Os municípios pernambucanos terão que acelerar o passo.
Dos 184 municípios, apenas três possuem estruturas para conceder o licenciamento ambiental. São as prefeituras do Recife e Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana, e Petrolina, no Sertão.
A grande maioria dos municípios (98,3%) nem sequer deu o primeiro passo para montar os serviços de licenças, como ordena a Lei Complementar 140.
Detalhe: já se passaram seis meses que a Lei Complementar foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff. A sanção ocorreu no dia 8 de dezembro de 2011.
As prefeituras esbarram, principalmente, na falta de profisssionais qualificados e de recursos. Mas há, em alguns casos, pouca vontade política.
Para se ter ideia, o setor de Petrolina reúne 27 profissinais de áreas como biologia, engenharia, arquitetura, geologia e agronomia.
No Recife, a equipe técnica montada pela Secretaria de Meio Ambiente para o licenciamento conta com 52 pessoas.
Apesar da vagarosidade das prefeituras, o presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), Mauro Buarque, acredita que a mudança não deve demorar muito a ser feita.
Ele acredita que isso vai ocorrer à medida que empresas e órgãos públicos procurarem os serviços municipais.
Até que esses serviços sejam montados, os licenciamentos continuam sendo feitos pelo estado e pela União.
A Lei Complementar 140 dá competência às prefeituras para licenciamente projetos exclusivos de seus municípios.
No caso de dois ou mais municípios, a tarefa cabe ao estado.
A União licenciará projetos, segundo a lei, que envolva dois ou mais estados.