Escola de Limoeiro dá exemplo de sustentabilidade

Há exemplos de cidadania que precisam ser conhecidos, como o do Colégio Pentágono, em Limoeiro, no Agreste pernambucano.

Alunos e professores da unidade escolar uniram-se aos moradores e estão mudando, do ponto de vista ambiental, a paisagem da cidade.

Tudo começou em 2005, mas ganhou força no ano passado.

Entre os resultados está o compromisso por escrito de moradores, a partir do convencimento dos alunos, em plantarem e cuidarem de uma árvore.

150 pessoas “adotaram” uma árvore em uma semana.

No quintal de casa, a médica Gabriela Maria de Arruda Sena, 57 anos, plantou um jambeiro.

A arborização é resultado de parceria do Pentágono com as ONGs Mais Verde e Sociedade  de Apoio ao Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

O crescimento das árvores tem o acompanhamento sistemático.

Além da preocupação com o verde, alunos e professores fizeram campanha para recolher óleio de cozinha.

A campanha sensibilitou donas de casa, proprietário  de restaurantes e lanchonetes de Limoeiro.

O material coletado é recolhido na escola e enviado para uma fábrica no Recife. A empresa transforma o óleo em sabão em barra.

Com informações da repórter Ana Cláudia Dolores, do Diario de Pernambuco.

 

Resíduos da dragagem do Capibaribe serão analisados

A dragagem do Capibaribe, no Recife, exigirá uma estrutura específica para tratar dos resíduos contaminados que forem retirados do rio.

Por questões ambientais,  o material terá que ser levado, no primeiro momento, para uma bacia de contenção no bairro de Dois Irmãos.

Os resíduos devem permanecer, em períodos sem chuva, entre seis e 15 dias na bacia. Esse é o tempo suficiente para que os líquidos escoem da  lama.

Se chover, o tempo de permanência do material será bem maior.

Mesmo secos, os resíduos contaminados somente poderão seguir para o aterro sanitário, em Igarassu, após análises laboratoriais.

“Um laboratório será montado para atender a demanda”, antecipou a secretária executiva de Articulação Institucional e Captação de Recursos da Secretaria das Cidades de Pernambuco, Ana Suassuna.

A estimativa é que 40% dos resíduos da dragagem estejam contaminados por substâncias como metais pesados e oriundas de esgotos.

Esse percentual representa 340 mil metros cúbicos.

Para tornar o Capibaribe navegável, o edital de licitação da dragagem, lançado pelo estado, prevê a retirada de 859 mil metros cúbicos de resíduos do rio.

A retirada do material está programada para começar em outubro.

Dragagem mostra o preço do descuido com o Rio Capibaribe


O projeto para tornar o Capibaribe navegável, anunciado pelo governo do estado, revela um lado pouco conhecido do descaso com o rio.

Dos 859 mil metros cúbicos de resíduos a serem dragados em 13,5 quilômetros do rio, 40% é de material contaminado.

O despejo de metais pesados e esgotos estão entre as causas da contaminação.

Os sedimentos contaminados serão analisados no primeiro momento e depois levados para um aterro sanitário em Igarassu.

A maior parte do material dragado do rio deve estar livre de contaminação. Essa parcela é estimada em 515 mil metros cúbicos de resíduos.

Esses resíduos serão transportados para um lugar específico (bota-fora) no Oceano.

O ponto fica à uma distância de seis milhas náuticas da costa litorânea. Ou seja, 11 quilômetros do Porto do Recife.

A dragagem escancara o descuido de décadas com o rio.

Durante anos, a população deu as costas para o Capibaribe. Muitos ainda continuam sem entender a importância do rio.

E os governos municipais e estaduais, ao longo do tempo, nem protegeram e nem desenvolveram ações para sensibilizar a população. Ainda falta muito para isso.

Qual o preço?

Os R$ 102 milhões a serem empregados na dragagem de 17 quilômetros, no Recife, é apenas parte do prejuízo ambiental.

Resgate de cavalo, em Olinda, durou quase uma hora

A operação de resgate do cavalo espancado em frente ao Centro de Convenções, Olinda, durou quase uma hora.

Duas tentativas foram feitas no meio da Avenida Professor Andrade Bezerra. Em ambas as vezes, o animal não suportou ficar de pé por muito tempo.

