A Cúpula dos Povos também é uma babel de línguas, como a Rio+20, mas parece ter o poder de agregar gente com objetivos mais comuns.
Nas quase 60 tendas armadas no Aterro do Flamengo, os discursos, muitos em tom de protesto, falam de preservação do meio ambiente e justiça social.
“Estamos brigando para o desenvolvimento chegar, mas sem tanta coisa ruim”, disse o agricultor Juscelino Andrade, 53, de Minas Gerais.
O agricultor perdeu as terras para a construção de uma hidrelética.
Juscelino participou de uma das cinco plenárias realizadas até o começo desta tarde. Outras cinco estão previstas para hoje.
Algumas plenárias reúnem cerca de mil pessoas de vários países, enquanto a Cúpula deve reunir aproximadamente 50 mil pessoas.
As discussões devem gerar um documento a ser apresentado no dia 23, data de encerramento da Cúpula dos Povos, que ocorre paralelamente à Rio+20.
Até lá, os participantes da Cúpula se revezam entre debates e momentos lúdicos. No meio do aterro, alguns brincam de ter o planeta ao alcance das mãos.
“Essa Terra é nossa”, gritavam estudantes em meio a fotografias.
