Arraia mecânica vai limpar oceano

Um projeto premiado na Universidade de Tecnologia de Delft, Holanda, pode ser um marco para a retirada de resíduos plásticos do mar.

O plástico é apontado como um dos grandes causadores pela contaminação e morte de diversas espécies marinhas.

As tartarugas estão entre as vítimas dos resíduos plásticos.

O projeto, de Slat Boyan, 19 anos, quando pronto terá capacidade de retirar cerca de 7 milhões de toneladas de plástico do oceano.

Por enquanto, o desenho de Slat está sendo analisado, do ponto de vista da viabilidade tecnológica, por uma equipe de 50 engenheiros.

O desenho parece uma arraia, que tem pás gigantes acopladas. As pás ajudariam a juntar os resíduos plásticos.

Todo o material aglomerado seria levado a plataformas, onde haveria a separação dos plânctons e do lixo. Esse seria armazenado e reciclado.

Com informações http://inhabitat.com

Dragagem mostra o preço do descuido com o Rio Capibaribe


O projeto para tornar o Capibaribe navegável, anunciado pelo governo do estado, revela um lado pouco conhecido do descaso com o rio.

Dos 859 mil metros cúbicos de resíduos a serem dragados em 13,5 quilômetros do rio, 40% é de material contaminado.

O despejo de metais pesados e esgotos estão entre as causas da contaminação.

Os sedimentos contaminados serão analisados no primeiro momento e depois levados para um aterro sanitário em Igarassu.

A maior parte do material dragado do rio deve estar livre de contaminação. Essa parcela é estimada em 515 mil metros cúbicos de resíduos.

Esses resíduos serão transportados para um lugar específico (bota-fora) no Oceano.

O ponto fica à uma distância de seis milhas náuticas da costa litorânea. Ou seja, 11 quilômetros do Porto do Recife.

A dragagem escancara o descuido de décadas com o rio.

Durante anos, a população deu as costas para o Capibaribe. Muitos ainda continuam sem entender a importância do rio.

E os governos municipais e estaduais, ao longo do tempo, nem protegeram e nem desenvolveram ações para sensibilizar a população. Ainda falta muito para isso.

Qual o preço?

Os R$ 102 milhões a serem empregados na dragagem de 17 quilômetros, no Recife, é apenas parte do prejuízo ambiental.

Pernambuco precisa de 50 aterros sanitários

Após as audiências públicas, a proposta do Plano Estadual de Resíduos Sólidos deve ser analisada pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema).

A proposta prioriza a regionalização dos aterros sanitários.

“É uma forma de racionalizar recursos”, argumentou Joana Aureliano, analista ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas).

Joana integrou a equipe técnica que elaborou a proposta do plano. Também participaram dos debates, técnicos de outros cinco órgãos estaduais.

Pela proposta do plano em discussão, apenas 11 dos 54 aterros planejados serão para o uso de apenas um município.

Em alguns desses 11 casos, a implantação é necessária devido à distância das sedes das cidades para os aterros regionais mais próximos.

A proposta traça diretrizes, metas, programas, projetos e ações, além do monitoramento do que for sendo implantado.

Entre as metas está a erradicação dos lixões até 2014, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos, e a recuperação de todas essas áreas até 2032.

O estado contava, em 2011, com 145 lixões ativos e 39 inativos. Desses 39, cinco estão sendo remediados.

Os lixões em fase de remedição, com autorização ambiental, ficam  em Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Petrolina.

Salões de beleza descartam resíduos químicos sem cuidados

Mais da metade dos salões de beleza de Casa Amarela, Casa Forte e Cidade Universitária, no Recife, não separa adequadamente os resíduos químicos.

O percentual, segundo José Robemar de Lima, é de apenas de 57%.

Com um agravante: o material químico recolhido é colocado de maneira indiscriminada junto ao lixo comum.

José Robermar tratou do assunto na monografia Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químicos gerados em salões de beleza.

A monografia foi para a conclusão do curso Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Ifpe).

O estudo teve como base 30 estabalecimentos comerciais, sendo 97% delas microempresas. E 3%, pequenas empresas.

Para os 43% que segregavam os resíduos químicos, apontou José Robemar, a separação era um procedimento inútil e sem sentido.

