Rios do Nordeste têm água menos poluída do que os do Sudeste

Estudo da Fundação SOS Mata Atlântica, ao menos em 30 mananciais, mostra que a qualidade da água é pior no Sudeste do que no Nordeste.

Dos 16 mananciais pesquisados no Nordeste, 18,75% tiveram a água classiificada como “ruim”.Ou melhor, três rios: Capibaribe (PE), Pitimbu (RN) e Salgadinho (AL).

Os cursos d’água avaliados no Nordeste eram do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia.

O percentual do Sudeste, que envolveu São Paulo e Rio de Janeiro, foi bem maior que a da Nordeste. Seis dos 14 mananciais tiveram pontuação ruim. Ou seja, 42,9%.

Em São Paulo, os rios de água “ruim” foram o Córrego Outeiro, em São Sebastião, o Cubatão, em Cubatão, e o Bussocada, em Osasco.

Os piores do Rio foram os Paquequer, em Teresópolis, Grande, no Rio de Janeiro, e Paraíba do Sul, em Volta Redonda.

O estudo da SOS Mata Atlântica  foi realizado no ano passado.

Açude do Prata: Belo, mas com água de qualidade apenas regular

Em um ranking de 30 mananciais, o Açude do Prata, no Recife, ficou entre os oito com melhor qualidade de água.

A lista é da Fundação SOS Mata Atlântica.

O açude obteve 31 pontos, ficando em igual posição do Rio Sanhauá, de João Pessoa (PB). Com a pontuação, o manancial figura na classificação regular.

Já o Rio Capibaribe figurou entre os nove piores, atingindo 26 pontos.

O Prata, vale lembrar, está em uma das raras reservas de Mata Atlântica existentes na capital pernambucana, que é a do Parque Estadual Dois Irmãos.

Mesmo dentro de uma reserva, a área do açude é frequentemente invadida por banhistas. Esses costumam deixar lixo nas margens do Prata.

A qualidade da água dos 30 mananciais, analisados em nove estados, foi classificada como ruim (21 a 26 pontos ) e regular (27 a 35 pontos)

Para ser de boa qualidade, a pontuação deveria ficar entre 36 e 40 pontos, enquanto a de ótima qualidade ultrapassaria os 40 pontos.

O topo do ranking ficou com o Rio Vaza-Barris, de Aracaju (SE), com 34 pontos, seguido do Rio Pratagy, de Maceió (AL), com 33.

No mesmo nível, com 32 pontos, aparecem os rios Macacos, do Rio de Janeiro (RJ), Cuiá, de João Pessoa (PB), Pitiaçu, de Salvador (BA) e Itanhaém, de São Paulo (SP).

Qualidade da água do Capibaribe está entre as piores do Brasil

Um ranking da Fundação SOS Mata Atlântica alerta sobre a condição do Rio Capibaribe.

Ou melhor, aponta para o que já é fácil perceber.

De 30 mananciais analisadas no país, constatou-se que a qualidade da água do Capibaribe está entre as nove piores.

O Capibaribe obteve 26 pontos em uma escala que ultrapassa os 40.

Com isso, ficou com a avaliação “ruim”.

Nenhum dos mananciais obteve pontuação boa ou ótima.

Os outros 21 avaliados tiveram a água classificada como “regular”

Apenas quatro mananciais tiveram nota abaixo do rio pernambuco.

Os rios Grande, no Rio de Janeiro (RJ), Bussocaba, em Osasco (SP), e Salgadinho, em Maceió (AL), receberam 23 pontos.

O Córrego Outeiro, em São Sebastião (SP), registrou 25 pontos.

As análises ocorreram, no ano passado, em nove estados.

“Esse monitoramento tem caráter educativo e não tem valor pericial”, disse Malu Ribeiro, coordenadora do Programa Rede das Águas, da Fundação SOS Mata Atlântica.

ONG vai avaliar qualidade da água do Capibaribe

Após dois anos, o projeto intinerante da ONG Sos Mata Atlântica retorna ao Recife para analisar a qualidade da água do Rio Capibaribe e do Açude do Prata.

Na época, a qualidade da água dos dois mananciais foi considerada regular.

E hoje?

Se depender da ausência de ações de preservação e de despoluição, a qualidade da água deve permanecer no mesmo patamar ou piorado.

O Capibaribe, de 2010 para cá, continuou sendo ponto de despejo de esgoto doméstico, enquanto o acesso ao Prata permaneceu sem controle. São comuns flagrantes de pessoas tomando banho no açude.

A água será coletada em vários pontos dos mananciais e os resultados dos exames serão divulgados até 23 de setembro, quando termina o projeto intinerante na capital pernambucana.

O  projeto, cujo nome é A mata atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante, pode ser visto no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem.

Até o dia 22, as visitas aos caminhões da ONG acontece das 10h às 17h, enquanto no dia 23 será das 10h às 16h.

A programação inclui brincadeiras, oficinas de desenhos, palestras, exibições de filmes e consulta a livros.

