Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Albert Einstein reforça a relação entre doenças, mudanças climáticas e poluição.
A temperatura e a umidade, segundo o estudo, são fatores importantes na sazonalidade de algumas doenças.
Constatou-se uma menor mortalidade, entre 12.007 óbitos por infarto do miocárdio analisados, quando a temperatura ficava entre 21,6º C e 22,6ºC.
Também se registrou queda na mortalidade por infarto nos dias em que a umidade relativa do ar era maior.
A mortalidade aumentou em 3,4% nos dias de maior concentração de dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa.
Nos casos de AVC do tipo hemorrágico, verificou-se maior incidência quando existiu maior variação de temperatura no mesmo dia.
O estudo apontou que 40,1% das mortes entre pessoas acima de 65 anos, de maio a agosto, foram por doenças circulatórias.
No mesmo período, conforme a Agência Fapesp, as doenças respiratórias provocaram o óbito de 16,3% da população acima de 65 anos.
A temperatura é mais baixa na capital paulista entre maio e agosto.
Para chegar ao resultado da pesquisa, os estudiosos analisaram dados, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, de 2002 a 2006.
