É preciso substituir os combustíveis fósseis

Nas última décadas, tem sido comum atribuir títulos a determinados anos. Já
tivemos exemplos voltados às crianças, juventude e meio ambiente.

2011, nem todos sabem, tornou-se o Ano Internacional da Química.

A data pode parecer apenas sinônimo de festejos para alguns.

Para quem atua nessa área de conhecimento, 2001 é muito mais.

É a oportunidade de pensar a química como capaz de resolver problemas
considerados chaves para a sustentabilidade do planeta.

O mais emblemático, segundo o químico e professor titular da da Universidade
Federal da Bahia (UFBA), Jaílson Bittencourt de Andrade, é a questão da
matriz energética.

Para ele, é preciso migrar dos combustíveis fósseis (petróleo, gás e carvão)
para um sistema sustentável e de alta tecnologia.

Bittencourt de Andrade está entre os nomes mais respeitados da química nacional.

Não há, no entender do professor, “nenhuma condição de viabilidade, de usos
sustentável ou não de energia fóssil, sem as inovações na química”.

Passos nesse sentido, o Brasil tem dado com o etanol, por exemplo. Por outro
lado, no entanto, estamos diante do desafio do pré-sal.

A descoberta de grandes jazidas de petróleo há profundidades quilométricas no
mar é comemorada. E atrai investidores de todo o mundo.

Ainda existe, como vemos na mídia, a disputa dos governantes federal, estaduais e municipais pela repartição dos futuros ganhos.

Que não fique a briga apenas pelos cifrões, mas alcance o financiamento de pesquisas e cuidado com o meio ambiente.

(Com informações da revista Inovação em pauta, da Finep)