
Foto: Nando Chiappetta/DP/D.A.Press
As margens do Rio Capibaribe virou um grande depósito de lixo na Rua Marquês de Tamandaré, no Poço da Panela, Recife. A quantidade de resíduos sólidos despejados irregularmente aumentou bastante nos últimos dias.
Na área, pode-se ver montes de cerâmica, gesso, telhas, móveis velhos, pedaços de eletrodomésticos e louças sanitárias.
Além disso, o lugar passou a servir de casa para moradores de ruas, que fixaram moradoria sob uma árvore.
Os despejos costumam ser feitos à noite.Nesse período, veículos carregados de metralhas fazem descargas rapidamente.
Os moradores do Condomínio Villa Pasárgada, cujos fundos ficam junto ao terreno, já flagraram veículos de vários tamanhos praticando esse tipo de irregularidade. Desde caminhonetes a caminhões.
Nos últimos dias, dois homens tentaram disfarçar a irregularidade utilizando
carros de mão. “Eles jogaram o lixo durante quase três horas. Começaram por
volta das 19h e terminaram por volta das 22h”, disse Regina Guerra,
moradora do Condomínio Villa Pasárgada, onde residem 108 famílias.
A ocupação indevida das margens do Capibaribe não é coisa recente.
Por mais de uma vez, revelou a síndica do Villa Pasárgada, Fátima Breckenfelf, os moradores denunciaram o caso ao governo municípal.
Uma das últimas denúncias feitas ao governo municipal data de 25 de março
deste ano. Dias depois, um caminhão da Emlurb esteve no lugar para fazer recolhimento dos entulhos, mas levou apenas materiais de podas de árvores. No dia 19 destemês, outra reclamação foi protocolada.
Com os despejos irregulares, vieram os moradores de rua.
No terreno, eles cozinham, dormem e estocam materiais recicláveis. Parte do que negociam, como metais, são encontrados no lixão improvisado.
Problema semelhante existe no cruzamento da Rua dos Arcos com a Rua Luiz
Guimarães, no Poço da Panela. Caminhões jogam frequentemente metralhas, restos de móveis, janelas e portas. A infração é normalmente praticada durante à noite. De preferência nas madrugadas.
Os constantes despejos de lixo na Rua Marquês de Tamandaré levaram a Emlurb a classificar o lugar como um ponto crítico de descarga irregular.
Segundo a assessoria de imprensa da Emlurb, o terreno às margens do rio deve ser limpo ainda nesta semana. Serão utilizadas pás mecânicas e caçambas.