Sobrou para o cachorro: mil espetadas de um porco-espinho

porco-espinho

O desmatamento na Região Metropolitana do Recife tem aumento o número de acidentes entre os animais domésticos e os silvestres e sinantrópiocos.

E o que são sinantrópicos?

São os animais que vivem no entorno de áreas urbanas, como morcegos, e que tendem a se defender ao se depararem com seres humanos e outros animais.

Nos últimos trinta dias, por exemplo, sete casos desse tipo foram atendidos no Hospital Veterinário da Harmonia, no bairro de Casa Forte.

A maioria dos casos envolveram serpentes e bichos contaminados por doenças.

Chamou atenção a história de Junior, um cão de raça não definida, de 9 anos, espetado por um porco-espinho, em Aldeia, município de Camaragibe.

Os veterinários, conforme reportagem de Alice de Souza, publicada pelo Diario, contabilizaram mais de mil espinhos no cachorro.

O acidente aconteceu depois que o cachorro tentou atacar o porco-espinho.

O professor do Departamento de Patologia e Fisiologia Animal da UFRPE, Fábio Mendonça, ressalta que o desmatamento de uma região provoca desequilíbrio e leva alguns animais a viverem mais próximos dos seres humanos.

Isso, exemplifica o professor, pode gerar o crescimento de casos de leishmaniose.

 

Prédios, asfalto e desmatamento fazem a temperatura do Recife subir

O aumento da temperatura no Recife nos últimos anos não está associado somente às mudanças climáticas globais.

Para pesquisadores do clima, como Werônica Meira e Wanderson Sousa, a cidade também paga o preço por agredir o meio ambiente.

Entre as agressões estariam a verticalização acelerada, o que tem formado “paredões” em alguns bairros da cidade e dificultado a circulação do ar.

Também estariam contribuindo para o aquecimento a derrubada de áreas verdes e o crescente número  da frota de veículos e de ruas asfaltas.

Exemplo disso, segundo a pesquisadora, é Boa Viagem, o bairro mais populoso do Recife. “A paisagem natural deu e dá lugar à artificial”, completou.

Werônica aponta em sua tese, defendida na Universidade Federal de Campina Grande, um aumento médio anual de 0,02º C na temperatura local.

A tese analisa o clima do Recife entre 1961 e 2008. Nesse período, ela anotou um aquecimento de 0,94º C nas temperaturas máxima e mínima.

O aquecimento, observaram os dois pesquisadores, continuou sendo percebido nos anos posteriores – 2009 a 2012 - ao estudo de Werônica.

Desmatamento em nome da navegabilidade do Capibaribe

Depende dos deputados estaduais a aprovação do projeto de lei, apresentado pelo governo do estado, para desmatar 1,85 hectare às margens do Rio do Capibaribe.

A área que fica próxima à BR-101 servirá de bota-fora intermediário para o projeto de navegabilidade.

Em outras palavras, receberá a lama dragada do rio.

O local a ser desmatado, conforme projeto de lei, é coberto por “vegetação nativa típica do bioma Mata Atlântica e de vegação exótica”.

Da mata ainda se preserva cajazeira, ingazeira, jenipapo e salgueiro.

Mangueira, jaqueira e azeitona aparecem entre as espécies exóticas.

Nesses casos, a lei brasileira afirma que o desmatamento está condicionado à preservação ou recuperação de ecossitema semelhante. E com o tamanho, no mínimo, da área devatada.

Bom seria que o bota-fora fosse montado em lugar sem a necessidade de desmatamento.

Mas uma vez que o ponto a ser desmatado foi considerado ideal para o bota-fora, que a compensação do meio ambiente seja rápida.

Falo, assim como alguns ambientalistas, com base na experiência.

Em passado recente, compensações, quando executadas, foram feitas a quilômetros de distância das áreas suprimidas e anos após o desmatamento.

O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe prevê dois eixos.

A parte Oeste interligará os bairros da Iputinga e de Santo Antônio.

O outro eixo, o Norte, possibilitará viagens de Santo Antônio até Olinda, utilizando trechos do Capibaribe e do Beberibe.

A previsão é que os dois eixos funcionem em meados de 2014.

O desafio da Amazônia

A Amazônia peruana surpreende.

Aqui, o verde toma montanhas e vales,  fugindo da imagem da selva brasileira.

Essa faixa do Peru, de tão acidentada,  parece fora do controle humano.

Só aparentemente.

Homens e mulheres escalam centenas de metros andando,ou agarrados  a cordas como alpinista ou em lombos de animais.

Os destinos são casas de madeira ou roçados.

As plantações, como de milho e banana, foram comuns ao longo de décadas, o que justificou a derrubada de trechos de florestas para a sobrevivência.

Mas o surgimento de  clareiras lamentavelmente tem  crescido.

Por trás da devastação, ações de sobreviência de famílias pobres – à procura de lenha e matéria para erguer casas – e o comércio ilegal de madeira.

Não é difícil ver, como percebi, pessoas enchendo carros com troncos de madeira ao longo das estradas no meio da floresta.

O rigor das leis ambientais desse lado de cá da América do Sul é bem menor do que no Brasil. Nossas leis, felizmente, são mais restritivas.

No Peru, assim como em nosso país, o desafio é buscar o equilíbrio. Não deixar que façam da Amazônia o que fizeram com a Mata Atlântica.

 

Cinco animais brasileiros estão entre os mais ameaçadas de extinção no planeta

Dos cem animais mais ameaçados de extinção no planeta, cinco espécies são brasileiras.

