Se fosse implantar o projeto de recomposição da mata ciliar do Rio Una agora, o governo do estado não teria mudas suficientes para os serviços.
“Faltam mudas para os grandes projetos em andamento”, disse o secretário estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sérgio Xavier.
Não haveria mudas suficientes para reflorestar as margens do Una e nem para se recuperar as unidades de conservação da caatinga criadas pelo estado.
Entende-se, então, a meta apresentada pelo governador Eduardo Campos (PSB) ao Complexo Industrial Portuário de Suape.
O socialista quer que o Viveiro Florestal de Suape aumente em 60%, até setembro deste ano, a capacidade produtiva de mudas da Mata Atlântica.
As novas plantas vão recompor a mata ciliar do Una.
O rio destruiu parcialmente, nos invernos de 2010 e 2011, as cidades de Palmares, Água Preta e Barreiros, situadas na Mata Sul do estado.
Com a meta, o viveiro, cuja estrutura atual possibilita a produção de 250 mil mudas por ano, passará para 400 mil.
É grande o desafio, mas possível de ser superado.
Possível, ressalte-se, quando a meta é do governador. E ele tem pressa para a execução das obras e pode viabilizar a estrutura de tal crescimento.
Um detalhe: os ganhos sociais e políticos serão amplamente superiores aos investimentos precisos para se alcançar os 60%.
O viveiro possui 11 operários e mateiros e precisaria de outros cinco, além de veículos para o trabalho diário.

