Número de ninhos de tartaruga marinha duplica em Jaboatão

É crescente a quantidade de tartarugas que desovam nas praias de Jaboatão dos Guararapes. O número duplicou em três anos.

Atualmente há 10 ninhos de tartarugas das espécies verde e de pente nas orlas de Piedade, Candeias e Barra de Jangada.

No ano passado, os agentes ambientais demarcaram sete ninhos, enquanto em 2011 foram computados somente cinco.

Dos 10 ninhos atuais, três em Piedade, três em Barra deJangada e quatro em Candeias.

“Uma das causas desse crescimento é o desequilíbrio ecológico”, disse o gerente municipal de Defesa dos Animais, Manoel Tabosa.

Tal desequilíbrio, completou, pode ser percebido no aumento da poluição e da temperatura do oceano, o que pode estar mudando o comportamento das tartarugas.

Praias de Itamaracá e Goiana sofrem com o avanço do mar

As praias do Litoral Norte pernambucano sofrem com o avanço do mar.

Em Itamaracá, oa estragos estão nas praias do Pilar e do Sossego.

As casas e os pontos comerciais do Pilar têm as calçadas, as escadarias e os muros lavados pelas ondas à cada maré alta.

O resultado não poderia ser diferente: Dezenas de Imóveis apresentam rachaduras graves e ameaçam desabar.

Por outro lado, escadarias, rede de esgoto, jardins e pavimentos estão sendo encobertos pela areia carreadas pelas ondas.

“Alguns muros, quando eu era criança, tinham dois metros de altura se comparados com o nível da praia”, revelou o estudante Lucas Santos, 18 anos. Os muros foram sendo soterrados pela areia.

Neste mês, a Secretaria do Patrimônio da União, o estado e a Prefeitura de Itamaracá retiraram muros e cercas irregulares na Praia do Sossego.

A erosão marinha também tem provocado danos em Ponta de Pedras e trechos de Catuama, ambas no litoral de Goiana.

Em Ponta de Pedras, a força das ondas tem derrubado muros, calçadas e avançado sobre casas, bares e restaurantes.

“Ponta de Pedras tinha uma grande faixa de areia há 20 anos e hoje, quando a maré sobe, tudo some”, contou João de Deus Vieira de Barros, professor de Geografia.

Engorda de praias tem prazo de validade

Alguns trechos das praias do Recife, mesmo após recuperados, poderão perder em cinco anos até 40% da areia posta na faixa de engorda.

O número é apontado pelo estudo técnico da Coastal Planning & Engineering do Brasil, empresa contratada pelo governo do estado para elaborar o projeto de recuperação da orla marítima no Recife, Jaboatão, Olinda e Paulista.

A possibilidade de perda foi apresentada ontem na audiência pública sobre o projeto, cujas obras estão previstas para começar neste semestre em Jaboatão e terminar em meados de 2014.

Há possibilidade de perdas também em Olinda, Paulista e Jaboatão.Nesses municípios, a estimativa é de que a retirada da areia pela água seja de até 10% em cinco anos.

As estimativas fundamentam-se em cálculos matemáticos.

Para se chegar aos percentuais, explicou o gerente de projetos da Coastal Planning, Rodrigo Barletta, a empresa teve como referência a granulagem da areia das praias dos quatros municípios.

“Dependendo da areia a ser usada, as perdas podem ser maiores ou menores”, acrescentou. Perdas maiores podem acontecer com areia mais fina do que a existente nas praias. Menores, com areia mais grossa.

A jazida para engorda das praias fica na costa do Cabo de Santo Agostinho.

O sucesso do projeto depende, segundo Rodrigo Barletta, da fiscalização da execucação do projeto e do monitamento contínuo.

Tais itens, segundo a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade, estão incorporados ao planejamento do projeto, orçado em R$ 336,1 milhões.

Os recursos são destinados a recuperar 48,1 quilômetros de 19 praias, que ficam entre as fozes dos rios Jaboatão e Timbó.

Retirada do piche de Boa Viagem e do Pina vai demorar

A retirada de todo o piche lançado sobre as praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, pode demorar vários dias.

Embora a limpeza tenha sido iniciada ontem, a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) trabalha com a possibilidade de que novas placas do produto cheguem à faixa de areia trazidos pelas ondas.

O piche começou a aparecer na tarde da terça-feira nas praias da capital e em Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Na quarta-feira, as três praias amanheceram marcadas por manchas do produto.

Para a retirada do piche, a Emlurb está empregando a estrutura usada diariamente – cinco garis – para limpar as praias do Pina e de Boa Viagem.

O material recolhido até agora foi encaminhado para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Igarassu.

Navio pode ter lançado em alto-mar o piche que atingiu praias do Recife e de Jaboatão dos Guararapes

Quem derramou o  piche que atingiu as praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, e de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes?

Os órgãos fiscalizadores trabalham com três possibilidades.

Duas delas podem ter ocorrido nos Portos do Recife e de Suape.

Em um desses portos, um navio poderia ter lançado acidentalmente o produto no mar. Ou, o mais impovável, jogado de maneira proposital.

