Avanço do mar fez 18 municípios decretarem situação de emergência. Jaboatão é um deles

Orla de Jaboatão. Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A.PressDesde 2010, 18 municípios brasileiros, incluindo um pernambucano, decretaram situação de emergência por conta da erosão marinha.

Ou na linguagem popular, por conta do avanço do mar.

O município pernambuco é Jaboatão dos Guararapes, onde estão sendo feitas obras para recuperação das praias de Piedade, Candeiras e Barra de Jangada.

Segundo o Ministério da Integração Nacional, o reconhecimento oficial da situação de Jabotão aconteceu neste ano, embora o prefeito Elias Gomes tenha feito isso, em caráter municipal, em 2011.

O último município brasileiro a ter a situação de emergência reconhecida foi Cuacaia, no Ceará, conhecido pelas praias de Cumbuco e Tabuba.

O decreto de Cuacaia é do mês passado, quando o mar invadiu condomínios e destruiu parte de um muro de contenção de 1.4 mil metros.

Natal, no Rio Grande do Norte, decretou situação de emergência na Praia de Ponta Negra, no final de março.

Com informações da Agência Brasil

 

Brasil foge à regra se o assunto é aquecimento global

De 155 países pesquisados pela American Security Project (ASP), o Brasil é um dos 45 que não consideram as mudanças climáticas como questão de segurança nacional.

O Brasil, assim como a Índia, considera as mudanças climáticas somente como um problema ambiental.

A argumentação brasileira, segundo a APS, é de que os impactos ambientais não ameaçam a paz internacional ou a segurança em si mesma.

Estados Unidos e Rússia veem uma relação mais clara, ao contrário do Brasil, entre alterações no clima e a segurança nacional.

Para o governo americano, o aquecimento global poderá contribuir para a instabilidade e para conflitos no mundo.

A Rússia acredita que as reservas mundiais de água, de recursos biológicos e de minerais sofrerão efeitos negativos com o problema.

Apesar das evidências das mudanças climáticas, há países como o Chile e o Uruguai, que não se mostraram preocupados com o tema.

É objetivo da ASP publicar um mapa online, que deve ser atualizado com frequência, sobre os posicionamentos dos países.

Esses posicionamentos é que levarão os governos a definir estratégias para enfrentar o assunto tanto internamente quanto no âmbito internacional.

Brasil proíbe pesca do galha-branca

O governo brasileiro proibiu a pesca e a comercialização do tubarão galha-branca, cujo nome científico é Carcjharhinus longimanus.

A instrução normativa sobre a proibição foi publicada ontem pelo Ministério do Meio Ambiente no Diário Oficial da União.

Além de proibir a pesca e a comercialização, o documento obriga que os tubarões capturados incidentalmente sejam devolvidos inteiros no mar.

Isso vale até para os animais mortos.

O galha-branca somente poderá ser capturado para fins de pesquisas científicas. E se essas tiverem a aprovação dos órgãos ambientais.

Entre as razões para a pesca do galha-branca está o valor comercial da barbatana, usada como iguaria “afrodisíada” em diversos países.

Os Estados Unidos calculam que cerca de 600 mil tubarões galha-branca foram comercializados, no ano 2000, em todo o planeta.

Com informações da Agência Brasil.

Brasil, campeão de assassinatos de ambientalistas

O Brasil, segundo a Global Witness,  lidera o ranking de assassinatos de ambientalistas. A Global tem sede na Inglaterra.

No levantamento, 29 mortes ocorreram no Brasil em 2011.

O número do ano passado fica abaixo dos 34 de 2010.

Apesar da queda, o país acumula 365 casos entre 2002 e 2011.

Com isso, estamos bem à frente no ranking mundial.

O número equivale a mais da metade dos 711 mortes de todo o planeta.

Temos quase o triplo de mortes em  relação ao segundo colocado, o Peru, que registrou 123 assassinatos no mesmo período.

As diferenças são maiores se comparadas com os outros 25 países listados no levantamento da Global Witness.

Na terceira colocação, a Colômbia teve 5,21 vezes menos mortes do que o Brasil. A Colômbia contabilizou 70 assassinatos.

A comparação com a Filipinas, com 50 casos, deixa a situação brasileira mais vexatória. Tivemos 7,3 vezes mais crimes.

Na lista da Global Witness,  a Tailândia aparece com 20 assassinatos; México e Honduras, 10; Camboja, 9; e Bangladesh, 7.

Por trás dos crimes, pontua a Global, está a corrida para garantir acesso aos recursos naturais, o que coloca “os pobres e ativistas… cada vez mais na linha de disparo”.

Entre as saídas para resolver o problema estariam investimentos nos direitos de posse da terra e fortalecimento do estado de direito.

Aumenta reciclagem de plástico no Brasil

Ainda existe um longo caminho para o Brasil atingir o ideal em reciclagem, mas aos poucos estamos avançando.

Pesquisa encomendada e divulgada recentemente pelo Plastivida Instituto Sócio-ambiental dos Plásticos aponta para isso.

Em 2011,  21,7%  de todo o plástico pós-consumo foi mecanicamente reciclado.

O percentual, superior ao de 2010, coloca o país entre os maiores recicladores do mundo. Em 2010, reciclou-se 19,4%.

À nossa frente há países como Suécia (35%), Alemanha e Noruega (33%), Bélgica (29,2%), e Dinamarca (24%).

Em número absoluto, 815 recicladoras brasileiras reaproveiraram 736.437 toneladas de plástico no ano passado.

As 815 representam um crescimento de 65,31% na quantidade de recicladoras se comparado como os dados  oito anos atrás, quando havia 493 empresas.

