Quando se fala em cobertura vegetal, a situação da Bacia Hidrográfica do Rio Una preocupa. Ou melhor, é alarmante.
Pesquisa indica que apenas 2,3% das Áreas de Preservação Permanentes (APPs), em quatro municípios da Mata Sul, têm cobertura vegetal.
Os municípios – Água Preta, Palmares, São José da Coroa Grande e Tamandaré – sofreram com as enchentes do Una em 2010 e 2011.
“Esse dado revela um cenário alarmante, pois os serviços ambientais e sociais providos pelas florestas ciliares praticamente não existem”, disse Severino Rodrigo, diretor do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan).
Entre os serviços ambientais e sociais das matas ciliares estão os de funcionar como barreira física contra as enchentes, de manutenção do volume hídrico e da qualidade de água da bacia.
As APPs mapeadas somam 25,1 mil quilômetros quadrados.
Embora existam poucos espaços verdes preservados nas APPs, esses possuem 227 espécies de árvores. Dessas, 27 são endêmicas da Mata Atlântica.
O mapeamento foi apresentado pelo Cepan e pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
E corresponde à primeira fase do Projeto Memorial Descritivo para Ações de Restauração Florestal da Bacia Hidrográfica do Rio Una.
Os dados do mapeamento servirão para planejar projetos de restauração das matas ciliares, sejam os projetos feitos pelo estado ou municípios.