A terceira possibilidade é que o piche tenha sido lançado em alto-mar de maneira consciente pela tripulação.

“Isso, infelizmente, é uma prática de muitos comandantes de navio”, disse Waldecy Farias, diretor de Controle de Fontes Poluidores da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH).

Descobrir a autoria ficará mais difícil se o crime tiver ocorrido em alto-mar.

Afinal, dezenas de embarcações transitam na faixa litorânea do estado.

E o derramamento pode ter ocorrido a quilômetros de distância da costa e há dias e semanas da chegada do piche nas praias.

Piche derramado nas praias de Boa Viagem e do Pina, no Recife, começou a ser retirado

Garis limpam hoje, desde cedo, o piche lançado nas praias de Boa Viagem e do Pina. Cinco garis estão envolvidos no serviço.

O produto começou aparecer na faixa de areia no fim da tarde de terça-feira.

Na manhã de ontem, havia borra do piche ao longo das praias recifenses e em trechos de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.

Em Piedade, segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente,  não havia mais piche hoje na faixa de areia.

O material recolhido em Boa Viagem e no Pina deve ser encaminhado pela Emlurb ao Centro de Tratamento de Resíduos de Igarassu.

A presença do piche nas praias surpreendeu até pescadores experientes.

“Isso já aconteceu oturas vezes por aqui, mas nunca vi uma coisa desse tamanho”, afirmou Luiz Sales, que vive da pesca há quase 30 anos.

Para pescadores, ambulantes e banhistas,  o piche disperso nas praias pode ser o indicativo de algo mais grave.

De onde esse piche veio, acredita o vendedor de sorvetes, Marcelo Alves da Silva, deve ter muito mais.

Marcelo não conseguiu se livrar das manchas escuras, Depois de um dia de trabalho, na quarta-feira, estava com os pés  “pichados”.

Números da engorda das praias em Jaboatão

A operação de engorda das praias de Barra de Jangada, Candeias e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, pode ser resumida em números.

Alguns deles, como os mostrados abaixo, são importantes tanto para os moradores de Jaboatão quanto de cidades vizinhas. Fiquem atentos.

CRONOGRAMA  

2 de abril – Audiência pública, na Câmara de Vereadores;

8 de maio – Divulgação do nome da empresa que vai monitorar as obras;

10 de maio – Divulgação do nome da empresa que fará a engorda das praias;

Junho – Início das obras;

Dezembro – Término das obras.

RECURSOS  

R$ 1,98 milhão é o valor máximo a ser pago à empresa responsável pelo monitoramento ambiental da obra;              

R$ 39.118.574,73 é o montante máximo destinado à execução do projeto.

Areia para engorda da orla de Piedade, em Jaboatão, fica a 14 km da praia

A  retirada e o transporte da areia para a engorda das praias de Jaboatão dos Guararapes estão entre as atividades que mais vão exigir aparato técnico.

O projeto de engorda, cujo início será em junho, é destinado à orla de Piedade, Candeias e Barra de Jangada. A princípio, as obras para conter o avanço do mar nessas três praias começariam em abril.

Para retirar a areia, os técnicos usarão um navio. A embarcação vai aspirar, em movimento, a areia de jazidas na costa do Cabo de Santo Agostinho.

O material será armazenado em um reservatório com capacidade de 2 mil metros cúbicos.

“Um rebocador fará o transporte da areia até a beira-mar”, explicou a secretária municipal de Desenvolvimento, Fátima Lacerda.

Na praia, a areia será espalhada por uma retroescavadeira.

Para recuperar as três praias serão necessários 600 mil metros cúbicos de areia, o que representa a carga de 60 mil caçambas. 

É preciso lembrar, nessa conta, que as jazidas do Cabo de Santo Agostinho ficam a 14 km da Praia de Piedade.

O navio da empresa que vencer a licitação, adianta a secretária, via dar de cinco a dez voltas entre o Cabo e Jaboatão por dia.

O edital de licitação da engorda foi aberto na semana passada, devendo o nome da empresa vencedora ser divulgado no dia 10 de maio.

Que a Nova Zelândia nos sirva de alerta

O vazamento de petróleo na Nova Zelândia serve de alerta.

Com a entrada em funcionamento da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, nossa costa vai estar mais sujeita, matematicamente, a acidentes desse tipo.

Não quer dizer que desastres venham ocorrer. Mas podem.

A responsabilidade dos governos e empresas é imensa em montar esquemas de segurança para impedir que os derivados do petróleo  se espalhem.

Melhor ainda que os acidentes não aconteçam, o que, segundo estudiosos, exige, entre as medidas, um controle rigoroso sobre os navios petroleiros.

Temos em nosso favor a tecnologia.

Se na Nova Zelândia fala-se na morte de aves – 1.250 contabilizadas e poluição de praias – por aqui um vazamento atingiria mangues e o turismo.

O desastre na Nova Zelândia foi provocado por container perfurado no navio MV Rena. A embarcação liberou 350 toneladas de óleo na Baía de Plenty.