Sobrou para o cachorro: mil espetadas de um porco-espinho

porco-espinho

O desmatamento na Região Metropolitana do Recife tem aumento o número de acidentes entre os animais domésticos e os silvestres e sinantrópiocos.

E o que são sinantrópicos?

São os animais que vivem no entorno de áreas urbanas, como morcegos, e que tendem a se defender ao se depararem com seres humanos e outros animais.

Nos últimos trinta dias, por exemplo, sete casos desse tipo foram atendidos no Hospital Veterinário da Harmonia, no bairro de Casa Forte.

A maioria dos casos envolveram serpentes e bichos contaminados por doenças.

Chamou atenção a história de Junior, um cão de raça não definida, de 9 anos, espetado por um porco-espinho, em Aldeia, município de Camaragibe.

Os veterinários, conforme reportagem de Alice de Souza, publicada pelo Diario, contabilizaram mais de mil espinhos no cachorro.

O acidente aconteceu depois que o cachorro tentou atacar o porco-espinho.

O professor do Departamento de Patologia e Fisiologia Animal da UFRPE, Fábio Mendonça, ressalta que o desmatamento de uma região provoca desequilíbrio e leva alguns animais a viverem mais próximos dos seres humanos.

Isso, exemplifica o professor, pode gerar o crescimento de casos de leishmaniose.

 

Quem deixar animal solto em ruas e margens de rodovias pode ser preso

Os proprietários que deixarem os animais soltos em vias públicas ou nas margens das rodovias poderão ser presos em flagrante delito.

A recomendação, que vem causando polêmica, é do promotor de Justiça Mário Gomes de Barros, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

E vale apenas para São José do Belmonte, no Sertão pernambucano. Mas que poderia ser copiado em outros municípios, como no Recife.

A foto abaixo, feita no bairrro de San Martin, comprova isso.

O promotor de São José do Belmonte encaminhou a recomendação às polícias Civil e Militar ao constatar o  aumento de acidentes de trânsito provocados por animais soltos.

Mas a prisão somente ocorrerá se os proprietários, depois de identificados e orientados, não mantiverem seus animais presos.

A recomendação se baseia no Código Penal. O artigo 132 é considerado crime expor a vida ou saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente.

Por crime assim, o acusado pode ser detido de três meses a um ano.

O promotor determina ainda que a prefeitura, além de realizar campanhas educativas, deve recolher os bichos para um local adequado e aplicar multa de R$ 100 por cada animal solto.

A multa, ressalta a recomendação, está prevista na lei estadual 14.625, que trata da criação e circulação de animais.

Cavalos, vacas e cabras são criados irregularmente no Recife

Flagrantes de criatórios irregulares de animais, denunciados pelo Ministério Público, são corriqueiros nos bairros da Torre e do Cordeiro.

Em menos de duas horas, ontem, encontramos lugares desse tipo. Cavalos,  vacas e cabras viviam em estábulos improsivados.

O primeiro flagrante aconteceu em um terreno baldio na Avenida Maurício de Nassau. No terreno, estava um cavalo. Não havia água e nem água para o animal.

A poucos metros, cabras circulavam próximo ao canteiro de obras do Parque do Caiara sem qualquer sinal do proprietário.

O pior dos flagrantes foi a poucos metros do Rio Capibaribe: uma égua, com um filhote, procurava alimento revirando sacos de lixo.

Embora considerado irregular, apenas um dos criatórios, localizado no Cordeiro, oferecia boas condições de higiene para os animais.

As condições dos criatórios foram denunciadas pelo promotor de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Geraldo Margela.

Margela recocumendou à prefeitura o fechamento desses lugares e a transferência dos animais para espaços adequados.

O promotor frisa que o Código Sanitário do Estado proíbe o funcionamento de estábulos, cocheiras e granjas em área urbana.

Ministério Público quer fechamento de criatórios na Torre e no Cordeiro

O promotor de Justiça de Defesa de Meio Ambiente, Geraldo Margela, cansou de esperar uma solução da Prefeitura do Recife para os criatórios irregulares de animais nos bairros da Torre e do Cordeiro.

Em recomendação à Diretoria de Vigilância Sanitária, ele pediu que em 60 dias esses lugares, onde são criados principalmente cavalos, sejam desativados e os animais transferidos para locais adequados.

