Você sabe quanto um salão de beleza produz de resíduos de procedimentos de manicure/pedicures e de lâminas?
José Robemar de Lima faz as contas no seu trabalho de encerramento do curso Tecnologia em Gestão Ambiental. Ele estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernabuco (Ifpe).
Os salões localizados na Cidade Universitária, no Recife, geram 1,60 quilos por semana. Em Casa Amarela, 1,32 quilos.
Pode-se pensar que é pouco. Não é. Ainda mais quando se detecta que esse material não é descartado corretamente.
Em sua monografia, José Robemar aponta que os resíduos, mesmo quando separados em sacos plásticos nos salões, terminam no meio do lixo comum. Por razão simples, não há política específica para os salões.
Os resíduos oriundos dos pés e das mãos, como as cutículas, podem estar contaminados por sangue.
A contaminação pode ser a mesma nas lâminas, comumente empregadas em barbas, bigodes e “cantos” dos cabelos.
E os números alertam para os possíveis efeitos disso ao meio ambiente e à saúde pública.
O pesquisador mostra que 77% dos salões pesquisados nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte e Cidade Universitária (Várzea) não separam adequadamente as lâminas.
Apenas 7% realizam descarte específico das lâminas, enquanto 13% colocam as peças metálicas em recipientes de vidro tampado para descarte no lixo.
Pequena parcela, de 3%, põe as lâminas em solução aquosa para oxidar e para posterior descarte no esgoto.
A monografia, orientada pela professora Marília Castro, tem o título Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químicos gerados em salões de beleza.
