Depende dos deputados estaduais a aprovação do projeto de lei, apresentado pelo governo do estado, para desmatar 1,85 hectare às margens do Rio do Capibaribe.
A área que fica próxima à BR-101 servirá de bota-fora intermediário para o projeto de navegabilidade.
Em outras palavras, receberá a lama dragada do rio.
O local a ser desmatado, conforme projeto de lei, é coberto por “vegetação nativa típica do bioma Mata Atlântica e de vegação exótica”.
Da mata ainda se preserva cajazeira, ingazeira, jenipapo e salgueiro.
Mangueira, jaqueira e azeitona aparecem entre as espécies exóticas.
Nesses casos, a lei brasileira afirma que o desmatamento está condicionado à preservação ou recuperação de ecossitema semelhante. E com o tamanho, no mínimo, da área devatada.
Bom seria que o bota-fora fosse montado em lugar sem a necessidade de desmatamento.
Mas uma vez que o ponto a ser desmatado foi considerado ideal para o bota-fora, que a compensação do meio ambiente seja rápida.
Falo, assim como alguns ambientalistas, com base na experiência.
Em passado recente, compensações, quando executadas, foram feitas a quilômetros de distância das áreas suprimidas e anos após o desmatamento.
O projeto de navegabilidade do Rio Capibaribe prevê dois eixos.
A parte Oeste interligará os bairros da Iputinga e de Santo Antônio.
O outro eixo, o Norte, possibilitará viagens de Santo Antônio até Olinda, utilizando trechos do Capibaribe e do Beberibe.
A previsão é que os dois eixos funcionem em meados de 2014.




