Sobe número de macacos ameaçados de extinção

A lista de espécies de primatas ameaçadas de extinção  tem aumentado no Brasil.

Há hoje seis espécies na categoria criticamente em perigo, 17 em perigo e 13 aparecem na categoria vulnerável.

Se hoje são 36 em situação difícil, o levantamento anterior indicava 26 espécies.

Os números são conclusão da oficina promovida pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros.

A oficina reuniu 38 especialistas de centros de pesquisa e instituições de ensino,  a exemplo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).

Outras nove espécies, apontou a oficina, tiveram o grau de ameaça aumentado.

A boa notícia é que 11 espécies de primatas foram reavaliadas para uma categoria de menor risco, resultado, em sua maioria, de projetos de preservação.

A Terra vista do céu

As fotografias do francês Yann Arthus-Bertrand, publicadas no livro Terra vista do céu – 20 anos de retratos do planeta , impressionam.

O livro traz 130 imagens aéreas de diversos países, mostrando florestas, cidades, geleiras, campos, rios e oceanos.

Ao sobrevoar países como Brasil, Costa do Marfim, Islândia, Canadá e Indonésia, Yann assustou-se com as transformações porque a Terra passa.

Das 130 fotos selecionadas para o livro, 14 mostram o Brasil, sendo 12 do Rio de Janeiro, uma do Amazonas e outra do Mato Grosso do Sul.

“Os sinais alarmantes se multiplicam a cada ano”,  afirmou o fotógrafo, acrescentando que as fotos do livro são as mais fortes que tirou em 20 anos.

E o seu desejo é que as imagens sensibilizem as pessoas pela beleza e que façam com que elas queiram contribuir para a preservação do planeta.

Em 20 anos, Yann disse ter visto as emissões de CO2 aumentarem 36% e as florestas perderem quase 300 milhões de hectares.

O fotógrafo também viu crescer as ações de proteção ao meio ambiente.

Atualmente, quase 13% das terras emersas do planeta são protegidas por lei e 6% das florestas estão certificadas.

Bonito, no Agreste, poderá conceder licença ambiental

Bonito, distante 122 quilômetros do Recife, é o quinto município a firmar convênio para licenciar ambientalmente os projetos de impacto local.

O convênio foi firmado com a Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), a quem cabia grande parte dos licenciamentos nos municípios até o ano passado.

Em dezembro, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei Complementar 140. A lei dividiu a tarefa do licenciameto entre a União, estados e municípios.

Antes de Bonito, a CPRH havia firmado convênios com os governos municipais do Recife, Petrolina, Caruaru e Garanhuns.

Embora o convênio tenha sido firmado agora, a prefeitura emitirá licenças, fará vistorias e fiscalizará atividades e empreendimentos somente em outubro.

O acordo prevê que o municípiol atuará, de imediato, nos setores imobiliário, agrícola e pecuário. As demais áreas serão contemplados até abril de 2013.

Longe do ideal

A logística reversa está se tornando questão obrigatória nas empresas do Brasil.

Das 100 maiores, 60 afirmam desenvolver ações de recolhimento e descarte dos resíduos de seus produtos  após o consumo.

Os dados são do Instituto de Logística e Supply Chain, o Instituto Ilos.

O principal motivo para as empresas implantarem a logística reversa, segundo a pesquisa, são as exigências da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

A PNRS entrou em vigorar em agosto de 2010.

Outras duas questões da pesquisa merecem ser ressaltadas.

Segundo a consultora do Ilos e coordenadora do estudo, Gisela Sousa, as ações das 60 empresas estão em estágios diferentes e nem todas são representativas.

A pesquisa mostra ainda que as empresas começaram agir em logística por estarem preocupadas com a própria imagem.

Isso porque a sociedade cobra cada vez mais compromissos com o meio ambiente e as questões sociais.

Com informações da Agência Brasil.

Contra a matança dos tubarões

Visto como inimigo por muita gente, o tubarão é mais vítima da ação do homem do que vilão.

Um protesto, organizado pela campanha Divers for sharks (mergulhadores pelos tubarões), procurou mostrar isso na Praia de Boa Viagem.

Cerca de mil barbatanas de papelão foram colocadas ontem na areia da praia.

Segundo os organizadores do protesto, o Brasil é um grande exportador ilegal de barbatanas.

