Bom seria se o exemplo de São Lourenço do Sul, no Rio Grande do Sul, chegasse aos municípios pernambucanos.
O juiz Max Akira Senda de Brenda obrigou a prefeitura da cidade, com cerca de 55 mil habitantes, a informar os números de cães e gatos abandonados.
Ele exigiu também que o governo municipal informe a quantidade de animais castrados, recolhidos e atendidos nos últimos 12 meses.
E não parou por aí.
Ao atender o pedido do Ministério Público, ele determinou que prefeitura informe, em 60 dias, se possui serviço vistoria zoossanitária e de prevenão de zoonoses urbanas.
Por aqui, a decisão judicial teria sentido. Afinal, são poucos os municípios que contam com setores organizados para cuidar de cães e gatos. Na maioria, limitam-se a fazer campanhas de vacinação.
O magistrado obrigou ainda que a prefeitura implante, em 90 dias, um canil/gatil para recolher os animais em situação de risco ou abandono.
E em 60 dias, completa liminar, a prefeitura deve montar o serviço médico-veterinário para atender os animais abandonados e em situação de risco, incluindo programa de castrações.
Se descumprir, a prefeitura pagará multa de R$ 1 mil por dia.