Exposição sobre tragédia nuclear pode ser vista no Recife

Quem deseja compreender a história do maior acidente nuclear do Brasil pode ver até esta sexta-feira, no Recife, a exposição Mãos de Césio.

São mais de 30 painéis com relatos e fotografias do caso Césio 137. A exposição está no Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), na Cidade Universitária.

O episódio registrado em 1987, em Goiânia (Goiás), começou quando dois catadores de lixo retiraram 20 gramas de césio de um aparelho para tratamento de câncer.

Estima-se que cerca de 65 pessoas faleceram em consequência do contato direto com o produto químico, que, por brilhar, chamava a atenção das vítimas.

Mãos de Césio integra o programa do Workshop de Segurança do Trabalho.

A exposição passou, dentro da programação da Caravana Antinuclear, pelas cidades sertanejas de Floresta, Jatobá, Itacuruba e Belém de São Francisco.

Os painéis reúnem fotografias da Associação do Césio 137 de Goiânia, do Programa Memória Roberto Pires e do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.

Mãos de Césio: uma exposição que incomoda

Se o objetivo era produzir impacto nos  moradores do Sertão pernambucano,
a Caravana Antinuclear acertou ao escolher Mãos de Césio.

A exposição é um soco no estômago.

Mostrada pela primeira vez em Pernambuco, a exposição resgata cenas e
histórias do maior acidente nuclear brasileiro.

O episódio ocorreu em Goiânia (Goiás). Era 1987. Na época, dois catadores de
lixo retiraram 20 gramas do césio 137 de um aparelho de tratamento de câncer.

A substância radioativa, pelo brilho, chamava a atenção. Começava aí uma
reação em cadeia que afetou centenas de pessoas.

Pelo menos 65 pessoas morreram por ter contato direto com o produto.

Belém de São Francisco foi a primeira cidade a receber a exposição. Ela
passará por Floresta, Itacuruba e Jatobá, seguindo o roteiro da Caravana.

Depois do Sertão, o Recife será o próximo endereço de Mãos de Césio.

Na capital, adianta o coordenador da caravana, o físico  Heitor Sclambrini, ela deve ficar duas ou três semanas. O lugar da exposição não está definido.

Mãos de Césio, um projeto do Arquivo Amarelo/Uranium Film Festival do Rio de Janeiro, tem a curadoria do jornalista alemão Norbert G. Suchanek.

A exposição reúne fotografias dos acervos da Associação do Césio 137 de Goiânia, do Programa Memória Roberto Pires e do Centro de Pesquisa e Documentação do Jornal do Brasil.