Um KeepCup, por favor.

A proposta já “pegou” na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido e  tende a fazer o mesmo sucesso em outros países.

É o KeepCup.

Esse, um copo reutilizável que substitui os copos descartáveis, do tipo para viagem, para café.

Inventado pelos irmãos Abigail e Jamie Forsyth, o KeepCup traz ganhos.

Primeiro,  é produzido com material 100% reciclável.

Segundo, a fabricação consome de 64%  a 85% menos água do que a de copo de descartável normal.

Terceiro, o descarte dos copos reduziu em 91%.

Se os ganhos acima são para a natureza, o quarto é para os apreciadores do café. A nova tecnologia preserva o café quente por mais tempo.

Pela conta dos fabricantes, um KeepCup tamanho grande corresponde a 35 copos descartáveis. Os fabricantes chegaram ao número utilizando o estudo do Centro de Design da Austrália.

O copo sustentável se adapta à maioria dos porta-copos de carro e bicicleta, podendo ser usado em microondas e lava-louças.

Falta água doce no Sertão

A seca está deixando o Sertão cinza. E a água doce virando artigo de luxo para  moradores da região, como a agricultura Maria Ivanete dos Santos, 37 anos. Ela mora no município de Flores, a 384 quilômetros do Recife.

Há semanas, Maria Ivonete prepara os alimentos e toda a família – nove pessoas – toma banho com água salobra. A água de boa qualidade desapareceu de açudes, rios e riachos com a estiagem. Não chove forte no município há meses.

Na casa da agricultora, a água salobra chega graças à boa vontade de um vizinho que permite o acesso a um poço artesiano. Mas o poço deu sinais de que pode secar a qualquer hora caso não chova.

“Tirar uma lata d’água tem sido coisa trabalhosa”, lamenta.

Banho tem que ser com pouca água. Difícil também tem sido lavar roupa. Maria Ivanete, ao menos uma vez por semana, vai ao Rio Pajeú. Ou melhor, anda até as poças que sobraram do curso d’água. O Pajeú está seco.

Projeto do novo Código Florestal é um atraso, diz Gilberto Gil

O cantor e compositor Gilberto Gil é um ambientalista de longa data. Em 1989, fundou o Fundação Onda Azul, uma  ONG preocupada com o estudo e a conservação dos recursos hídricos.

O ex-ministro da Cultura esteve  no Recife, para  reunião preparatória da Rio Clima,  convenção que ocorrerá paralelamente à Rio+20, em junho.

Em seu discurso, Gil apontou para os desafios ambientais, como reflexos sociais e econômicos, que a humanidade será obrigada a enfrentar daqui para frente. “Teremos que enfrentar problemas extraordinários”, frisou.

Abaixo, entrevista concedida ao o blog Meio Ambiente e Sustentabilidade:

Melhoramos ou pioramos, se comparado o ano de criação da Onda Azul e hoje, em relação ao meio ambiente?

A consciência do brasileiro melhorou. Há 30 anos, poucas pessoas tinham  noção dos problemas. Hoje existe um compromisso maior da sociedade para a preservação do meio ambiente.

O que o levou a ser um militante do meio ambiente?

Nos anos 80, os assuntos comuns, quando se tratava do meio ambiente, eram a preservação das florestas e os riscos de extinção de espécies. A preocupação com  a água era menor. Ingressei nessa luta por entender, como algumas pessoas, a exemplo do Alfredo Sirkis (hoje deputado federal), a necessidade de colocar a conservação hídrica no centro do debate. E como algo importante para a preservação da vida e do planeta.

E o cuidado com a água está como vocês sonhavam?

Ainda não, mas tem melhorado.

A questão da água está intimamente ligada ao Código Florestal. O que o senhor acha do projeto que tramita no Congresso Nacional?

O projeto do Código Florestal está aquém do preciso. Sinaliza, com uma aprovação que acho possível, para uma coisa atrasada.

Atrasada que significaria  retrocesso?

Sim. Se o projeto for aprovado como está terá retrocesso.

O mar não está pra peixe…

Luiz Augusto, prático da barra

Nas nossas praias nordestinas, era comum termos que lavar os pés, com querosene ou gasolina, para retirar o “piche” que inevitavelmente pegava nas solas de nossos pés. Era um Deus nos acuda, um transtorno para carros, sapatos e tapetes nas casas.

A Legislação mundial e a brasileira, além das convenções internacionais, sempre existiram,e muitas empresas de navegação foram autuadas e pagaram pesadas multas. Outras, na maioria, escaparam por falta de fiscalização adequada e a escuridão da noite, que propicia a ação marginal como um todo.

Em face da dificuldade de enquadramento de navios ”TRAMPS” (vagabundos), por conta de suas bandeiras serem de conveniência , o problema ficou de difícil solução. Note-se que esses navios são hoje em dia a maioria dos que singram mares e oceanos.

O descaso pelas nossas águas, salgada ou doce, atingiu um nível catastrófico e irreversível, nós todos convivemos com o fato pacificamente, olhando para o outro lado, virando a cara disfarçando nosso constrangimento.

