A bancada ruralista não está para brincadeira. Deputados e senadores do grupo conseguiram retirar, na comissão que analisa o projeto do Código Florestal, o status de Área de Persevação Permanente (APP) dos rios intermitentes.
Caso a decisão venha prevalecer no texto final do código, os proprietários de terra nas margens de rios como o Pajeú, que fica seco durante parte do ano, ficarão desobrigados a recompor a mata ciliar.
O Rio Pajeú, no Sertão do estado, mede 353 quilômetros de extensão e é um dos afluentes do Rio São Francisco.
A vitória dos ruralistas irritou os ambientalista. Para esses, a derrubada do status de APA dos rios intermitentes deve prejudicar as bacias hidrográficas. Os ruralistas discordam, alegando que os rios da Europa não são considerados áreas de proteção.
Os rios intermitentes, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), são importantes na geração do escoamento direto em uma microbacia. “A proteção destes canais é imprescindível para a manutenção da saúde da microbacia”, ressaltou a agência em nota técnica, publicada em maio deste ano.

