Praias de Itamaracá e Goiana sofrem com o avanço do mar

As praias do Litoral Norte pernambucano sofrem com o avanço do mar.

Em Itamaracá, oa estragos estão nas praias do Pilar e do Sossego.

As casas e os pontos comerciais do Pilar têm as calçadas, as escadarias e os muros lavados pelas ondas à cada maré alta.

O resultado não poderia ser diferente: Dezenas de Imóveis apresentam rachaduras graves e ameaçam desabar.

Por outro lado, escadarias, rede de esgoto, jardins e pavimentos estão sendo encobertos pela areia carreadas pelas ondas.

“Alguns muros, quando eu era criança, tinham dois metros de altura se comparados com o nível da praia”, revelou o estudante Lucas Santos, 18 anos. Os muros foram sendo soterrados pela areia.

Neste mês, a Secretaria do Patrimônio da União, o estado e a Prefeitura de Itamaracá retiraram muros e cercas irregulares na Praia do Sossego.

A erosão marinha também tem provocado danos em Ponta de Pedras e trechos de Catuama, ambas no litoral de Goiana.

Em Ponta de Pedras, a força das ondas tem derrubado muros, calçadas e avançado sobre casas, bares e restaurantes.

“Ponta de Pedras tinha uma grande faixa de areia há 20 anos e hoje, quando a maré sobe, tudo some”, contou João de Deus Vieira de Barros, professor de Geografia.

Mar avança em praias do Cabo de Santo Agostinho e de Ipojuca

enseadac

Os problemas do avanço do mar em Pernambuco vão além do Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista.

Se esses quatro municípios vêm ganhando projetos merecidos, o mesmo não se pode dizer de outras cidades pernambucanas.

Vimos os estrago em praias dos litorais Norte e Sul.

Abaixo, um relato de três praias do Sul. No caso, dos municípios do Cabo de Santo Agostinho e  de Ipojuca.

Maracaípe, em Ipoujca retrata bem o quadro. A badalada praia de surf perdeu, em alguns trechos, cerca de cinco metros de areia. Muros, postes de energia elétrica, calçadas, salões de bares e pousadas foram destruídos pelas ondas.

A situação em Maracaípe levou ao fechamento de dois restaurantes e outros, como o Bar Estrela, a reduzir o número de funcionários.

“Temos quatro funcionários, mas tivemos dez”, disse Jacqueline Chalaça, do Estrela. Ela fez uma parede de troncos de coqueiro em frente ao bar para amenizar os efeitos das ondas. “Sei que é um paliativo”, concluiu.

Além de terem sofrido com a falta de energia e o abastecimento d’água potável, os empresários viram o mar engolir o acesso ao pontal.

A estrada que leva ao pontal, seja para passeios ou carga e descarga de mercadorias,  é improvisada por terrenos particulares.

No Cabo, a paisagem de destruição de Enseada dos Corais assusta. O mar derrubou muros – alguns com mais de dois metros de altura – e cercas, destruiu jardins e ameaça fazer o mesmo com piscinas e terraços.

“Estamos vivendo a pior das situações”, resumiu o comerciante Luciano Silva da Costa, que há uma década morada em Enseada dos Corais.

Duas praias adiante, no sentido Norte do Cabo de Santo Agostinho, as ondas derrubam as encostas e o coqueiral da Praia do Paiva. Há caules de coqueiros ainda fixados na faixa de areia. Sinal de quedas recentes.

Cadela que adotou gatos, no Recife, teve gravidez psicológica

gatinhos

O caso de Greta, cadela que adotou e está amamentando cinco filhotes de gatos, no bairro de Boa Viagem, é comum na literatura científica.

“Situações assim são normais. O animal pensa que está gestando e produz leite”, explicou o médico veterinário Gustavo Campos Pereira.

Seria, em outras palavras, a gestação psicológica. Ou a pseudociose.

Ainda, segundo Gustavo, a produção do leite por Greta foi sendo estimulada à medida que os gatinhos começaram a sugar.

Os cinco filhotes foram resgatos por Lorenna Mello em uma das ruas de Boa Viagam, no Recife, na última segunda-feira.

Na terça, Greta, de quem Lorenna é tutora, passou a amamentar os gatos.