Nossos rios nacionais ou estaduais, tornaram-se, em sua maioria, esgoto a céu aberto, e , a reversão só por milagre divino, é tecnicamente impossível a recuperação dos nossos manguezais que sofreram o mesmo ataque de humanos desavisados e irresponsáveis. Até porque, os rios sempre passam por manguezais…

Lembro-me de fato inusitado em Pernambuco, quando perguntado ao governador o porquê do derramamento de “caldas das usinas” no Capibaribe, ao vivo e em cores o gerenciador do destino do nosso estado, disse categórico e enfático: “ Foi eu quem deu ordem nesse sentido…” me lembro do fato, porém me esqueci do nome do homem que disse isso. A poluição resultante, matou arraias, lixas e outrospeixes de Ponta de Pedra ao Cabo de Santo Agostinho, a costa ficou da cor de caldo de cana.

Como todo rio corre para o mar, exceção do Rio Tietê que deságua no Rio Paraná, nosso lixo e dejetos vão matar a vida marinha costeira. Professor Luiz Lira, da Universidade Rural Federal de Pernambuco, sabe tudo e sempre denunciou toda degradação de nossas águas! Mas , uma andorinha só não faz verão…

Recentemente no Golfo do México, a famosa BP-British Petroleum derramou o que quis e o que não quis de óleo bruto nas costas americanas, pagou pesadas multas , porém ainda continuará procurando o ouro negro  por lá, por aqui e acolá. BP é BP…

No Brasil, há poucos dias, a Chevron americana, deixou vazar petróleo em dois dos seus poços na bacia de Campos, o Governo Brasileiro, tomou suas providências e a Chevron aparentemente vai pastar noutras águas…

Ninguém fala nas “Join Ventures” do setor , as quais ocultam parcerias anônimas e invisíveis. De repentea Chevron, continua ali fundeada, a reboque de outra empresa…

Na verdade, e a bem dela, quem é do ramo sabe que a atividade do setor está umbilicalmente atada asmesmas fontes de sempre, onde a tecnologia e materiais, são produzidos para o mundo, e suas patentes sempre protegidas por Marines…

Tecnologia é coisa de primeiro mundo, e os contratos de fornecimento no setor, são rotineiros e automáticos, porém desconhecidos dos pobres cidadãos contribuintes.

A água é nossa, mas a tecnologia da torneira vem de longe…

Pessoalmente, torço pelo sucesso do nosso setor petrolífero, até porque trabalho com navios, porém, em 47 anos de profissão, nunca vi melhorias no trato das águas onde naveguei todos esses 17.155 dias…

Fico pensando no fato do Brasil, iniciar a perfuração de poços a 8 km de profundidade no propalado pré sal.Já pensou direitinho?…

A propósito, o piche acabou nas praias, porque existem empresas que compram caro o produto que antes era desovado nas águas, ele agora é disputado na tapa, por empresas recicladoras de óleo usado.

Edifícios podem ser obrigados a reutilizar a água

Os edifícios, privados ou públicos, deverão ser obrigados a instalar sistemas de coleta, tratamento e reutilização da água.

O projeto que trata do assunto, o 2457/2011, está sendo analisado pela Câmara dos Deputados. A proposta passou pelo crivo do Senado.

Caso aprovado, o projeto determina a coleta, tratamento de água da chuva e de água servida (usada em banho e máquina de lavar, por exemplo).

Mas o sistema, segundo a proposta, somente deverá ser instalado se houver viabilidade técnica e econômica.

Do contrário, os prédios terão que implementar medidas compensatórias pelo uso da água.

As compensações devem atender a metas de redução do consumo estabelecidas pelos municípios.

Esses são responsáveis, segundo a Constituição Federal, por planejar e executar a política de desenvolvimento urbano.

O projeto, conforme a Agência Câmara de Notícias, está sendo analisado na Comissão de Meio Ambiente da Câmara.

Produção de 1kg de carne bovina exige 15.500 litros de água

Enquanto parte dos brasileiros não despertou para a importância do consumo racional da água, dezenas de empresas já se deram conta. E correm para economizar o líquido, o que rebate na preservação ambiental.

Os números justificam o despertar das empresas.

Para se ter ideia,  a produção de um quilo de carne bovina exige 15.500 litros de água. O consumo para se fabricar uma camiseta de algodão é de 2.700 litros.

Diante do quadro, o emprego racional da água é lucrativo. Pega bem agir com o olhar da sustentabilidade, como tem procurado mostrar a Fiat no projeto da fábrica de Goiana, na Mata Norte do estado.

Vale lembrar, nessa conta, outras médias de consumo de água.

A produção de um hambúrguer, por exemplo, exige o emprego de 2.400 litros, a mesma quantidade para se fabricar 100 gramas de chocolate.

Um quilo de açúcar refinado requer 1.500 litros, enquanto para uma xícara de café são necessários 140 litros e uma taça de vinho, 120. Haja água.