Todo grande projeto tem um preço para o meio ambiente.
Isso vale para o de navegabilidade dos rios Capibaribe e Beberibe, anunciado no mês passado pelo governo do estado e previsto para funcionar em 2014.
O Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do projeto identificou 24 impactos.
Desse total, sete terão consequências positivas, como a integração da hidrovia ao sistema de transporte público de passageiros, mas 17 impactos são negativos.
Entre os negativos, 11 estão relacionados diretamente ao meio ambiente.
E desses 11, sete poderão ser observados na instalação do novo corredor:
1. Alteração da qualidade da água fluvial devido ao uso de veículos e máquinas pesadas para ações como terraplanagem e instalação das fundações;
2. Elevação dos níveis de pressão sonora;
3. Alteração na qualidade do ar devido à poeira suspensa;
4. Supressão de vegetação (mangue) em cerca de 3,1 hectares para construção das estações fluviais (sete);
5. Alteração e perda de habitats da fauna terrestre por vonta da remoção da cobertura vegetal, aterro do terreno, terraplagem etc;
6. Afugentamento, pertubação e mortalidade de animais terrestres em consequência de ações terraplanagem, compactação do solo e pavimentação;
7. Por fim, a construção das estações fluviais deve afugentar, pertubar e provocar a morte de animais aquáticos.
Quatros dos 11 impactos negativos serão percebidos na fase de operação da hidrovia. Ou seja, terão caráter mais longo:
1. risco de contaminação das águas superficiais devido a possíveis vazamentos da rede de esgoto ou hidrossanitária das estações fluviais, bem como de vazamento acidental de óleo, graxas e combustíveis;
2. Aumento do nível de ruído relacionado ao tráfegos dos ônibus de transporte público coletivo, que serão integrados ao corredor aquaviário;
3. Possibilidade de erosão das margens dos rios em consequência de ondas geradas pelo deslocamento das embarcações;
4. Afugentamento, pertubação e mortalidade de anamais aquáticos devido ao tráfego das embarcação e eventuais vazamento de óleo desses veículos.
Para reduzir ou compensar os efeitos dos impactos, o relatório propõe dezenas medidas como ocontrole e manutenção de máquinas e dos equipamentos a cortes específicos da vegetação das margens para proteger os animais.