Cadê os peixes do Capibaribe?

Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A.Press

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A resposta para o título deste post, parodiando o Xote ecológico cantado por Luiz Gonzaga, é “poluição comeu”.

Quem comprova a veracidade da resposta são os pescadores que jogam suas redes nas águas do Capibaribe, no centro do Recife.

“Os peixes estão se acabando”, disse Bruno André Ferreira, 42 anos.

Há 20 anos, Bruno pesca nos paradeiros das pontes da cidade, como a 12 de Setembro, a antiga Ponte Giratória.

Quando começou a tirar o sustento do rio, ele conseguia 10 quilos de tainha por dia. Ele fica feliz hoje se conseguir “dois peixes e uns siris”.

No lugar de peixes, os pescadores frequentemente arrastam garrafas plásticas, calçados e eletrodomésticos velhos.

“É muito lixo”, resumiu José Adriano Fragoso, 39.

O Capibaribe, infelizmente, passou de rio-símbolo do estado para um lixão à espera de ações efetivas dos governos para ser despoluído.

Com informações de Anamaria Nascimento, do Diário de Pernambuco.

Lixão da Muribeca lança uma Ilha de Retiro de poluentes no rio e no mar

Ilha do Retiro, estádio do Sport Club Recife. Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/ D.A.PRess

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A.PRess

Embora  Localizado em Jaboatão, antigo lixão era administrado pelo Recife. FOto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A.Press

Foto: Edvaldo Rodrigues/DP/D.A.Press

A quantidade de chorume derramado pelo antigo Lixão da Muribeca no Rio Jaboatão, por ano, equivale a uma Ilha do Retiro.

O estádio do Sport Club Recife tem capacidade para 32.500 torcedores.

Quem fez a comparação foi Rodolfo Aureliano, gerente de Planejamento da Secretaria de Serviços Urbanos de Jaboatão dos Guararapes.

Mesmo desativado em 2009, o antigo lixão vinha produzindo cerca de 60 mil metros cúbicos de chorume por ano. Por hora, detalhou, são 7 metros cúbicos.

Nessa história, destacou Rodolfo, o chorume – um líquido altamente poluente e originário da decomposição dos resíduos – também estava poluente o mar.

O Rio Jaboatão desemboca nas praias de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.

Copa 2014: Recife é a cidade-sede que menos emitirá CO2

Das 12 cidades-sede da Copa 2014, o Recife é a que emitirá a menor quantidade de gás carbônico na atmosfera para receber os jogos.

O dado consta no Estudo de Impacto de Emissões em CO2 Equivalente da Copa 2014, elaborado pela consultoria Personal CO2Zero.

Segundo a pesquisa, o Recife lançará 104.794 toneladas de CO2 equivalente (tCO2e), que é a medida para calcular a emissão de gases de efeito estufa.

A emissão do dióxido de carbono é referente à construção dos estádios e aos investimentos em infraestrutura.

Estima-se que o Brasil emitirá 11.173.210 tCO2e por conta das obras da copa. Isso equivale a 46.946 hectares de floresta ou 34,5% do Pantanal.

A produção de gases durante a copa será de 3.017.440 tCO2. Ou seja, 12.678 hectares de florestaou 9,3% da área do Pantanal.

E o maior emissor de dióxido de gases será o transporte aéreo. As viagens de avião correspondem a 60% do lançamento de CO2.

O ranking de poluição por estádio indica o Castelão, que está sendo erguido em Fortaleza (CE), como o maior emissor de gases.

A Arena do Pantanal, em Cuiabá (Mato Grosso), é estádio que poluirá menos. Previsto para receber quatro jogos, ele emitirá 37,70 tCO2e.

Fonte: Agência Brasil

Perigo iminente

Dóris Maria Lima dos Santos, advogada

A Revolução Industrial iniciou-se no século XVIII, na Europa, mas especificamente na  Inglaterra, país pioneiro onde as fábricas começaram a se difundir, espalhando-se e operando várias mudanças, inclusive influenciando na imigração de diversos camponeses que moravam no campo e que foram trabalhar nas cidades.

Partindo de uma análise não muito profunda dos fatos, vamos concluir que a partir daquela época o ser humano já começava a pagar um preço muito alto pelo progresso.

Observando de uma maneira clara os fenômenos nefastos que vieram a surgir mais tarde, como por exemplo, o efeito estufa que trouxe grandes desastres ambientais ao nosso planeta, influenciando de maneira negativa ao nosso ecosistema, posto que, até as condições climáticas foram alteradas e aos poucos causando vários males à nossa mãe natureza, é preciso coragem e determinação para evitar que o que está ruim fique pior.

