A dragagem do Capibaribe, no Recife, exigirá uma estrutura específica para tratar dos resíduos contaminados que forem retirados do rio.
Por questões ambientais, o material terá que ser levado, no primeiro momento, para uma bacia de contenção no bairro de Dois Irmãos.
Os resíduos devem permanecer, em períodos sem chuva, entre seis e 15 dias na bacia. Esse é o tempo suficiente para que os líquidos escoem da lama.
Se chover, o tempo de permanência do material será bem maior.
Mesmo secos, os resíduos contaminados somente poderão seguir para o aterro sanitário, em Igarassu, após análises laboratoriais.
“Um laboratório será montado para atender a demanda”, antecipou a secretária executiva de Articulação Institucional e Captação de Recursos da Secretaria das Cidades de Pernambuco, Ana Suassuna.
A estimativa é que 40% dos resíduos da dragagem estejam contaminados por substâncias como metais pesados e oriundas de esgotos.
Esse percentual representa 340 mil metros cúbicos.
Para tornar o Capibaribe navegável, o edital de licitação da dragagem, lançado pelo estado, prevê a retirada de 859 mil metros cúbicos de resíduos do rio.
A retirada do material está programada para começar em outubro.

A navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe também servirá para dragar e despoluir esses rios, além disso é óbvio que contribuirá para desafogar o caótico trânsito do Recife.