Os criatórios, aponta o promotor, estão causando transtornos às famílias que moram nas proximidades. Em especial, às crianças. Tanto pela exposição das pessoas ao mau cheiro quanto aos riscos de transmissão de doenças.

Não é difícil encontrar as irregularidades.

Margela indica a existência de criatórios no Parque da Liberdade, na Vila Luzia, e nas margens do canal das vilas Santa Rosa e Santa Luzia.  Esses endereços foram confirmados pela prefeitura em resposta ao Ministério Público.

“Os órgãos públicos dizem que a situação é irregular, mas não tomam as medidas consequentes. Só constatar não basta”, disse.

Moradores da Torre e do Cordeiro reclamam dos criatórios há meses. Em novembro de 2011, a questão foi tema de uma audiência pública.

O Código Sanitário do Estado de Pernambuco determina que estábulos, cocheiras e granjas são permitidos apenas na área rural.

Quando notificada, a prefeitura terá 10 dias para se pronunciar.

Um tamanduá é capturado por semana

O Ibama captura um tamanduá, por semana, em Pernambuco.

Os animais são encontrados normalmente em locais próximos às áreas urbanas.

E nos últimos dias, acreditam os biólogos, os bichos podem estar deixando as matas em busca de alimentos, que estão escassos por conta da seca.

Foi o caso do tamanduá-mirim solto hoje em um trecho de Mata Atlântica, em Vila Rica, município de Jaboatão dos Guararapes.

A soltura foi a de número 3.189 deste ano do Ibama.

O tamanduá-mirim vive na proximidade da água, especialmente sobre árvores.

Com atividade durante o dia e a noite, ele pode viver também na caatinga.

Projeto propõe que sacrifício de animais em rituais religiosos seja crime ambiental

Projeto de lei do deputado federal Pastor Marcos Feliciano (PSC-SP), de número 4331/2012, deve provocar muito debate. Ou melhor, polêmica.

O parlamentar propõe que se torne crime o sacrifício de animais em rituais religiosos. A pena seria de seis meses a um ano de detenção e multa.

Segundo o pastor, esse tipo de prática é uma “crueldade descabida e mau exemplo às crianças que assistem esses rituais e se tornam insensíveis ao sofrimento, até mesmo de serese humanos”.

Para justificar o projeto, o deputado recorre à Constituição Federal.

A lei Magna, pontua ele, diz ser inviolável a liberdade de consciência e de crenças, assegura o livre exercício dos cultor religiosos e garante a proteção aos locais de culo e as suas liturgias.

Ao mesmo tempo, o parlamentar ressalta que aConstituição estabelece o dever de proteger a fauna e a flora, vedando as práticas que coloquem em risco sua função ecológica e provoquem a extinção de espécies e submetam os animais à crueldade.

“Combinando estes dois itens, já teríamos a legislação necessária para impedir a utilização de animais, porém, sob a prática de ritual religioso, na maioria das vezes, estão intrínsecos os maus tratos, a mutilação e até a morte destes animais, daí a necessidade da apresentação deste projeto de lei”, completou o deputado.

O projeto já foi analisado pelas comissões técnicas da Câmara dos Deputados e aguarda votação no plenário.

Só para lembrar, a Lei 9.605/1998, de crimes ambientais, já prevê  pena para quem mata, persegue, caça ou apanha animais silvestres, nativos ou em rota migratória, sem permissão.

E ainda considera infração os atos que impedem a procriação desses animais, bem como as ações que modificam ninho ou outro abrigo natural ou ainda práticas de tráfico de animais, ovos ou larvas.

Cinco animais brasileiros estão entre os mais ameaçadas de extinção no planeta

Dos cem animais mais ameaçados de extinção no planeta, cinco espécies são brasileiras.

A lista foi divulgada no Congresso Mundial da Natureza, que aconteceu na Coreia do Sul. E consta no livro Valiosos ou sem valor.

Nossas espécies ameaçadas são o pássaro soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni), o macaco muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o preá Cavia intermedi e as borboletas Actinote zikani e Parides burchellanu.

Considerado o maior macaco da América Latina, o muriqui-do-norte possui menos de mil exemplares. Esses vivem em reservas governamentais.

