Se continuar subindo no ritmo dos últimos anos, a temperatura média do Recife atingirá um nível acima da expectativa mais otimista do IPCC, sigla em inglês do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climática.
Os estudos do IPCC indicam que, na melhor das hipóteses, a temperatura mundial aumentaria 1,4° C até 2100. Na pior, a variação alcançaria 5,8° C.
No Recife, se mantida a tendência atual, a temperatura terá 2,8° C a mais do que em 1961 e1,7°C acima da climatologia atual.
A estimativa é baseada da tese de Werônica Meira, meteorologista e professora da UFRPE. Ela verificou um aumento médio anual de 0,02° C entre 1961 e 2008.
A tese traz outros dados preocupantes.
No período de 1998 e 2008, registrou-se anualmente entre 15 e 55 dias mais quentes do que nos anos anteriores. O pior aconteceu em 1998, com 60 dias acima da média histórica de 29,3° C.
O aquecimento também foi verificado durante a noite, cuja média recifense é de 22,1° C. A partir da década de 1990, salientou Werônica Meira, pelo menos 10 dias ficaram mais quentes por ano.
O estudo da meteorologista foi defendido na pós-graduação em Recursos Naturais da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), na Paraíba.
