A partir de hoje, os municípios sem planos de resíduos sólidos não podem obter recursos federais destinados à construção de aterros sanitários.
A exigência é da Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2010.
Apesar da exigência, nenhuma entidade – federal, estadual ou municipal – sabe a quantidade de municípios com planos finalizados.
Isso acontece porque a União, embora passe a cobrar o documento, não exige o envio do documento para o Ministério do Meio Ambiente.
Em Pernambuco, alguns municípios estão bem encaminhados para finalizar os planos. É o caso das 14 cidades da Região Metropolitana.
Esses municípios aderiram ao Consórcio Metropolitano de Resíduos Sólidos, que possui um plano a ser atualizado e ampliado.
Mesmo o plano precisando de ajustes, a Secretaria Estadual das Cidades assegura que os 14 municípios estão aptos a obter verbas federais.
A preocupação maior não é com as grandes cidades ou regiões mais importantes do estado. É com os pequenos municípios.
Segundo o secretário executivo da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Paulo Arruda, as pequenas cidades não possuem quadro técnico e nem recursos para elaborar os planos.
O argumento de Arruda tem sentido, mas fica uma pergunta: dois anos não foram suficientes para se tocar um projeto?
Alguns técnicos estimam que se optasse por um documento municipal, as prefeituras desembolsariam entre R$ 30 e R$ 40 mil.
Esse valor cairia bastante se a opção fosse um plano regional, saída apontada pelo Plano Estadual de Resíduos Sólidos.
Divulgado ontem, o plano estadual cita a existência de 11 consórcios. Alguns, como o metropolitano, bem encaminhado. Outros ainda nos passos iniciais.
Só para lembrar: o governo federal é responsável pela maior parcela dos recursos destinados a ações de resíduos sólidos.
A versão 2 do Programa de Aceleramento do Crescimento (PAC2) prevê a liberação de R$ 1,5 bilhão para a área.

Sabe Jaílson, não entendemos os descasos de nossos governantes em se tratando de saneamento básico. Acredito que a ÚNICA implantação séria de Rede de Esgoto aconteceu por volta de 1951 com o então Governador Saturnino de Brito, e as demais tentativas, fracassaram e digo mais tratar do esgoto é enterrar dinheiro, obras caras e que se foram construídas com êxito, serão esquecidas pelo povo. Em outras palavras não dão voto e por isso a resistência em implantá-los da forma correta. Basta só olhar o que o PAC causou na Mustadinha, Bonji e adjacências e que ficou inacabado.
ah, obra que saiu de nenhum lugar para lugar nenhum, pois as casas não foram ligadas e o destino final para a ETE, ficou sem final.
Fica com Deus
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