Brasil proíbe pesca do galha-branca

O governo brasileiro proibiu a pesca e a comercialização do tubarão galha-branca, cujo nome científico é Carcjharhinus longimanus.

A instrução normativa sobre a proibição foi publicada ontem pelo Ministério do Meio Ambiente no Diário Oficial da União.

Além de proibir a pesca e a comercialização, o documento obriga que os tubarões capturados incidentalmente sejam devolvidos inteiros no mar.

Isso vale até para os animais mortos.

O galha-branca somente poderá ser capturado para fins de pesquisas científicas. E se essas tiverem a aprovação dos órgãos ambientais.

Entre as razões para a pesca do galha-branca está o valor comercial da barbatana, usada como iguaria “afrodisíada” em diversos países.

Os Estados Unidos calculam que cerca de 600 mil tubarões galha-branca foram comercializados, no ano 2000, em todo o planeta.

Com informações da Agência Brasil.

Cadela adota cinco gatinhos

O comportamento dos animais costuma surpreender.

É o caso da cadelinha Greta.

Sem nunca ter procriado, Greta adotou cinco gatinhos que haviam sido abandonados no bairro de Boa Viagem, no Recife.

“Passei 24 horas pedindo uma mãe adotiva de leite para os bebes que nem abriam os olhos e estavavam na rua”, conta a jornalista Goretti Queiroz.

Foi quando Greta entrou na história. A cadelinha tem Lorenna Mello como tutora, que havia resgatado os filhotes na última na noite da última segunda-feira.

Na terça-feira, segundo Goretti, “o milagre se fez”. Greta passou a produzir leite e a amamentar os cinco gatinhos.

A campanha da jornalista, de e-mail dogmidia@terra.com.br, agora é conseguir pessoas que adotem os filhotes.

Ave em extinção se reproduz em cativeiro, no Recife, e é tema de estudo

O sucesso do Parque Dois Irmãos na reprodução em cativeiro da ararajuba, ave sob o risco de ser extinta, será apresentada em um congresso nacional.

Nos últimos seis meses, duas fêmeas puseram oito ovos, que resultou no nascimento de quatro filhotes, em uma mesma caixa-ninho.

Isso caracteriza o que os estudiosos classificam de prole múltipla.

Uma terceira fêmea, revelou o biólogo Leonardo César de Oliveira Melo, atuou com babá dos filhotes na ausência dos pais.

Detalhe: o viveiro tinha somente um macho adulto.

Leonardo vai apresentar a experiência no Congresso da Sociedade de Zoológicos e Aquários do Brasil, em Santa Catarina.

O estudo com as ararajubas também envolveu os veterinários Luciana Rameh e Daniel Siqueira e a estudante de Biologia Nichele Oliveira.

De penas verdes e amarelas, a ararajuba é a ave-símbolo do Brasil.

Em 2010, a ararajuba, de nome científico Guarouba guarouba, deu cria pela primeira vez no zoológico do Parque Dois Irmãos, no Recife.

Táxis elétricos: O Rio de Janeiro adotou e o Recife deveria copiar

Enquanto o Recife sonha, o Rio de Janeiro tornou realidade os táxis elétricos.

O que existe no Rio ainda é experimental. São apenas dois carros circulando na cidade desde a semana passada. Mas é um bom começo.

Os táxis têm autonomia para 160 quilômetros e podem recarregados apenas em dois postos localizados na Lagoa e na Barra da Tijuca.

Até o fim deste ano, o Rio ganhará mais 13 táxis elétricos.

Essa quantidade deve ser ampliada em 2014 pelo projeto, que é uma parceria entre o governo municipal e a montadora Nissan.

Para trabalhar com os dois primeiros veículos, dois taxista experientes e de boa conduta no trânsito – comprovada – foram selecionados e treinados.

Os táxis elétricos são bons negócios para taxistas e para a natureza.

Os taxistas nada pagarão pelo carro, emprestado pela montadora por três anos, e nem com o abastecimento dos veículos.

O meio ambiente também ganha. Afinal, os táxis elétricos quase não emitem ruídos e nem gases poluentes.