A realidade do soldadinho-do-Araripe é mais preocupante. Segundo o estudo, existem apenas 779  pássaros desse tipo no país.

Em situação pior está o preá Cavia intermedi, sendo registrados, no momento, a existência de, no máximo, 60 bichos da espécie.

Por trás do risco de extinção, aponta o estudo, está a ação do ser humano, principalmente o desmatamento.

Denúncias de maus-tratos a animais cresceram 85,23%

É crescente as denúncias de maus-tratos a animais em Pernambuco.

Dados do Disque-Denúncia indicam um aumento de 85,23% se comparados os períodos de janeiro a setembro de 2011 e 2012.

Registrou-se 543 casos no ano passado contra 1.006 deste ano.

A Delegacia do Meio Ambiente (Depoma) também registrou o crescimento de denúncias. Isso nos últimos dois meses.

Em  média, a Depoma recebe 20 denúncias por dia, o que representa o dobro dos registros do primeiro semestre deste ano.

Por mês, a delegacia encaminha cerca de 40 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) para a Justiça.

O que teria provocado esse crescimento?

Um dos fatores é a organização, cada vez maior, dos grupos defensores dos animais no estado.

A divulgação dos casos de maus-tratos pela imprensa, conforme esses grupos, seria outro fator para o aumento dos registros.

Lamentável é que a legislação brasileira  seja branda em relação a quem pratica abusos, maus-tratos, ferem e mutilam os animais.

As leis em vigor preveem multa e pena de três meses a um ano de detenção.

Mas isso pode mudar.

Tramitando no Senado, o projeto do novo Código Penal Brasileiro prevê a prisão em flagrante dos suspeitos desses tipo de crime e reclusão de até  seis anos.

A pena máxima valeria para os casos em que há morte do animal.

Com informações do repórter Raphael Guerra, do Diario de Pernambuco.

Prefeitura tem 10 dias para transferir animais de zoológico

Dez dias foi o prazo estabelecido pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) para que a Prefeitura de Vitória de Santo Antão, na Mata Sul, defina o destino dos animais do Zoológico Melo Verçosa.

Nesse período, a prefeitura deve encontrar os locais para onde encaminhará 51 animais, incluindo o leão Ageu e o urso Bruno, e a maneira como serão transferidos.

O zoológico será fechado por recomendação do MPPE, que considerou inadequadas as condições do espaço para os mais de 100 animais que ali vivem. Desses, a maior parte será levada para o Parque Dois Irmãos, no Recife.

A lhama, o avestruz e o pavão serão doados à uma fazenda de Vitória de Santo Antão.

O leão e o urso podem ir para uma instituição em Junidaí, São Paulo. As negociações estão sendo feitas, segundo o promotor de Justiça André Silvani, e o município terá que assumir os gastos com a tranferência e a manutenção de ambos por dois anos.

O custo mensal para manter Ageu e Bruno é estimado em R$ 2 mil.

A prefeitura assegura que vai transferir os animais até o final da próxima semana.

Animais do zoológico de Vitória devem ser transferidos, na próxima semana, para o Recife

Será na próxima semana a transferência de 20 animais do Zoológico Melo Verçosa, em Vitória de Santo Antão, para o Parque Dois Irmãos,  no Recife.

A data foi acertada hoje pela diretoria do parque, que receberá avestruzes, lhamas, urubus, araras e pavões.

Já o leão Ageu tende a ser transferido para a Associação Mata Ciliar, em Jundiaí, município do estado de  São Paulo.

O secretário de Meio Ambiente, Severino Roberto, informou ontem ao Ministério Público (MPPE) que a prefeitura pagará a viagem aérea do leão.

Mas o MPPE tem outra preocupação.

A promotora Vera Rejane Alces dos Santos Mendonça quer assegurar a construção de um recinto adequado para o leão caso o animal siga para Jundiaí.

Estima-se que a construção do recinto custe R$ 30 mil.

Na próxima semana, a promotora deve discutir o assunto com a prefeitura.

Criado na década de 1950, o Melo Verçosa possui 104 animais. Desses, 20 vão para o Parque Dois Irmãos e mais de 80 serão soltos na natureza.

Dois animais, o leão e o urso Bruno são os casos mais preocupantes. Ageu está com a transferência sendo negociada, enquanto o urso tem destino incerto.