ONG vai avaliar qualidade da água do Capibaribe

Após dois anos, o projeto intinerante da ONG Sos Mata Atlântica retorna ao Recife para analisar a qualidade da água do Rio Capibaribe e do Açude do Prata.

Na época, a qualidade da água dos dois mananciais foi considerada regular.

E hoje?

Se depender da ausência de ações de preservação e de despoluição, a qualidade da água deve permanecer no mesmo patamar ou piorado.

O Capibaribe, de 2010 para cá, continuou sendo ponto de despejo de esgoto doméstico, enquanto o acesso ao Prata permaneceu sem controle. São comuns flagrantes de pessoas tomando banho no açude.

A água será coletada em vários pontos dos mananciais e os resultados dos exames serão divulgados até 23 de setembro, quando termina o projeto intinerante na capital pernambucana.

O  projeto, cujo nome é A mata atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante, pode ser visto no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem.

Até o dia 22, as visitas aos caminhões da ONG acontece das 10h às 17h, enquanto no dia 23 será das 10h às 16h.

A programação inclui brincadeiras, oficinas de desenhos, palestras, exibições de filmes e consulta a livros.

O recado da arte

Na Rio+20 e nos eventos paralelos, há vários formas de se discutir a sustentabilidade do .

Zenildo Barreto encontrou uma forma peculiar.

No Aterro do Flamengo, ele montou uma exposição.

As peças são troncos e galhos queimados de árvores da Mata Atlântica.

No meio das esculturas, o artista desenhou o mapa do Brasil.

As linhas do mapa são feitas de pedras de carvão vegetal resultantes da queima da Mata Atlântica.

“Nasci no meio da mata e vi, em três décadas, quase tudo ser destruído”, contou.

A destruição de que Zenildo fala ocorreu na Bahia, estado onde nasceu e do qual foi exilado pelo regime militar nos anos 1960.

Ele retornou ao Brasil somente no começo dos anos 1980, após a Anistia.

Apesar do desmatamento, Zenildo acredita ser possível recuperar a Mata Atlântica pela diversidade genética do que existe nas áreas remanescentes.

“O recado está aí. E a natureza dá elementos para salvar a Terra”, disse.

A exposição “A estética que a natureza não pediu… Parque das árvores queimadas”, resume, é um apelo.

 

 

Olho do Céu, imagens para se refletir

As imagens da exposição Olho do Céu provocam duplo sentimento.

Encantamento pela beleza do que é mostrado.

Reflexão pelo tamanho das intervenções humanas sobre a natureza.

São 30 painéis com fotografias de satélite.

A maior parte das imagens – cada uma medindo cerca de quatro metros quadrados – foi captada pelo Centro Aeroespacial Alemão (DLR).

Os painéis retratam quase todos os continentes do planeta.

Algumas das paisagens têm relação com o aquecimento global, a exemplo do crescimento desordenado das cidades e o desmatamento.

Outras, como a cadeia de montanhas vulcânicas do Havaí e os campos agrícolas do Kansas, ambos nos Estados Unidos, impressionam pelas cores e formas.

O mesmo se pode dizer dos painéis com a desembocadura do Rio Jaú no Rio Negro, na Amazônia, e o traçado urbano da cidade do Rio de Janeiro.

Para se chegar ao formato da exposição, as fotografias de satélite foram submetidas a técnicas de computador e a cores artificiais.

Olho do Céu foi um presente do governo alemão ao brasileiro dentro da programação do Ano Brasil-Alemanha de Ciência, Tecnologia e Inovação 2010/2011.

A exposição pode ser vista na Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), bairro de Casa Forte, até o dia 22 de dezembro. Sempre no horário comercial.

Exposição sobre tragédia nuclear pode ser vista no Recife

Quem deseja compreender a história do maior acidente nuclear do Brasil pode ver até esta sexta-feira, no Recife, a exposição Mãos de Césio.

São mais de 30 painéis com relatos e fotografias do caso Césio 137. A exposição está no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), na Cidade Universitária.

O episódio registrado em 1987, em Goiânia (Goiás), começou quando dois catadores de lixo retiraram 20 gramas de césio de um aparelho para tratamento de câncer.

Estima-se que cerca de 65 pessoas faleceram em consequência do contato direto com o produto químico, que, por brilhar, chamava a atenção das vítimas.

Mãos de Césio integra o programa do Workshop de Segurança do Trabalho.

A exposição passou, dentro da programação da Caravana Antinuclear, pelas cidades sertanejas de Floresta, Jatobá, Itacuruba e Belém de São Francisco.

Os painéis reúnem fotografias da Associação do Césio 137 de Goiânia, do Programa Memória Roberto Pires e do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.

Mãos de Césio: uma exposição que incomoda

Se o objetivo era produzir impacto nos  moradores do Sertão pernambucano,
a Caravana Antinuclear acertou ao escolher Mãos de Césio.

A exposição é um soco no estômago.

Mostrada pela primeira vez em Pernambuco, a exposição resgata cenas e
histórias do maior acidente nuclear brasileiro.

O episódio ocorreu em Goiânia (Goiás). Era 1987. Na época, dois catadores de
lixo retiraram 20 gramas do césio 137 de um aparelho de tratamento de câncer.

A substância radioativa, pelo brilho, chamava a atenção. Começava aí uma
reação em cadeia que afetou centenas de pessoas.

Pelo menos 65 pessoas morreram por ter contato direto com o produto.

Belém de São Francisco foi a primeira cidade a receber a exposição. Ela
passará por Floresta, Itacuruba e Jatobá, seguindo o roteiro da Caravana.

Depois do Sertão, o Recife será o próximo endereço de Mãos de Césio.

Na capital, adianta o coordenador da caravana, o físico  Heitor Sclambrini, ela deve ficar duas ou três semanas. O lugar da exposição não está definido.

Mãos de Césio, um projeto do Arquivo Amarelo/Uranium Film Festival do Rio de Janeiro, tem a curadoria do jornalista alemão Norbert G. Suchanek.

A exposição reúne fotografias dos acervos da Associação do Césio 137 de Goiânia, do Programa Memória Roberto Pires e do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.