Mais da metade dos salões de beleza de Casa Amarela, Casa Forte e Cidade Universitária, no Recife, não separa adequadamente os resíduos químicos.
O percentual, segundo José Robemar de Lima, é de apenas de 57%.
Com um agravante: o material químico recolhido é colocado de maneira indiscriminada junto ao lixo comum.
José Robermar tratou do assunto na monografia Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químicos gerados em salões de beleza.
A monografia foi para a conclusão do curso Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Ifpe).
O estudo teve como base 30 estabalecimentos comerciais, sendo 97% delas microempresas. E 3%, pequenas empresas.
Para os 43% que segregavam os resíduos químicos, apontou José Robemar, a separação era um procedimento inútil e sem sentido.
Isso porque, mesmo separados adequadamente nos salões de beleza, os resíduos químicos eram descartados, na coleta de lixo urbano, nos mesmos caminhões de lixo comum.