Um time de futebol, os fazendeiros e o verde

Um time de futebol pode ser mais do que objeto de apaixonados. Pode ser
publicidade do seu lugar de origem e de boas práticas.

Veja o que escreveu o blogueiro Cassio Zirpoli, do Diario de Pernambuco:

“Esporte e meio-ambiente, em interação absoluta.

No pequeno município Lucas do Rio Verde, a 350 quilômetros da capital do
Mato Grosso.

São apenas 45 mil habitantes, conscientizados com o “verde”.

O Luverdense, adversário dos pernambucanos Santa e Salgueiro na Série C,
ostenta o título de “primeira equipe a neutralizar a emissão de CO² em uma
partida de futebol”.

Uma não, todas.

Os jogos do Luverdense têm uma média de público de 2.500 torcedores.

Isso significa uma emissão de 35 toneladas de gás carbônico através do
público a cada 90 minutos. Em tese, cada árvore plantada cidade neutraliza
aproximadamente 350 quilos de gás carbônico, segundo estudos internacionais.

As árvores vêm sendo plantadas em áreas degradadas da cidade, em uma
parceria com a secretaria ambiental do município. Mais de mil já foram
plantadas.

Saiba mais sobre o compromisso “verde” do clube mato-grossense clicando aqui.

A ideia encampa o cenário atual da sociedade, voltado para a preservação do meio-ambiente. Aos grandes clubes do estado, uma luz verde para futuros projetos.”

O que está por trás dos dados trazidos por Zirpoli?

O Luverdense retrata a nova consciência dos moradores de Lucas do Rio Verde,
um dos municípios que mais produz soja no Brasil e mais exporta o produto.

A exportação foi elemento decisivo para tal mudança.

Ou melhor, a exigência crescente dos estrangeiros de preservação do meio
ambiente. E em Lucas do Rio Verde, anos atrás, essa preocupação quase não
existia.

Desmatava-se, descuidava-se das margens dos rios. Contava mais produzir.

Também foi importante a pressão dos órgãos reguladores brasileiros, que
embora capengas, estão mais atentos ao tema ambiental.

O bom é que os fazendeiros de Lucas do Rio Verde entenderam os recados,
transformando-se em oportunidades.

Eles são ambiciosos. Querem reservar 1/3 de suas terras para vegetação
nativa. Por um motivo simples: a floresta ajuda na produção.

E o Luverdense integra essa lógica.