As chuvas chegaram nas últimas semanas na Região Metropolitana e Zona da Mata, mas nem todas as perdas pela estiagem serão revertidas de imediato.
Os projetos de reflorestamento, como o do Viveiro Florestal de Suape, onde se produziu 323 mil mudas em 2012, ainda sentem os efeitos da seca.
Nos últimos meses, os mateiros tiveram dificuldade de colher sementes de espécies da Mata Atlântica.
“De 20 tipos ou mais de sementes que devíamos colher, nos últimos meses, conseguimos coletas produtivas de cinco espécies”, revelou o técnico agrícola Moisés Inácio do Nascimento.
Coleta produtiva, esclareceu Moisés, é aquela em que a quantidade de sementes colhidas é suficiente para atingir a meta planejada.
A meta por espécie é de cinco mil no Viveiro de Suape, por exemplo.
Mas algumas espécies tiveram coleta “zero” devido à falta de chuvas. Foram os casos da pitomba, do tamboril e do chixá, conhecido como mandiocão.
Outras espécies tiveram coletas irrisórias, como o Jacarandá, com menos de 300 sementes até o começo de abril, e o Babatimão, com menos de 200.
“A estiagem mudou o ciclo das espécies e dificulta o nosso trabalho”, afirmou Enio Teixeira, gestor do viveiro.
Em 2012, a meta anual de 250 mil mudas foi alcançada em agosto, sendo possível a produção extra de 73 mil mudas no ano.
Agora, com a meta de 450 mil para 2013, o viveiro ficou, de certa forma, mais refém da natureza. Ou melhor, dos recados do clima.







