O fogo atingiu Reserva Municipal do Mucuri, que fica na rota das cachoeiras de Bonito, no Agreste. As imagens são de integrantes da organização Sabiá-da-Mata.
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Quem deixar animal solto em ruas e margens de rodovias pode ser preso
Os proprietários que deixarem os animais soltos em vias públicas ou nas margens das rodovias poderão ser presos em flagrante delito.
A recomendação, que vem causando polêmica, é do promotor de Justiça Mário Gomes de Barros, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
E vale apenas para São José do Belmonte, no Sertão pernambucano. Mas que poderia ser copiado em outros municípios, como no Recife.
A foto abaixo, feita no bairrro de San Martin, comprova isso.
O promotor de São José do Belmonte encaminhou a recomendação às polícias Civil e Militar ao constatar o aumento de acidentes de trânsito provocados por animais soltos.
Mas a prisão somente ocorrerá se os proprietários, depois de identificados e orientados, não mantiverem seus animais presos.
A recomendação se baseia no Código Penal. O artigo 132 é considerado crime expor a vida ou saúde de outra pessoa a perigo direto e iminente.
Por crime assim, o acusado pode ser detido de três meses a um ano.
O promotor determina ainda que a prefeitura, além de realizar campanhas educativas, deve recolher os bichos para um local adequado e aplicar multa de R$ 100 por cada animal solto.
A multa, ressalta a recomendação, está prevista na lei estadual 14.625, que trata da criação e circulação de animais.
Exemplo que vem do Sertão: da água salobra nada se perde
Os dessalinizadores têm garantido água de qualidade para milhares de famílias, neste tempo de estiagem, no Sertão e no Agreste pernambucanos.
Mas há um porém. Para cada litro de água salobra tornado potável produz-se um litro de rejeito, que nem sempre recebe destino adequado.
Não são poucos os rejeitos. Os poços artesianos da região bombeam entre 1.000 e 5.000 litros de água por hora. Logo, metade de rejeitos.
O que fazer então com os “restos”?
Tecnologia há para aproveitá-los e é o que será demonstrado hoje em Ibimirim, no Sertão, ao se inaugurar uma unidade de produção integrada do Programa Água Doce.
O projeto produtivo, instalado na Agrovila VIII, funcionará em três fases.
No primeiro momento, a água será captada do poço e enviada para o dessalinizador, instalado em Ibimirim há meses, e armazenada para distribuição.
O passo seguinte, quando já se tem retirado a água potável para consumo humano, a água muito salina será empregada em criatórios de tilápia.
O líquido concentrado do criatório, por fim, será bombeado para irrigar a erva-sal, de nome científico Atriplex nummul.
Essa erva, explica Mauro Lacerda, coordenador estadual do Programa Água Doce, é utilizada na produção de feno para ovinos e caprinos.
Em suma, a unidade integrada é capaz de produzir emprego e renda, mas também com consequências ambientais positivas.
A Agrovila VIII fica a 340 quilômetros do Recife e tem uma população de aproximadamente 300 pessoas.
E o mar avançou
Praias de Itamaracá e Goiana sofrem com o avanço do mar
As praias do Litoral Norte pernambucano sofrem com o avanço do mar.
Em Itamaracá, oa estragos estão nas praias do Pilar e do Sossego.
As casas e os pontos comerciais do Pilar têm as calçadas, as escadarias e os muros lavados pelas ondas à cada maré alta.
O resultado não poderia ser diferente: Dezenas de Imóveis apresentam rachaduras graves e ameaçam desabar.
Por outro lado, escadarias, rede de esgoto, jardins e pavimentos estão sendo encobertos pela areia carreadas pelas ondas.
“Alguns muros, quando eu era criança, tinham dois metros de altura se comparados com o nível da praia”, revelou o estudante Lucas Santos, 18 anos. Os muros foram sendo soterrados pela areia.
Neste mês, a Secretaria do Patrimônio da União, o estado e a Prefeitura de Itamaracá retiraram muros e cercas irregulares na Praia do Sossego.
A erosão marinha também tem provocado danos em Ponta de Pedras e trechos de Catuama, ambas no litoral de Goiana.
Em Ponta de Pedras, a força das ondas tem derrubado muros, calçadas e avançado sobre casas, bares e restaurantes.
“Ponta de Pedras tinha uma grande faixa de areia há 20 anos e hoje, quando a maré sobe, tudo some”, contou João de Deus Vieira de Barros, professor de Geografia.
Temperatura chega perto dos 40°C no Sertão de Pernambuco
Sem chuvas, o Sertão pernambucano está vivendo alguns de seus dias mais quentes a história. Na semana passada, a temperatura chegou perto dos 40°C em algumas cidades e a previsão para os próximos três dias é que alcance 37°C.
Ibimirim teve a temperatura mais alta deste ano no estado. O calor, segundo o Laboratório de Meteorologia do Instituto de Teconologia de Pernambuco (Lamepe/Itep), foi de 39,5°C. Isso foi registrado na última quarta-feira.