Isso porque, mesmo separados adequadamente nos salões de beleza, os resíduos químicos eram descartados, na coleta de lixo urbano, nos mesmos  caminhões de lixo comum.

O perigo que vem dos salões de beleza

Você sabe quanto um salão de beleza produz de resíduos de procedimentos de manicure/pedicures e de lâminas?

José Robemar de Lima faz as contas no seu trabalho de encerramento do curso Tecnologia em Gestão Ambiental. Ele estudou no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernabuco (Ifpe).

Os salões localizados na Cidade Universitária, no Recife, geram 1,60 quilos por semana. Em Casa Amarela, 1,32 quilos.

Pode-se pensar que é pouco. Não é. Ainda mais quando se detecta que esse material não é descartado corretamente.

Em sua monografia,  José Robemar aponta que os resíduos, mesmo quando separados em sacos plásticos nos salões, terminam no meio do lixo comum. Por razão simples, não há política específica para os salões.

Os resíduos oriundos dos pés e das mãos, como as cutículas, podem estar contaminados por sangue.

A contaminação pode ser a mesma nas lâminas, comumente empregadas em barbas, bigodes e “cantos” dos cabelos.

E os números alertam para os possíveis efeitos disso ao meio ambiente e à saúde pública.

O pesquisador mostra que  77% dos salões pesquisados nos bairros de Casa Amarela, Casa Forte e Cidade Universitária (Várzea) não separam adequadamente as lâminas.

Apenas 7% realizam descarte específico das lâminas, enquanto 13% colocam as peças metálicas em recipientes de vidro tampado para descarte no lixo.

Pequena parcela, de 3%, põe as lâminas em solução aquosa para oxidar e para posterior descarte no esgoto.

A monografia, orientada pela professora Marília Castro, tem o título Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químicos gerados em salões de beleza.

Por dia, 1,3 tonelada de lixo não é recolhida em Pernambuco

Mais da metade dos resíduos coletados diariamente em Pernambuco não tem destinação adequada.

Estudo da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) indica que 56,9% do lixo recolhido no estado, em 2011, seguiram para os lixões e aterros controlados.

Isso representa 3,95 toneladas.

Há um agravante. Ainda no ano passado, outras 1,39 tonelada de resíduos não foram sequer coletadas no estado.

Apesar do índice, Pernambuco está acima da média regional.

Enquanto no estado, 43,1% dos resíduos seguiram para aterros sanitários, a quantidade do Nordeste foi, no ano passado, de apenas 35,3%.

Quase dois terços das 25 toneladas recolhidas nos nove estados terminaram nos lixões e em aterros controlados.

Esses, embora tenham melhores condições do que os lixões, são considerados inadequados do ponto de vista ambiental por contaminarem o solo.

O estudo foi apresentado hoje, em Boa Viagem, no seminário Rotas tecnológicas para o tratamento dos resíduos sólidos urbanos.

Promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento (Fade) da Universidade Federal de Pernambuco, o seminário reuniu, por três dias, pesquisadores brasileiros e do exterior.

Pernambuco terá a primeira escola do Brasil que formará profissionais para aterros sanitários

O município de Glória de Goitá, na Mata Norte do estado, terá a primeira escola do Brasil voltada à formação de mão de obra para aterros sanitários.

A unidade, nomeada de Centro Tecnológico da Cadeia Produtiva de Resíduos (CT Resíduos), deve preparar cerca de uma centena de profissionais até 2014.

Agosto de 2014 é o limite, segundo o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, para  municípios e estados terem seus aterros em funcionamento.

Um dos nós para a implantação dos aterros, ao menos agora, é a falta de profissionais qualificados para a área.

Há um detalhe em relação ao CT Resíduos.

Instituída por decreto estadual, a escola funcionará provisoriamente no Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), no Recife.

Técnicos do Itep e da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) finalizam os currículos dos cursos.

O CT Resíduos segue a linha dos nove centros tecnológicos já instalados  no estado. Um deles, o do gesso, funciona em Araripina, no Sertão.

Em Glória do Goitá, a unidade será construída em um terreno doado pela prefeitura e com recursos da União.

O governo do estado cuida da parte técnica do projeto.