No ano passado, parceria semelhante uniu a Prefeitura de São Paulo e a Nissan. E o Recife? Vamos esperar…

Recife terá óleo de cozinha transformado em combustível

biodiesel

Por ser uma das 12 cidades-sede da Copa do Mundo, o Recife foi incluído na relação das 40 cidades brasileiras beneficiadas pelo projeto Bioplanet.

O projeto, um dos 96 apoiados pelo governo federal para a Copa, pretende transformar 25 milhões de litros de oleio de cozinha em biodiesel.

Lançado no Rio de Janeiro, o Bioplanet vai produzir o combustível a ser usado nos ônibus das 32 seleções que vão disputar o campeonato em 2014.

A tecnologia a ser empregada consiste em tratar e misturar o óleo de cozinha usado ao óleo diesel derivado de petróleo, gerando 125 milhões de combustível B20. Esse é um diesel composto por 20% biodiesel.

Além de servir de vitrine tecnológica, o Bioplanet tem preocupação ambiental.

Isso porque grande parte do óleo coletado terminaria no esgoto. E um litro de óleo de cozinha contamina 25 mil litros de água.

O governo federal estima que 50 milhões de residências e estabelecimentos descartam inadequadamente 1,5 bilhão de litros de óleo de cozinha.

Para coletar o óleo, o Bioplanet pretende envolver três milhões de estudantes e de catadores de material reciclável de todo o Brasil.

O estímulo para os estudantes seria a distribuição de brindes para as escolas, enquanto os catadores devem receber até R$ 1 por litro de óleo entregue.

Com informações da Agência Brasil. 

Energia dos aterros sanitários daria para abastecer o Recife

Além dos rios, dos ventos e do sol, o Brasil tem muito a aproveitar dos aterros sanitários para geração de energia limpa.

O “Atlas Brasileiro de Emissões de GEE e Potencial Energético na Destinação de Resíduos Sólidos”, lançado recentemente, aponta que os aterrosdo país têm capacidade para gerar 280 megawatts de energia.

Isso é suficiente para atender 1,5 milhão de pessoas, o que equivale à população do Recife e a mais de duas vezes ao número de habitantes de Jaboatão dos Guararapes, a segunda maior cidade de Pernambuco.

A energia dos aterros seria produzida através do aproveitamento do biogás, tecnologia conhecida  dos pesquisadores nacionais e aplicada em pouquíssimos aterros brasileiros.

Para transformar os aterros em usinas de energia, o diretor executivo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), Carlos Silva Filho, estima que seria necessário cerca de R$ 1 bilhão.

O momento é ideal para municípios, estados e União pensarem nessa alternativa. Afinal, até agosto de 2014, todas as prefeituras serão obrigadas a ter aterros sanitários e programas de coleta seletiva funcionando.

Em 2011, segundo a Abrelpe, o Brasil produziu diariamente 198 mil toneladas de resíduos descartados. Desse montante, 41% teve destinação inadequada – ou seja, foram para os lixões – e 11% não foram coletados.

Temperatura chega perto dos 40°C no Sertão de Pernambuco

Sem chuvas, o Sertão pernambucano está vivendo alguns de seus dias mais quentes a história. Na semana passada, a temperatura chegou perto dos 40°C em algumas cidades e a previsão para os próximos três dias é que alcance 37°C.

Ibimirim teve a temperatura mais alta deste ano no estado. O calor, segundo o Laboratório de Meteorologia do Instituto de Teconologia de Pernambuco (Lamepe/Itep), foi de 39,5°C. Isso foi registrado na última quarta-feira.

Outros três municípios registraram índices próximos ao de Ibimirim. Em Floresta, os termômetros marcaram 39,1°C. Serra Talhada ficou com 38,6°C, enquanto o calor atingiu 38,1°C em Petrolina.

Além das temperaturas elevadas, o Sertão enfrenta baixa umidade relativa do ar. Em Ibimirim, ela chegou a 21%, percentual classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como estado de atenção. Esse estado inclui as medições entre 20% e 30%.

Para os próximos dias, o Lamepe/Itep  prevê medições da umidade relativa do ar próximas as  do estado de atenção. O recomendado é que as pessoas bebam bastante água, evitem exposição ao sol e umidifiquem os ambientes, com vaporização ou recipientes com água.