É preciso indagar e ouvir das autoridades constituídas respostas sensatas e objetivas  sobre quando vão parar para pensar  acerca da saúde da população do nosso país.

É com profunda preocupação que os estudiosos do assunto estão se posicionando sobre a construção das usinas termelétricas no nosso estado, porque sabem o efeito negativo que as mesmas trarão para a saúde do nosso povo.

É justo citar o pronunciamento  do professor do curso de Engenharia Elétrica da UFPE, Heitor Scalambrini Costa, o qual argumentou: “O empreendimento não trará vantagens econômicas e ambientais”, principalmente quando fica claro e sem sombra de dúvidas que a emissão de gases perigosos, cancerígenos, invadirão a atmosfera.

A saúde em larga escala no nosso país sobrevive de maneira sofrida, as classes menos favorecidas sofrem e na maioria das vezes ficam escravas de um sistema de assistência médica altamente precário, basta que visitemos diversas emergências da rede pública para que fiquemos estarrecidos com o que encontramos. Pessoas à espera de atendimento, deitadas no chão ou em macas espalhadas pelos corredores, o que infelizmente nos dá a impressão de que estamos num hospital de atendimento à vítimas de uma guerra.

Concordo com o professor Heitor Scalambrini Costa:”A sociedade precisa reagir”. O progresso deve existir a fim de proporcionar qualidade de vida ao indivíduo, e não colocar o mesmo na linha de frente, candidato a doenças que talvez a saúde pública não tenha condições de tratar.

Como cidadã, acredito que o mal deve ser extirpado pela raiz. Sempre é mais aconselhável prevenir do que remediar.

Fica aqui o alerta!

Recife, o maior poluidor da Bacia do Beberibe

De rio de águas limpas, o Beberibe, que deve ser revitalizado até 2014, foi transformado em um canal de dejetos.

E quem mais o polui?

Sem dúvida, Olinda e Recife.

Por duas razões. Ficam nos dois municípios a maioria das ocupações irregulares das margens e são elas que despejam esgotos no rio e em seus afluentes.

Isso é fácil de se perceber ao se denominar os afluentes. Entre eles, os canais da Malária e do Vasco da Gama e o Córrego do Euclides.

A contribuição do Recife para a poluição do rio fica mais clara quando analisamos a distribuição, por números, da Bacia do Beberibe.

Dos 81 quilômetros quadrados da bacia, 65% estão na capital pernambucana. Olinda corresponde a 21%, enquanto Camaragibe por apenas 14%.

O rio nasce entre os municípios de São Lourenço da Mata e Olinda, em um pequeno olho d’água, nas matas dos antigos engenhos Massiape e Timbó.

Quando as mudanças climáticas e a poluição matam

Pesquisa da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Albert Einstein reforça a relação entre doenças, mudanças climáticas e poluição.

A temperatura e a umidade, segundo o estudo, são fatores importantes na sazonalidade de algumas doenças.

Constatou-se uma menor mortalidade, entre 12.007 óbitos por infarto do miocárdio analisados, quando a temperatura ficava entre 21,6º C e 22,6ºC.

Também se registrou queda na mortalidade por infarto nos dias em que a umidade relativa do ar era maior.

A mortalidade aumentou em 3,4% nos dias de maior concentração de dióxido de carbono, um dos principais gases do efeito estufa.

Nos casos de AVC do tipo hemorrágico, verificou-se maior incidência quando existiu maior variação de temperatura no mesmo dia.

O estudo apontou que 40,1% das mortes entre pessoas acima de 65 anos, de maio a agosto, foram por doenças circulatórias.

No mesmo período, conforme a Agência Fapesp, as doenças respiratórias provocaram o óbito de 16,3% da população acima de 65 anos.

A temperatura é mais baixa na capital paulista entre maio e agosto.

Para chegar ao resultado da pesquisa, os estudiosos analisaram dados, fornecidos pela Secretaria Municipal de Saúde, de 2002 a 2006.

Em nove anos, Brasil jogou 2,1milhões de toneladas de pneus usados no lixo

O número preocupa. De 2002 a abril do ano passado, 2,1 milhões de toneladas de pneus foram descartadas inadequadamente no Brasil.

A conta foi feita pelo engenheiro Carlos Lagarinhos na elaboração de sua tese de doutorado pela Universidade de São Paulo (USP).

