Os legisladores e a Justiça Eleitoral fariam um bem se ampliassem, para as próximas campanhas, as responsabilidades dos candidatos em relação à limpeza das cidades.
Assim como é obrigatório repintar os muros com propagandas ao fim das eleições, deveria-se exigir algo parecido quanto ao santinho.
Santinho que, cá para nós, deveria receber outro nome. Que tal sujinho? Ouvi essa sugestão de um eleitor.
A troca cairia perfeitamente diante do cenário deixado por políticos e seus cabos eleitorais no último domingo.
No dia da eleição, os pequenos panfletos tomaram conta de ruas próximas e de acesso às zonas eleitorais da Região Metropolitana.
No Recife, a quantidade de santinho, junta a adesivos, garrafas e sacolas plásticas, foi tamanha que a operação para livrar a capital dessa herança precisou de 271 garis e sete caminhões compactadores.
Ao fim de horas de trabalho, a lixaria era de 30 toneladas.
E quem paga o prejuízo é o cidadão. Além de ter que driblar os inoportunos cabos eleitorais, desembolsam indiretamente os custos, que não são baixos.
O descarrego por cada tonelada de lixo nos aterros sanitários sai por R$ 32,55. Logo, a soma de apenas esse item seria de quase R$ 1 mil.
A operação saiu mais cara. A Emlurb calculou em R$ 35 mil a limpeza no Recife, que, certamente, foi a maior do estado.
Mas o prejuízo se estendeu para os outros 183 municípios pernambucanos. Que tal cobrar isso dos candidatos e das coligações? Seria justo.
