Margens de rios intermitentes podem perder proteção

A bancada ruralista não está para brincadeira. Deputados e senadores do grupo conseguiram retirar, na comissão que analisa o projeto do Código Florestal, o status de Área de Persevação Permanente (APP) dos rios intermitentes.

Caso a decisão venha prevalecer no texto final do código, os proprietários de terra nas margens de rios como o Pajeú, que fica seco durante parte do ano, ficarão desobrigados a recompor a mata ciliar.

O Rio Pajeú, no Sertão do estado, mede 353 quilômetros de extensão e é um dos afluentes do Rio São Francisco.

A vitória dos ruralistas irritou os ambientalista. Para esses, a derrubada do status de APA dos rios intermitentes deve prejudicar as bacias hidrográficas. Os ruralistas discordam, alegando que os rios da Europa não são considerados áreas de proteção.

Os rios intermitentes, segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), são importantes na geração do escoamento direto em uma microbacia. “A proteção destes canais é imprescindível para a manutenção da saúde da microbacia”, ressaltou a agência em nota técnica, publicada em maio deste ano.

Pulseiras geram polêmica em Porto de Galinhas

Depois de muito pisoteio, as piscinas naturais da praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, parecem ter ganho proteção.

A iniciativa tem alimentado polêmica, mas é necessária. Veio depois de estragos feitos, mas, como diz o ditado popular, antes tarde do que nunca.

Agora, as pessoas somente podem visitar as piscinas naturais depois de assistirem a um vídeo educativo e serem identificado com uma pulseira.

Há pulseiras de quatro cores.

As amarelas são destinadas a quem fizer a travessia de jangada, enquanto as verdes, azuis e vermelhas são para quem for a nado da praia às piscinas

E somente 120 pessoas, no máximo, podem fazer a visita simultaneamente. A permanência no local deve durar 30 minutos.

Os mergulhos, antes liberados,  são permitidos apenas em três das oito piscinas de recifes de corais. E só acontecem com o sim de um agente ambiental.

Com esse controle, a Secretaria Municipal de Tecnologia e Meio Ambiente conseguiu reduzir de 400 a 500 visitas diárias para 180.

Tais números têm provocado críticas dos jangadeiros, que viram os negócios cair. Por jangada, pode-se transportar até seis pessoas.

Os críticos esqueceram que, se o pisoteio continuasse no ritmo anterior, as piscinas tendiam a perder seus encantos por completo.

Em Porto de Galinhas, os recifes ficam entre 30 e 80 metros de distância da orla.