Parece perto do fim o crime ambiental que resulta no lançamento diário de 150 metros cúbicos de chorume, um líquido poluente, no Rio Jaboatão.
O controle do líquido gerado pelo antigo Lixão da Muribeca, segundo um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2008, caberia à Prefeitura do Recife.
De lá para cá, nada foi feito nesse sentido.
Em reunião na CPRH, nesta terça-feira, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) apresentou um plano para tratar do chorume.
A proposta é transportar o líquido, via dutos, até à Central de Tratamento de Resíduos (CTR) Candeias, localizada a metros do antigo lixão.
Na CTR, o chorume receberá o tratamento adequado.
“Isso estava previsto para fevereiro, mas não foi possível por problemas operacionais”, disse o presidente da Emlurb, Antônio Barboza.
A nova data para o começo da operação é 2 de maio.
Segundo Barboza, o chorume não está sendo lançado no rio desde o último dia 9, quando o produto começou a ser estocado em lagoas de decantação.
“A solução apresentada pelo Recife é bastante razoável e possível de ser executada”, avaliou o Rodolfo Aureliano, gerente de Planejamento da Secretaria de Serviços Urbanos de Jaboatão dos Guararapes.
Uma das preocupações, argumentou Rodolfo, é se o plano evitaria despejos de chorume em tempos de chuva. O assunto será discutido nos próximos dias.
O TAC para o fechamento e posterior monitoramento do Lixão da Muribeca foi firmado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), governo do estado e as prefeituras do Recife e de Jaboatão dos Guararapes.