Para o meio ambiente, os ganhos são inegáveis. Para economia, idem.

As 736.437 toneladas reaproveitadas resultaram no faturamento de R$ 2,4 bilhões e em 22,7 mil empregos.

Cresce número de encalhes de baleias jubartes no Brasil

A quantidade de baleias jubartes encalhada nas  praias brasileiras neste ano, durante a temporada reprodutiva, foi maior do que o mesmo período do ano passado.

De  julho a novembro, segundo o Projeto Baleia Jubarte, foram 44 animais.  Em 2011,  39 casos aconteceram.

Pernambuco teve 2 casos,  número semelhante aos notificados no Rio de Janeiro, Alagoas, Santa Catarina,  Rio Grande do Norte.

Sergipe aparece com apenas um registro.

O campeão foi o Espírito Santo, com 17 ocorrências, seguido da Bahia com  16.

Esses dois estados  costumam receber 90% das 11 mil baleias jubarte que se reproduzem no país. E o maior berço reprodutivo é o Banco de Abrolhos, que corta a Bahia e o Espírito Santo.

O aumento é considerado normal pelos pesquisadores do projeto, que tem sua base principal na Praia do Forte, no litoral norte da Bahia.

Brasil, despreparado para enfrentar mudanças climáticas

A natureza tem dado recados diários sobre as mudanças climáticas, mas os governos do Brasil parecem ter escutado pouco.

O Gain Index 2012 coloca o Brasil na 58ª posição em um ranking de 176 países.

Gain, em inglês, é a sigla do Instituto de Adaptação Global, criador do ranking.

A posição brasileira deste ano pouco difere das medidas feitas desde 1995. De lá para cá, ficamos entre as colocações 57 e 70.

No ano passado, nosso país apareceu na 63ª posição.

Ao detalhar a lista de 2012, o instituto afirma que nosso país ocupa a 47ª posição no quesito vulnerabilidade e 71ª em prontidão.

A situação fica complicada, segundo o estudo, quando avaliados os itens brasileiros de infraestrutura e urbanização.

E são os pobres – moradores das áreas de pior infraestrutura – apontados como os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças.

O fraco desempenho na prontidão reflete as poucas ações e projetos dos governos para enfrentar possíveis tragédias, como enchentes e furacões.

Dinamarca, Suíça, Austrália e Noruega  apareceram no topo da lista.

Uma hidrelétrica com sotaque brasileiro na floresta peruana

A construção de uma hidrelétrica na Amazônia tem chamado a atenção no Peru.

O projeto tocado pela Odebrecht, a convite da qual fui convidado a conhecer, fica no departamento de Huánaco.

Trata-se do represamento do Rio Huallaga, orçado em US$ 1,2 bilhão.

O projeto desperta interesses por dois motivos em especial.

Primeiro, o fato da Hidrelétrica de Chaglla ser erguida após 10 anos sem construções do tipo.

Segundo, o aspecto ambiental, que está no centro dos interesses internacionais.

Chaglla recebe críticas de movimentos ambientalistas por um lado.

Por outro, elogios de especialista em geração de energia quando considerada a relação entre a potência energética e a área inundada.

O lago da hidrelétrica, quando formado em 2015, medirá 4,7 km2. E produzirá 406 MW.

Esses números colocam o projeto como um dos mais eficientes do planeta.

Mas o debate sobre perdas e ganhos deve ter novos capítulos até Chaglla entrar em funcionamento.

E a multinacional brasileira, pelo que vi e ouvi na viagem, sabe bem disso.

Cinco animais brasileiros estão entre os mais ameaçadas de extinção no planeta

Dos cem animais mais ameaçados de extinção no planeta, cinco espécies são brasileiras.

A lista foi divulgada no Congresso Mundial da Natureza, que aconteceu na Coreia do Sul. E consta no livro Valiosos ou sem valor.

Nossas espécies ameaçadas são o pássaro soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni), o macaco muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o preá Cavia intermedi e as borboletas Actinote zikani e Parides burchellanu.

Considerado o maior macaco da América Latina, o muriqui-do-norte possui menos de mil exemplares. Esses vivem em reservas governamentais.

A realidade do soldadinho-do-Araripe é mais preocupante. Segundo o estudo, existem apenas 779  pássaros desse tipo no país.

Em situação pior está o preá Cavia intermedi, sendo registrados, no momento, a existência de, no máximo, 60 bichos da espécie.

Por trás do risco de extinção, aponta o estudo, está a ação do ser humano, principalmente o desmatamento.

Quase 500 mil toneladas de pneus são recicladas no Brasil

Ainda não é o ideal, mas o Brasil está no caminho certo da reciclagem de pneus.

Em 2011, segundo relatório divulgado pelo Ibama, 85% dos pneus classificados como inservíveis tiveram uma destinação adequada.

A meta estabelecida era reciclar 545.810,67 toneladas de pneus, alcançando-se 462.457,19 toneladas.

Ao se fazer isso, os fabricantes nacionais e as importadoras de pneus atendem à Resolução nº 416, de 2009, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama).

O documento do Conama determina a criação de pontos de coleta dos pneus inservíveis nos municípios com mais de 100 mil habitantes.

Para reciclar os pneus, as empresas usaram diversos tipos de tecnologias.

Entre elas, a laminação, que é o processo de fabricação de artefatos de borracha, e a moagem dos pneus para a fabricação de borracha, aproveitando-se o aço.

O relatório do Ibama, divulgado nesta semana, é baseado em informações de 17 indústrias e 436 importadoras nacionais.