Corais são devastados no Caribe. E em Pernambuco

Os sinais de degradação dos mares ficam mais evidentes dia após dia.

A International Union for Conservation of Nature (IUCN) apontou, em seu último relatório, que a cobertura de coral vivo do Caribe é de apenas 8%.

O percentual de cobertura era superior a 50% em 1970.

As principais causas da queda, segundo a o IUCN, são a poluição, as doenças provocadas pelo aumento da temperatura no planeta e a pesca excessiva.

Em suma, o que está acontecendo resulta da ação humana.

O relatório afirma que o controle do problema passa pela limitação da pesca e a criação de áreas marinhas protegidas.

Outra medida, afirmam os pesquisadores, seria reduzir o uso de combustíveis fósseis, apontados como principais causadores do aquecimento global.

A costa do estado, embora não esteja no relatório, também sofre com a devastação.

Pesquisa da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), de 2009 e 2010, indica que algumas áreas locais podem ter perdido até 80% dos corais.

As perdas seriam em comparação aos estudos feitos pelo francês Jacques Laborel. O cientista esteve por aqui nos anos 1960.

Metade da caatinga já foi devastada

Os números justificam a necessidade de se agir rápido para preservar a caatinga.

Ela recobre 52% da área da região Nordeste, enquanto em Pernambuco ultrapassa cerca de 2/3 do território.

Mas a devastação tem se acentuada nas últimas décadas. As perdas do bioma representam  metade do que existia originalmente.

“Espécies podem desaparecer sem nunca se conhecer o seu potencial para curas de doenças”, exemplificou Elcio Alves de Barros e Silva, coordenador do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Caatinga – Pernambuco.

A caatinga é o segundo maior bioma do Brasil e a mais diversificada região semi-árida do planeta em quantidade de espécies.

Uma dos objetivos do governo pernambucano, assim como já se propuseram outros estados, é proteger ao menos 10% da área da caatinga.

Esse percentual é tido como o ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) para as políticas de preservação dos biomas.

Em Pernambuco, a caatinga tem, com a criação do Parque Estadual Mata da Pimenteira (Serra Talhada) e da Estação Ecológica Serra da Canoa (Floresta), menos de 1% de área protegida.