Para o estudioso, o descarte inadequado resulta basicamente de dois problemas.

Um deles, a falta de regulamentação das atividades de reutilização dos pneus.

O outro problema é a ausência de incentivos para a reciclagem ou utilização da matéria-prima de pneus que não servem mais para os veículos.

Lagarinhos calcula que, entre 2002 e 2011, os importadores de pneus novos cumpriram  97,03% das metas de descarte.

A taxa de descarte caiu para 47,3% quando se tratou das metas dos fabricantes, enquanto os importadores de pneus usados atingiram apenas 12,92% das metas.

O tratamento para pneus usados, lembrou Lagarinhos em entrevista à Agência Brasil, é previsto em resoluções do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

Como os baixos resultados, as consequências podem ser vistas em rios e riachos. Pneus velhos ajudam na proliferação de doenças como a dengue.

Poluída e com o trânsito caótico, São Paulo alugará bicicletas

Muita gente conta os dias, em São Paulo, para ver início do projeto que disponibilizará 3,3 mil bicicletas em diversos pontos da cidade.

Se tudo caminhar como planejado, as bicicletas vão ser disponibilizadas em 400 estações da cidade daqui a um mês.

O projeto, com certeza, não resolverá os problemas do trânsito e da poluição ambiental da metrópole paulista, mas pode contribuição importante. Ele  mostrará alternativas ao uso de veículos movidos a combustível fóssil.  

Quem sabe assim o Recife e cidades vizinhas não seguem o modelo. E olham os investimentos em ciclovias como meio para melhorar a qualidade de vida.

Em São Paulo, o empréstimo será gratuito na primeira hora de uso da bicicleta. Cada hora, a partir daí, custará R$ 5,00.

A proposta do município é integrar o sistema de aluguel de bicicletas ao de transporte público de passageiros em três anos.

Cidades da Europa, a exemplo de Paris (França) e Londres (Inglaterra), já disponibilizam esse tipo de aluguel há anos.

Parques para despoluir os rios Ipojuca e Capibaribe

Se tudo correr como programado, o Ipojuca, um dos 10 rios mais poluídos do país, deverá ter quatro parques construídos em suas margens até o final do próximo ano.

A proposta dos parques, incluída no projeto Janelas para o rio, é despertar a população para importância ambiental do rio.

O primeiro será em Caruaru, onde o acordo dos governos municipal e estadual já foi fechado. O projeto deve ficar pronto em seis meses.

As obras na Capital do Agreste serão feitas nos bairros Cedro e Cidade Jardim, carentes de áreas de lazer e verde. O parque terá 6,2 hectares.

Os lugares dos outros três parques ainda não foram definidos, devendo a publicação dos editais  acontecer no início de 2012.

Pelas regras do Janelas para o rio, apenas municípios com mais de 20 mil habitantes poderão concorrer aos editais.

Em Caruaru, o estado investirá R$ 700 mil.

A prefeitura, por sua vez, doou o terreno e empregará mais R$ 100 mil.

As verbas para os futuros projetos poderão ser maiores.

Os investimentos, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), dependerão das propostas apresentadas pelos municípios.

O Capibaribe  será o segundo rio beneficiado pela iniciativa.

Sem saneamento básico, rios Capibaribe e Ipojuca estão entre os 10 mais poluídos do Brasil

Os rios pernambucano pagam o preço pelas deficiências no sistema de saneamento básico nos municípios.

A situação é tão grave, segundo o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, que o Ipojuca e o Capibaribe  figuram entre os  10 rios mais poluídos do país.

O Capibaribe, que banha 42 municípios, recebe esgoto doméstico e descargas industriais ao longo do Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana.

O caos se repete com o Ipojuca. Com nascente em Arcoverde (Sertão), o rio é poluído por lixo e esgoto domésticos  em quase seus 900 quilômetros de extensão.

Pelo estudo Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS) do IBGE, o Ipojuca ocupa o posto de terceiro rio mais poluído do país. O Capibaribe é o sétimo.

Para montar o ranking abaixo, o IBGE analisou a Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e o Índice de Qualidade de Água (IQA):

1. Rio Tietê (SP)
2. Rio Iguaçu (PR)
3. Rio Ipojuca (PE)
4. Rio dos Sinos (RS)
5. Rio Gravataí (RS)
6. Rio das Velhas (MG)
7. Rio Capibaribe (PE)
8. Rio Caí (RS)
9. Rio Paraíba do Sul (RJ)
10. Rio Doce (MG)