Meio ambiente e história na reserva Eco Fazenda Morim

Os atrativos da nova Reserva Particular do Patrimônio Natural de Pernambuco, a Eco Fazenda Morim,  não se resumem à riqueza da Mata Atlântica.

A fazenda preserva elementos arquitetônicos e históricos do tempo do Império.

Exemplo são as casa grande e a senzala, como mostra a foto acima.

No passado, a propriedade pertenceu a Estácio de Albuquerque Coimbra, que foi duas vezes governador do estado e vice-presidente da República.

Detalhes da história da fazenda, como fatos e costumes, foram relatados por Gilberto Freire no clássico Casa Grande e Senzala.

A fazenda, segundo estudos, possui 200 espécies de ave.

“Alguns aves comprovam a qualidade ambiental do espaço”, disse o diretor de Projetos do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), Severino Ribeiro. São os casos das aves de rapina, como os gaviões.

Área verde protegida pela iniciativa privada, em Pernambuco, aumentou mais de 70 vezes

Em número de hectares, a iniciativa privada aumentou 74,2 vezes a área verde protegida, em Pernambuco, nos últimos 15 anos.

Ao fim de 1997, quando se criou a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), o estado tinha apenas 19,23 hectares.

Agora são 1.426,09 hectares protegidos, com reconhecimento da unidade de Eco Fazenda Morim, em São José da Coroa Grande. Essa com 209 hectares.

A primeira RPPN reconhecida pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH) foi a Fazenda Tabatina, no município de Goiana.

Das 11 RPPNs existentes no estado, oito preservam o ecossistema Mata Atlântica.

Duas unidades ficam no ecossistema Caatinga e uma, no Brejo de Altitude.

Ao ter uma área reconhecida como reserva particular, o proprietário tem o dever de preservá-la. Em contrapartida, tem prioridade nos créditos rurais.

Reserva particular é criada na Mata Sul

Aos poucos, a iniciativa privada tem despertado para importância de preservar o meio ambiente.  Isso vem acontecendo em Pernambuco.

O estado teve a 11ª Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) reconhecida pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

A nova unidade de conservação, a Eco Fazenda Morim, é remanescente da Mata Atlântica e fica em São José da Coroa Grande, na Mata Sul.

De propriedade de José Lourenço de Oliveira Neto, a área protegida mede 290 hectares, possui 29 nascentes de águas e é cortada pelo Rio Morim.

“A riqueza biológica dessa reserva é insubstituível”, afirma o diretor do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), Severino Ribeiro.

O Cepan fez os estudos sobre a fauna e a flora da fazenda. Neles,  pesquisadores  apontam que a fazenda tem 26 espécies e subespécies sob risco de desaparecer.

Desse total, 19 espécies e subespécies são aves, a exemplo do gavião-de-pescoço-branco e da jutuca, e sete são vegetais. Entre esses, o ingá e o jacarandá.

As 26 espécies constam no Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção e na lista da União Internacional para a Conservação da Natureza.