A poluição gerada pelo alisamento de cabelo

O preço da beleza é alto.

Se tiver dúvida, contabilize quanto uma mulher gasta para manter os cabelos e as unhas dos pés e das mãos bem tratadas.

O que pesa no bolso tem reflexos na natureza, principalmente quando se apela para os alisamentos permanentes. Esses que são processos químicos.

Em sua  monografia, José Robemar de Lima afirma que os salões de beleza  lançam as águas usadas nos alisamentos sem tratamento necessário.

Ou melhor, “o tratamento de efluentes nestes estabelecimentos é inexistente”.

José Robemar pesquisou 30 salões de beleza em três bairros recifenses: Casa Forte, Casa Amarela e Cidade Universitária (Várzea).

Os produtos mais utilizados nos alisamentos são à base de tioglicolato de amônia, hidróxido de guanidina e hidróxido de sódio.

Esses produtos vão “diretamente para a rede coletora de esgotos  domésticos, que não está devidamente preparada para recebê-los.

Os efluentes, reforça o pesquisador, possuem uma alta carga de produtos nocivos ao ambiente como a amônia, o chumbo e o formaldeído.

Na monografia para curso Tecnologia em Gestão Ambiental do Ifpe, José Robemar analisa diversos tipos de resíduos produzidos pelos salões.

O pesquisador, além dos resíduos químicos, trata dos resíduos biológibos, radioativos, comuns, perfuro-cortantes.

Para resolver o problema, José Robemar afirma que o poder público precisa, através de estudos,  incentivar o manejo de resíduos nos salões de beleza.

Isso porque “os procedimentos realizados dentros destes estabelecimentos geram resíduos pergiosos ao meio ambiente em quantidades que não podem ser desconsideradas.”

Orientada pela professora Marília Castro, a monografia recebeu o  título  Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químios gerados em salões de beleza.

Salões de beleza descartam resíduos químicos sem cuidados

Mais da metade dos salões de beleza de Casa Amarela, Casa Forte e Cidade Universitária, no Recife, não separa adequadamente os resíduos químicos.

O percentual, segundo José Robemar de Lima, é de apenas de 57%.

Com um agravante: o material químico recolhido é colocado de maneira indiscriminada junto ao lixo comum.

José Robermar tratou do assunto na monografia Levantamento sobre resíduos perigosos e efluentes de produtos químicos gerados em salões de beleza.

A monografia foi para a conclusão do curso Tecnologia em Gestão Ambiental do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Ifpe).

O estudo teve como base 30 estabalecimentos comerciais, sendo 97% delas microempresas. E 3%, pequenas empresas.

Para os 43% que segregavam os resíduos químicos, apontou José Robemar, a separação era um procedimento inútil e sem sentido.

Isso porque, mesmo separados adequadamente nos salões de beleza, os resíduos químicos eram descartados, na coleta de lixo urbano, nos mesmos  caminhões de lixo comum.