Outros três municípios registraram índices próximos ao de Ibimirim. Em Floresta, os termômetros marcaram 39,1°C. Serra Talhada ficou com 38,6°C, enquanto o calor atingiu 38,1°C em Petrolina.
Além das temperaturas elevadas, o Sertão enfrenta baixa umidade relativa do ar. Em Ibimirim, ela chegou a 21%, percentual classificado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como estado de atenção. Esse estado inclui as medições entre 20% e 30%.
Para os próximos dias, o Lamepe/Itep prevê medições da umidade relativa do ar próximas as do estado de atenção. O recomendado é que as pessoas bebam bastante água, evitem exposição ao sol e umidifiquem os ambientes, com vaporização ou recipientes com água.
Um tamanduá é capturado por semana
O Ibama captura um tamanduá, por semana, em Pernambuco.
Os animais são encontrados normalmente em locais próximos às áreas urbanas.
E nos últimos dias, acreditam os biólogos, os bichos podem estar deixando as matas em busca de alimentos, que estão escassos por conta da seca.
Foi o caso do tamanduá-mirim solto hoje em um trecho de Mata Atlântica, em Vila Rica, município de Jaboatão dos Guararapes.
A soltura foi a de número 3.189 deste ano do Ibama.
O tamanduá-mirim vive na proximidade da água, especialmente sobre árvores.
Com atividade durante o dia e a noite, ele pode viver também na caatinga.
2,6 mil animais silvestres apreendidos pelo Ibama
O número de apreensões de animais por comércio ou porte ilegal, em Pernambuco, certamente não é exato, mas indica o tamanho do problema.
De janeiro deste ano até ontem, o Ibama havia resgatado 2.657 animais silvestres das mãos de comerciantes e traficantes.
Os casos mais comuns de resgate são de aves – como papagaios, araras, tucanos, corujas, gaviões -, saguis e jiboias.
Muitos chegam na instituição com ferimentos graves e não resistem. Outros, devido às sequelas das feridas, jamais poderão voltar à natureza.
Se por um lado há apreensões. Por outro, ressalta-se, existem pessoas que entregam voluntariamente animais ao Ibama. Foram 517 neste ano.
Qualquer que seja dos casos, fica evidente a necessidade do ser humano repensar a relação com os animais silvestres.
Tirá-los dos seus habitats é, na concepção de estudiosos, estimular a “Síndrome da Floresta Vazia”. Ou seja, esvaziar e empobrecer a biodiversidade das matas.
Kent Redforf, em 1992, foi o primeiro a falar da síndrome. Ele tratou do assunto no artigo “The emptu forest”, publicado na revista científica BioScience.
Não era cabeça-chata. Era tubarão limão, espécie protegida
Em novembro deste ano, quando capturam um tubarão, pescadores do Pontal de Maracaípe divulgaram que seria um cabeça-chata.
O cabeça chata (Carcharhinus leucas) aparece na lista dos responsáveis por ataques a banhistas nas praias pernambucanas.
Mas o que se capturou era um tubarão limão (Negaprion brevirostris).
A troca de nomes escondia um crime ambiental.
O tubarão limão é uma espécie protegida pela lei brasileira e, segundo a Instrução Normativa nº 5, proibido de ser capturado.
A identificação correta do animal foi divulgada hoje pelo Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit).
Coube ao especialista Francisco Marcante Santana da Silva, professor da UFRPE e presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobranquios (SBEEL), fazer o estudo.
O animal era um macho com cerca de 2,3 metros e 200 quilos, tendo sido arrastado do mar em 25 de novembro após ficar preso à uma rede.
Na época, o quilo do filé do tubarão estava sendo vendido entre R$ 10 e R$ 15.
Teria sido o quarto tubarão pego no litoral pernambucano em novembro.
Bacia do Rio Una perdeu mais 97% das matas ciliares
Quando se fala em cobertura vegetal, a situação da Bacia Hidrográfica do Rio Una preocupa. Ou melhor, é alarmante.
Pesquisa indica que apenas 2,3% das Áreas de Preservação Permanentes (APPs), em quatro municípios da Mata Sul, têm cobertura vegetal.
Os municípios – Água Preta, Palmares, São José da Coroa Grande e Tamandaré – sofreram com as enchentes do Una em 2010 e 2011.
“Esse dado revela um cenário alarmante, pois os serviços ambientais e sociais providos pelas florestas ciliares praticamente não existem”, disse Severino Rodrigo, diretor do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan).
Entre os serviços ambientais e sociais das matas ciliares estão os de funcionar como barreira física contra as enchentes, de manutenção do volume hídrico e da qualidade de água da bacia.
As APPs mapeadas somam 25,1 mil quilômetros quadrados.
Embora existam poucos espaços verdes preservados nas APPs, esses possuem 227 espécies de árvores. Dessas, 27 são endêmicas da Mata Atlântica.
O mapeamento foi apresentado pelo Cepan e pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).
E corresponde à primeira fase do Projeto Memorial Descritivo para Ações de Restauração Florestal da Bacia Hidrográfica do Rio Una.
Os dados do mapeamento servirão para planejar projetos de restauração das matas ciliares, sejam os projetos feitos pelo estado ou municípios.






