Prêmio para as jujubas

Aliar matemática e meio ambiente rendeu reconhecimento, na Rio+20, para os alunos da Escola Municipal José da Costa Porto, que fica no Coque (Recife).

Os estudantes conquistaram, com o projeto Desvendento o delicioso mundo da geomeotria,  o segundo lugar na categoria Divulgação Científica da Feira de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia da Rio+20 (Femact).

O projeto apresentado por Vinícius Vinícius Santos, 12, e Alessandro Santos, 13, utiliza canudos, palitos e jujubas para se montar figuras geométricas.


Para a feira, a escola recifense utilizou 60 quilos de jujubas na confecção de tetraedros, hexaedros, octaedros, dodecaedros e icosaedros.

Quase todas as figuras foram “devoradas” por quem passou pelo estande dos estudantes pernambucanos.

O primeiro lugar ficou com o trabalho  “forno solar para o tratamento de águas ribeirinhas”. O resultado saiu no fim da tarde desta quinta-feira.

A Femact foi promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Com 200 trabalhos inscritos, a feira premiou trabalhos em quatro categorias.

Os alunos do ensino médio concorreram nas categorias desenvolvimento científico e incentivo à pesquisa, enquanto os do ensino fundamental apresentaram trabalhos em divulgação científica e iniciação à pesquisa.

Avelós, jujubas e garrafas PET têm algo em comum

Estudantes pernambucanos mostram em três projetos, na Rio+20, como é possível unir aprendizagem e meio ambiente.

Três alunos da Escola Técnica Estadual Antônio Arruda de Farias, de Surubim, apresentam um inseticida biólogico.

O inseticida foi desenvolvido por Mirtes Bernardos, 17 anos, Luiz Arruda, 17, e Jorge Santos, 16, a partir do látex do avelós.

Conhecido também como labirinto, o avelós pode ser encontrado em vários pontos do Nordeste. A planta tem origem africana.

Vinícius Santos, 12, e Alessandro Santos, 13, matriculados na Escola Municipal José da Costa Porto, no Coque (Recife), escolheram algo mais doce: as jujubas.

Orientados pela professora Luíza Anselmo, Alessandro e Vinícius juntaram as guloseimas com canudos e palitos para montar cinco figuras geométricas.

As figuras são o tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro.

O projeto da escola do Coque conquistou o segundo lugar na feira Ciência Jovem, realizada no ano passado. A feira reuniu 200 projetos.

O terceiro projeto foi desenvolvido por Gabriel Cézar Carneiro da Costa, 19, ex-aluno da Escola Senador Jarbas Passarinho, de Camaragibe.

Gabriel inventou uma calha, feita com garrafas PET, que está sendo usada em morros de Camaragibe para evitar deslizamentos. As garrafas substituem canos de PVC.

Os trabalhos dos estudantes pernambucanos estão expostos na Feira de Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia da Rio+20 (Femact Rio+20), montada no Porto do Rio.