Fica difícil entender, às vezes, a lógica da compensação ambiental.
Vejamos o caso da Avenida Caxangá.
Para construir plataformas do Corredor Leste-Oeste, a Secretaria Estadual das Cidades derrubou 15 árvores e deve plantar 150.
O número, do ponto de vista da compensação, é muito bom.
Curioso é que as mudas serão plantadas em Carpina, na Mata Norte e a cerca de 54 quilômetros da capital pernambucana.
O corte foi autorizado pela Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), com quem a secretaria firmou acorda para compensar as perdas.
Interessaria mais ao Recife, a meu ver, se as árvores ficassem por aqui.
A paisagem da nossa cidade, cada vez mais tomada por concreto e asfalto e com menos áreas verdes, respaldam o argumento.
Sem árvores, ruas e avenidas ficam mais quentes. É contra isso que dezenas de internautas protestaram contra a derrubada na Caxangá.

Gostaria de sugerir matéria a respeito de nova invasão na área que do futuro parque do Jiquiá. Agora nas margens da Avenida General San Martin. Da noite para o dia, construíram diversas casas de alvenaria.