Brasil, o quinto maior gerador de energias limpas

 

Somos o quinto país do planeta que mais investe em energias limpas. A China lidera o ranking mundial.

No ano passado, o Brasil empregou R$ 7 bilhões nesse setor.

A maior parte dos investimentos nacionais se destina, no entanto, aos chamados setores maduros (biocombustíveis e hidrelétricas)

Os projetos voltados às denominadas energias modernas (eólica e solar) continuam em patamares baixos se comparados às maduras.

Mesmo assim, a Conferência da Organização das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) acredita que o Brasil está no caminho certo.

A meta do governo brasileiro é um dos pontos considerados positivos. Até 2030, o país pretende que 75% da eletricidade sejam oriundos de fontes renováveis.

É esperar para ver. Afinal, temos grandes reservas de petróleo no pré-sal, o que pode ser uma “tentação”para um maior emprego de energias sujas.

O investimento mundial em energias renováveis foi de US$ 211 bilhões no ano passado. Esse valor representa 5,3 vezes mais do que em 2004.

Você priorizaria empresas que usam energias limpas?

O uso de energias renováveis tornou-se ponto obrigatório nos debates sobre a preservação do meio ambiente.

Nesse sentido, alguns governos e empresas deram sinais de compromisso implantando programas e ações com bons resultados. Outros, nem tanto.

O acompanhamento dos projetos dessas empresas e governos é feito pela população de dezenas de países. Especialmente  no chamado primeiro mundo.

Se empresas não agem para preservar a natureza, os habitantes boicotam os produtos. E até governos, como recentemente ocorreu na Alemanha.

Os eleitores alemães votaram nos verdes e a administração federal, diante da pressão popular, anunciou o fechamento das usinas nucleares

No Brasil, os passos para a consciência ambiental parecem, em muitos momentos, de fachada. Temos  muito a caminhar para sermos uma Alemanha.

Mas testes estão por chegar.

A ONU começa a certificar com um selo especial, em novembro, as empresas que usarem pelo menos 30% de energia eólica no seu funcionamento.

O selo deve ter impacto entre os moradores de grande parte da Europa. E por aqui, você acha que o certificado será considerao no momento da compra?

Pense um pouco. Agora, responda ao lado nossa nova enquete.

Empresas se contradizem no discurso da sustentabilidade

Sustentabilidade é uma das palavras do momento.

Soa bem para a empresa quando sua marca está associada a práticas nesse campo, sejam essas ambientais ou sociais.

Mas pesquisa do Ibope mostra que as empresas, no Brasil, estão longe de se preocupar com o tipo de energia utilizado no processo produtivo.

O estudo ouviu 400 empresas de todo o país em agosto e setembro.

Das entrevistadas, apenas 43% investem na utilização de energias oriundas do sol e dos ventos, as chamadas renováveis.

A maior parte das empresas opta pelas chamadas energias sujas, a exemplo do que vem das usinas termelétricas. E que são responsáveis por lançar toneladas de gases tóxicos na atmosfera.

Dois pontos, analisando-se a pesquisa, mostram contradições:

Primeiro, enquanto deixam de lado a energia renovável, as empresas (71%) investem na redução da emissão de dióxido de carbono e de outros gases.

Exige-se, segundo, dos fornecedores práticas sustentáveis.

O temor é que as empresas estejam considerando sustentabilidade somente pelo viés do equilíbrio social e econômico. Esquecendo-se do ambiental.

A esperança está em perceber, que, embora devagar, o setor produtivo desperta, por necessidade e pressão da sociedade, para o tema.

Suape ajuda o Brasil no ranking de investimentos em energias renováveis

Embora as iniciativas sejam tímidas, o Brasil vem chamando atenção de investidores para energias renováveis.

Pesquisa da Ernst & Young indica que o Brasil ocupa a 11ª colocação no ranking do Índice de Atratividade das Energias Renováveis por País.

Pernambuco está na lista dos lugares observados pelos investidores.

Existe, em Suape, uma fábrica de torres de energia eólica e está sendo instalada uma de flanges (estruturas usadas para unir as partes das torres).

Essa é a segunda vez que a pesquisa da Ernst & Young inclui o Brasil entre as 15 nações mais atrativas para esses tipos de  investimentos.

O estudo analisou o segundo trimestre deste ano e aponta a China e os Estados Unidos, também maiores poluidores mundiais, no topo do ranking.

Quando o assunto é energia eólica, o Brasil ficou na 14ª posição. Na lista do primeiro semestre, estávamos no 16º lugar.

O país manteve-se na 16ª posição nos investimentos em energia solar.

No bolo mundial de investimentos em energias renováveis, a eólica recebeu a fatia maior entre 2000 e 2010. Teve 42% de tudo.

A energia solar ganhou 25% dos investimentos mundiais, enquanto biomassa, 20%, pequenas hidrelétricas, 5%, geotérmica, 4%, e energia dos oceanos, 4%.