O embarque do cavalo no caminhão do Centro de Vigilância Ambiental  (CVA) somente foi possível dentro do Centro de Convenções.

A equipe do CVA aproveitou uma das rampas do Centro de Convenções para servir de apoio para a grade de acesso do veículo.

Apesar da mudança de lugar, a equipe somente conseguiu embarcar o cavalo no caminhão depois de três tentativas.

O embarque somente foi possível com a ajuda de quatro curiosos, que auxiliaram três lançadores da CVA a erguer o animal.

Neste momento, o animal está sob observação no centro municipal, localizado no bairro de Cidade Tabajara.

Cavalo agoniza em frente ao Centro de Convenções

Um cavalo agonizou por quase quatro horas na Avenida Professor Andrade Bezerra, em Olinda, a poucos metros do acesso principal do Centro de Convenções.

O animal caiu na avenida por volta das 12h30 .

“Quando se sentiu mal, o cavalo puxava uma carroça carregada de coco”, contou o comerciante Cristiano de Almeida.

Após a queda com a carga, o bicho ainda conseguiu dar alguns passos, mas despencou minutos depois próximo à uma parada de ônibus.

Os motoristas eram obrigados a reduzir a velocidade para não atropelá-lo.

O proprietário, segundo testemunhas, seguiu com a carga de frutos e retornou posteriormente para resgatar o cavalo

“A tentativa de resgate virou uma cena de tortura”, lamentou a advogada ambiental, Nara Gonçalves, que passava na hora do espancamento.

Nara e comerciantes protestaram contra os maus-tratos e o proprietário do animal, de nome não identificado, desapareceu.

A advogada decidiu, então, ligar para os serviços públicos de proteção animal. Ouviu várias respostas negativas.

“Vemos em horas assim como o estado não se preocupa com os animais. Eles são espancados sob os olhos das autoridades”, desabafou.

Enquanto o animal agonizava, policiais militares passavam pelo local.

Após o resgate do cavalo, no fim da tarde, a advogada decidiu prestar queixa do crime na Delegacia de Crimes contra o Meio Ambiente (Depoma).

O resgate foi feito pelo Centro de Vigilância Ambiental (CVA) de Olinda.

420 caçambas de lixo são retiradas do Rio Goiana

A dragagem do Baldo do Rio, um braço do Rio Goiana, em Goiana, na Mata Norte, revela o quanto as cidades dão as costas para os nossos cursos d’água.

Cerca de 20% do que se retira do fundo do canal é lixo. O restante é lama.

O percentual de lixo representa 4.200 metros cúbicos de resíduos, quantidade suficiente para se encher cerca de 420 caçambas.

No meio dos resíduos, há eletrodomésticos, brinquedos, garrafas plásticas e de vidro, roupas e móveis.

“Encontramos sofá, cadeira e até guarda-roupa”, detalhou a coordenadora da dragagem, a engenheira civil Rose Santos.

A limpeza do braço do rio está sendo feita em um trecho de 1.700 metros nas proximidades dos bairros Baldo do Rio e Curtume, em Goiana.

Duas dragas retiram resíduos equivalentes a cerca de 100 caçambas por dia.

Desde junho, quando a Secretaria Estadual da Casa Militar deu o aval para o começo das obras, 21 mil metros de cúbicos de lixo e lama foram retirados.

A meta é dragar, até setembro, 36.140 mil metros cúbicos.

Com isso, completou Rose Santos, o nível do rio deve ficar até seis metros mais baixo, o que deve reduzir o risco de enchentes.

Mas o Goiana pede mais. Os sinais de poluição e assoreamento podem ser vistos ao longo do rio, cuja bacia se estende por 26 municípios.

O consumidor consciente

Emiliano Graziano, gerente de Ecoeficiência da Fundação Espaço ECO.

Um acordo entre o Governo do Estado de São Paulo e Associação Paulista de Supermercados (Apas) colocou, em abril deste ano, fim às sacolinhas plásticas distribuídas em supermercados. Em julho, por força de uma decisão judicial, elas acabaram retornando.