E esse tipo de negócio existe porque há pesca predatória, como o Ibama comprovou no semestre passado no Pará.

Em maio, fiscais do Ibama apreenderam 7,7 toneladas do produto em Belém, capital paraense. Foi a maior apreensão realizada no país

As barbatanas seriam enviadas para a China por uma exportadora, que foi embargada e multada em R$ 2,7 milhões.

Estima-se que mil tubarões sejam mortos, a cada cinco minutos, no mundo.

Programas para monitorar e minimizar impactos nos rios

O relatório que aponta os impactos negativos do projeto de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe também mostra como minimizá-los.

Para reduzir os efeitos das obras das sete estações fluviais e do funcionamento do novo corredor de transporte, o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) sugere a criação de 15 programas.

Entre os programas há os voltados ao monitoramento da qualidade do ar, das águas dos rios e da intensidade do ruído.

Uma das preocupações dos técnicos está no controle dos impactos sobre a fauna, tanto terrestre quanto aquática - e a flora.

O Rima chega a sugerir tipos de cortes da vegetação das margens dos rios para evitar a morte de animais.

A área de mangues mereceu um programa específico.

Além de sugerirem o replantio dos 3,1 hectares de mangues previstos para serem suprimidos, os profissionais que assinam o relatório propõem o monitoramento do crescimento das árvores.

“Cada passo no projeto será monitorado rigorosamente”, disse Ana Suassuna, secretária executiva de Relações Instituições e Captação de Recursos da Secretaria Estadual das Cidades.

Ana Suassuna ressalta que, ao funcionar, o projeto de navegabilidade vai proporcionar uma série de ganhos.

Sete impactos positivos estão previstos no Rima, que está sendo analisado pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

A lista inclui, no campo da mobilidade urbana, a criação de um novo modal de transporte e a integração deste modal ao sistema público de passageiross. Quando pronta, a hidrovia transportará 13 mil pessoas por dia.

Aponta-se ainda como ganhos a geração de empregos e a possibilidade da hidrovia fortalece o turismo no Recife e em Olinda.

 

 

Relatório detalha impactos negativos do projeto de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe

Todo grande projeto tem um preço para o meio ambiente.

Isso vale para o de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe, anunciado no mês passado pelo governo do estado e previsto para funcionar em 2014.

O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto identificou 24 impactos.

Desse total, sete terão consequências positivas, como a integração da hidrovia ao sistema de transporte público de passageiros, mas 17 impactos são negativos.

Entre os negativos, 11 estão relacionados diretamente ao meio ambiente.

E desses 11, sete poderão ser observados na instalação do novo corredor:

1. Alteração da qualidade da água fluvial devido ao uso de veículos e máquinas pesadas para ações como terraplanagem e instalação das fundações;

2. Elevação dos níveis de pressão sonora;

3. Alteração na qualidade do ar devido à poeira suspensa;

4. Supressão de vegetação (mangue) em cerca de 3,1 hectares para construção das estações fluviais (sete);

5. Alteração e perda de habitats da fauna terrestre por vonta da remoção da cobertura vegetal, aterro do terreno, terraplagem etc;

6. Afugentamento, pertubação e mortalidade de animais terrestres em consequência de ações terraplanagem, compactação do solo e pavimentação;

7. Por fim, a construção das estações fluviais deve afugentar, pertubar e provocar a morte de animais aquáticos.

Quatros dos 11 impactos negativos serão percebidos na fase de operação da hidrovia. Ou seja, terão caráter mais longo:

1. risco de contaminação das águas superficiais devido a possíveis vazamentos da rede de esgoto ou hidrossanitária das estações fluviais, bem como de vazamento acidental de óleo, graxas e combustíveis;

2. Aumento do nível de ruído relacionado ao tráfegos dos ônibus de transporte público coletivo, que serão integrados ao corredor aquaviário;

3. Possibilidade de erosão das margens dos rios em consequência de ondas geradas pelo deslocamento das embarcações;

4. Afugentamento, pertubação e mortalidade de anamais aquáticos devido ao tráfego das embarcação e eventuais vazamento de óleo desses veículos.

Para reduzir ou compensar os efeitos dos impactos, o relatório propõe dezenas medidas como ocontrole e manutenção de máquinas e dos equipamentos a cortes específicos da vegetação das margens para proteger os animais.

Mangue será cortado para construção de estações fluviais

Sonhado por décadas, o projeto de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe reacende o debate sobre a relação desenvolvimento e preservação da natureza.

