Quase três anos se passaram e os municípios pouco ou nada fizeram para mudar a realidade do tratamento e destino do lixo. E agora, como pedem os prefeitos das capitais, querem o prorrogamento do prazo. Por quanto tempo? Não disseram.
A reivindicação dos prefeitos, incluindo os de Recife, Salvador e São Paulo, foi apresentada aos presidentes da Câmara do Deputados, Henrique Alves, e do Senado, Renan Calheiros, na semana passada.
Pela Lei de Resíduos Sólidos, os municípios devem ter aterros sanitários até agosto de 2014. Caso contrário, ficarão impedidos de receber recursos federais para a área de resíduos. A União, vale lembrar, é quem mais financia o setor.
Será que mesmo com o prorrogamento, os municípios vão fazer a coisa acontecer? Tenho dúvida.
As prefeituras reclamam da falta de recursos e de profissionais qualificados. Um resultado disso seria que somente cerca de 10% dos municípios têm planos de resíduos sólidos, que deveriam ter sido concluídos até agosto do ano passado.
Prorrogar o prazo pode trazer ganhos políticos, mas prejuízos para o meio ambiente. As heranças dos lixões estão aí para provarem. Em Pernambuco, o descuido com o lixo pode ser visto do Litoral ao Sertão.
Daí, em lugar de prorrogação, os prefeitos deveriam cumprir a nova Lei de Resíduos de Sólidos, que está em vigor desde agosto de 2010.


