Cocar de homem em cabeça de mulher

A brasileira Letícia Yawanawa, 48 anos, roubou a cena nos debates sobre os direitos das mulheres da Rio+20.
  
Ao microfone, ela pediu que as autoridades brasileiras e internacionais olhassem para as mulheres indígenas.
 
Letícia carrega no sobrenome a denominacao de sua tribo, que vive no estado do Acre.
A tribo reúne 200 familias e cerca de 1,8 mil pessoas.
 
“Os governos e a sociedade olham para nós, mulheres, apenas como índio. Não percebem que é preciso ver que entre os índios existe também a questão do gênero”, afirmou.
As mulheres são as principais responsáveis pela preservação dos conhecimentos sobre a medicina e a agricultura indígenas.

E a brasileira lembrou: “plantar e curar está muito ligado ao cuidado com o meio ambiente”.

Para mostrar sua indignação na Rio+20, a mulher Yawanawa, veio para a conferëncia com o cocar do pajé Tata.

“Quem sabe assim, vestida do poder do homem, não me escutam”, completou.

O cocar do pajé, conforme a tradição Yawanawa, pode ser usado apenas pelos homens.

Mas os homens da tribo entenderam as queixas de Letícia, coordenadora do movimento de mulheres indígenas do Acre.

Resta às autoridades brancas repetirem o gesto.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

*

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>