Entre idas e vindas, o que ficou, além da polêmica, da falta de informação e das brigas na justiça, foi um questionamento sobre qual o real papel do consumidor nessa discussão. Afinal, as sacolinhas, antes abolidas pelos supermercados com a justificativa de estarem tomando uma atitude e prol do meio ambiente, voltou por uma reivindicação dos consumidores.

Em agosto do ano passado, muito antes dessa polêmica ganhar o noticiário do país, a Fundação Espaço ECO (FEE), o primeiro Centro de Excelência em Gestão da Socioecoeficiência e Educação para a Sustentabilidade da América Latina, divulgou uma análise de ecoeficiência que comparou o uso de diferentes tipos de sacolas para transporte de compras de supermercado.

O estudo, que compreendeu a avaliação dos impactos ambientais e econômicos das alternativas, chegou à conclusão de que o impacto de cada uma das sacolas depende, sobretudo, do uso feito pelo consumidor de cada uma das opções, ou seja, está relacionado à quantidade de idas ao supermercado, ao número de vezes que cada tipo de sacola é reutilizada e como ela é descartada, entre outras características.

Há muito, nossos atuais padrões de consumo têm sido apontados como um dos principais desafios ao desenvolvimento sustentável do nosso Planeta. Uma pesquisa desenvolvida pela ONG WWF, por exemplo, demonstrou que se todas as pessoas do planeta consumissem como os paulistanos, seriam necessários 2,5 planetas para sustentar esse estilo de vida.

Mas como entender e medir o impacto desse consumo nas nossas escolhas diárias? Uma alternativa é compreender que, conscientes ou não, ao adquirirmos um produto, consumimos também toda a sua história, o que chamamos de Ciclo de Vida. E, a partir da compra, passamos a fazer parte deste ciclo, sendo também responsáveis por este processo.

Que tal se, no ato da compra, obtivéssemos informações sobre a origem do produto, seu processo de fabricação, uso de matérias-primas e condições de trabalho dos profissionais envolvidos na produção, entre outras?  E mais: o que faremos com os aparelhos antigos, que abrirão espaço nas nossas salas para a chegada dos novos? E o que faremos com esses novos aparelhos quando eles também não atenderem mais às nossas necessidades?

Para alguns, podem parecer absurdos esses questionamentos, já que o país vive uma fase em que, pela primeira vez, milhões de brasileiros têm o poder de compra. Outros abordariam ainda a importância da demanda interna por bens de consumo para que o Brasil enfrente a crise econômica que assola o mundo. Todos teriam razão se a única ótica que valesse fosse, ainda, a do lucro. Entretanto, não podemos mais desassociar aspectos econômicos de questões sociais e ambientais, uma transformação real e necessária.

Devemos sim consumir. Mas devemos também cobrar mais informações e transparência dos fabricantes sobre suas práticas sustentáveis, seja durante a produção ou na oferta de soluções para o correto descarte de tais produtos. Assim, teremos um cenário em que produtores ecoeficientes e consumidores conscientes desempenham papéis decisivos na busca pelo desenvolvimento sustentável.

Incêndio na Serra do Cruzeiro, em Tacaratu, será investigado

O Ministério Público deve investigar um incêndio que destruiu parte da Serra do Cruzeiro, em Tacaratu, município do Sertão pernambucano.

O incêndio aconteceu em maio e nenhum órgão estadual ou federal responsável pelo meio ambiente apontou, até hoje, de quem é a responsabilidade pelo crime.

A Serra do Cruzeiro,  conhecida pela riqueza da fauna e da flora, é um ponto de peregrinação religiosa dos católicos.

Ali, além de uma cruz, há uma gruta com a imagem de Nossa Senhora dos Impossíveis.

O fogo na serra surgiu, curiosamente, após uma das peregrinações, quando fogos de artifício foram queimados por devotos.

As chamas destruíram cerca de três hectares de vegetação.

Quase tudo que foi queimado era espécies do Cerrado. A flora local possui plantas dos biomas Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica.

“Foi o maior incêndio das últimas décadas na serra”, lamentou a presidente do Conselho de Defesa do Meio Ambiente de Tacaratu, Joana Maria da Silva.

O conselho comunicou o fato ao Ibama.

E a promotoria do Ministério Público deve convocar a Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) para analisar o caso.