A lista foi divulgada no Congresso Mundial da Natureza, que aconteceu na Coreia do Sul. E consta no livro Valiosos ou sem valor.

Nossas espécies ameaçadas são o pássaro soldadinho-do-Araripe (Antilophia bokermanni), o macaco muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus), o preá Cavia intermedi e as borboletas Actinote zikani e Parides burchellanu.

Considerado o maior macaco da América Latina, o muriqui-do-norte possui menos de mil exemplares. Esses vivem em reservas governamentais.

A realidade do soldadinho-do-Araripe é mais preocupante. Segundo o estudo, existem apenas 779  pássaros desse tipo no país.

Em situação pior está o preá Cavia intermedi, sendo registrados, no momento, a existência de, no máximo, 60 bichos da espécie.

Por trás do risco de extinção, aponta o estudo, está a ação do ser humano, principalmente o desmatamento.

Incra é acusado de desmatar a Amazônia

Um terço do desmatamento na Amazônia é provocado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O número consta em ação do Ministério Público Federal (MPF), que levou a Justiça Federal a proibir o Incra de criar assentamentos sem regularização ambiental no Pará.

Além da proibição, a Justiça determina que o instituto deve apresentar, em 90 dias, um plano de recuperação das áreas já degradadas. E deve ainda interromper os desmatamentos que estejam sendo feitos.

As exigências são necessárias, entende a Justiça, porque o Incra adota procedimentos irregulares na criação e na instalação dos assentamentos.

Tais procedimentos estariam destruindo fauna, flora, recursos hídricos e patrimônio genético, provocando perdas irreversíveis ao bioma da Amazônia.

Caso descumpra qualquer decisão, o Incra será multado em R$ 10 mil por dia.

O Incra, em nota, afirma que não cria assentamentos sem licença ambiental prévia desde 2007, respeitando a Resolução 387 do Conama.

A nota ressalta, desde agosto, sendo construidos caminhos, junto ao Ministério Público Federal, para enfrentar crimes ambientais nos assentamentos.

A senteça judicial começou com uma ação do Ministério Público Federal.

Fonte: Agência Brasil

Até 2,5 mil espécies de aves podem desaparecer, neste século, devido aos desmatamento e aquecimento global

A combinação desmatamento e mudanças climáticas pode levar à extinção de 100 a 2,5 mil espécies de aves tropicais. Isso antes do final deste século.

O número é estimado pelo Biological Conservation.

Alguns estudiosos apontam como provável o desaparecimento entre 10% e 14% das aves tropicais, o que representaria entre 600 e 900 espécies.

As espécies de altitudes estão na lista das aves que mais sofrerão com as mudanças climáticas. Com secas e tempestades, elas terão o habitat cada vez menor.

Outros fatores podem contribuir para extinção das aves. Entre eles, o aumento do nível do mar, de doenças, de furacões e de períodos de estiagem.

Desde a Revolução Industrial, a temperatura do planeta subiu 0,8 graus Celsius.

Se a temperatura aumentar mais um grau Celsius, segundo estudiosos, a quantidade de espécies extintas pode ser bem maior do que se estima agora.

Destruição das matas produz 63% dos gases de efeito estufa no Brasil

A influência do Brasil nas discussões ambientais é crescente.

Mas, segundo o diretor do programa de meio ambiente da ONU, Achim Steiner, o país tem muito a fazer no campo da preservação da natureza.

Para Achim, em entrevista à revista Veja, o Brasil avançou no combate ao desmatamento, porém continua entre os principais emissores de gases do efeito estufa do planeta.

A destruição das matas encabeça a lista das causas. Ela responde por 63% das emissões de metano e gás carbônico.

A produção agrícola é outra fonte de poluição,  lançando na atmosfera 16% dos gases de efeito estufa que o país gera.

Desmatamento anual da Mata Atlântica equivale a 2 Recifes

A conta é simples. Por ano, o Brasil ainda derruba uma área de Mata Atlântica equivalente a 2,1 vezes o tamanho do Recife.

O monitoramento do Ministério de Meio Ambiente, apresentando esta semana,  estima que a média anual de desmate, entre 2002 e 2008,  foi de 457 km2.

Recife tem uma área de 217,4 km2.

O pior nessa história é quando se faz o balanço desde o descobrimento do país.

75,90% da área original de Mata Atlântica  despareceu até 2009.

Isso significa a destruição 837.906  km2 de um dos biomas mais ricos do planeta. Ao todo, a Mata Atlântica media 1.103.961 km2.

A área destruída ao longo dos cinco séculos  equivale a 8,5 Pernambucos.

 são desmatadas nesse bioma

Pernambuco teve um dos menores desmatamentos de Mata Atlântica do Brasil

Pernambuco, em matéria desmatamento da Mata Atlântica, apresentou um dos menores índices do Brasil em 2008/2009.

Relatório do Ministério do Ambiente aponta a destruição de 0,3 quilômetros quadrados de uma área de 16.424 preservada.

Com esse resultado, Pernambuco ficou atrás de Alagoas, da Paraíba e do Rio Grande do Norte. Nenhum desmatamente foi registrado nesses estados.

Os maiores danos ocorreram em Minas Gerais e na Bahia.

 A área destruída em Minas contabilizou 115,8 quilômetros quadrados, enquanto na Bahia os estragos  atingiram 65,8  no biênio.

A pesquisa analisou a situação de 15 estados, sendo seis do Nordeste,  quatro do Sudeste, três do Sul e dois do Centro Oeste.

Ao todo, 248 quilômetros quadrados foram desmatados no país.

Dos 15 estados brasileiros com Mata Atlântica, Pernambuco