O que se viu em parte dos desfiles das escolas de samba do Rio Janeiro é resultado de uma prática ecológica.
As grandes escolas, empurradas pelos altos preços dos produtos, encontraram na reutilização e reciclagem de materiais uma das chaves do sucesso.
Na Vila Isabel, apontada como uma das favoritas para o título deste ano, a regra é reaproveitar as fantasias e as alegorias ao máximo.
A escola de Martinho da Vila tem estimulado a comunidade a devolver as fantasias. Bem mais da metade das pessoas, após os desfiles, entregam as roupas no barracão.
As roupas, assim como as alegorias, são desmontadas e reaproveitadas. Há profissionais devidamente treinados para a tarefa.
Os cifrões ajudam a explicar o cuidado. Algumas penas custam, a unidade, R$ 50. E muitas delas, para o bem da preservação, são artificiais.