.

O rio destruiu parcialmente, nos invernos de 2010 e 2011, as cidades de Palmares, Água Preta e Barreiros, situadas na Mata Sul do estado.

Com a meta, o viveiro, cuja estrutura atual possibilita a produção de 250 mil mudas por ano, passará para 400 mil.

É grande o desafio, mas possível de ser superado.

Possível, ressalte-se, quando a meta é do governador. E ele tem pressa para a execução das obras e pode viabilizar a estrutura de tal crescimento.

Um detalhe: os ganhos sociais e políticos serão amplamente superiores aos  investimentos  precisos para se alcançar os 60%.

O viveiro possui 11 operários e mateiros e precisaria de outros cinco, além de veículos para o trabalho diário.