Por uma razão óbvia: a construção das sete estações fluviais exige o corte de 3,1 hectares de mangue.

A necessidade da supressão do verde é apontada no Relatório de Impacto Ambiental (Rima), encaminhado pela Secretaria Estadual das Cidades à Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

Os 3,1 hectares correspondem a 2,6% da área de mangue do trecho demarcado para o projeto, segundo o Rima. É um percentual aparentemente pequeno, mas importante quando olhamos a destruição da mata ciliar dos dois rios nas últimas décadas.

Em contrapartida à retirada do verde, o governo do estado sugere o plantio de mangue – com as mesmas espécies e área suprimida – em outros lugares, bem como o monitoramente da área plantada.

A decisão está com a CPRH, que analisa o Rima e convocará uma audiência pública para discutir o relatório.

Se por um lado haverá o corte do mangue, não podemos esquecer, por outro, os benefícios que o projeto de navegabilidade deve trazer para Recife e Olinda, tanto para o turismo quanto para o transporte público de passageiros.

Então, que se busque o equilíbrio.

Um time de futebol, os fazendeiros e o verde

Um time de futebol pode ser mais do que objeto de apaixonados. Pode ser
publicidade do seu lugar de origem e de boas práticas.

Veja o que escreveu o blogueiro Cassio Zirpoli, do Diario de Pernambuco:

“Esporte e meio-ambiente, em interação absoluta.

No pequeno município Lucas do Rio Verde, a 350 quilômetros da capital do
Mato Grosso.

São apenas 45 mil habitantes, conscientizados com o “verde”.

O Luverdense, adversário dos pernambucanos Santa e Salgueiro na Série C,
ostenta o título de “primeira equipe a neutralizar a emissão de CO² em uma
partida de futebol”.

Uma não, todas.

Os jogos do Luverdense têm uma média de público de 2.500 torcedores.

Isso significa uma emissão de 35 toneladas de gás carbônico através do
público a cada 90 minutos. Em tese, cada árvore plantada cidade neutraliza
aproximadamente 350 quilos de gás carbônico, segundo estudos internacionais.

As árvores vêm sendo plantadas em áreas degradadas da cidade, em uma
parceria com a secretaria ambiental do município. Mais de mil já foram
plantadas.

Saiba mais sobre o compromisso “verde” do clube mato-grossense clicando aqui.

A ideia encampa o cenário atual da sociedade, voltado para a preservação do meio-ambiente. Aos grandes clubes do estado, uma luz verde para futuros projetos.”

O que está por trás dos dados trazidos por Zirpoli?

O Luverdense retrata a nova consciência dos moradores de Lucas do Rio Verde,
um dos municípios que mais produz soja no Brasil e mais exporta o produto.

A exportação foi elemento decisivo para tal mudança.

Ou melhor, a exigência crescente dos estrangeiros de preservação do meio
ambiente. E em Lucas do Rio Verde, anos atrás, essa preocupação quase não
existia.

Desmatava-se, descuidava-se das margens dos rios. Contava mais produzir.

Também foi importante a pressão dos órgãos reguladores brasileiros, que
embora capengas, estão mais atentos ao tema ambiental.

O bom é que os fazendeiros de Lucas do Rio Verde entenderam os recados,
transformando-se em oportunidades.

Eles são ambiciosos. Querem reservar 1/3 de suas terras para vegetação
nativa. Por um motivo simples: a floresta ajuda na produção.

E o Luverdense integra essa lógica.

É muita bateria de celular

O destino do lixo eletrônico é um dos grandes desafios brasileiros até agosto de 2014, quando está previsto legalmente o fim do lixões.

Assim como no maior e-lixão do mundo, que fica em Acra (Gana), o descarte de material eletrônico por aqui ainda não recebeu o tratamento necessário.

O  pior é que a produção desse tipo de lixo aumenta ano após ano.

Uma estimativa do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD) dá a dimensão do problema. Segundo a instituição, 42 toneladas de baterias de celular serão descartadas, somente neste ano, no país.

Relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), de 2010, aponta que  o Brasil possui a maior produção per capita de lixo eletrônico entre os nações emergentes.

A média brasileira é 0,5 kg por pessoa. Na China,  média é de 0,23 kg, enquanto a Índia aparece com 0,1 kg.