Sonhado por décadas, o projeto de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe reacende o debate sobre a relação desenvolvimento e preservação da natureza.
Por uma razão óbvia: a construção das sete estações fluviais exige o corte de 3,1 hectares de mangue.
A necessidade da supressão do verde é apontada no Relatório de Impacto Ambiental (Rima), encaminhado pela Secretaria Estadual das Cidades à Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).
Os 3,1 hectares correspondem a 2,6% da área de mangue do trecho demarcado para o projeto, segundo o Rima. É um percentual aparentemente pequeno, mas importante quando olhamos a destruição da mata ciliar dos dois rios nas últimas décadas.
Em contrapartida à retirada do verde, o governo do estado sugere o plantio de mangue – com as mesmas espécies e área suprimida – em outros lugares, bem como o monitoramente da área plantada.
A decisão está com a CPRH, que analisa o Rima e convocará uma audiência pública para discutir o relatório.
Se por um lado haverá o corte do mangue, não podemos esquecer, por outro, os benefícios que o projeto de navegabilidade deve trazer para Recife e Olinda, tanto para o turismo quanto para o transporte público de passageiros.
Então, que se busque o equilíbrio.
