Organização que cuida de tartarugas, em Ipojuca, corre risco de fechar

Foto: Luiz Prado/Arquivo Ecoassociados/Divulgação

Foto: Luiz Prado/Ecoassociados/Divulgação

Fundada há 15 anos, a Ecoassociados corre o risco de fechar as portas.

A organização, voltada à proteção das tartarugas marinhas, está com o caixa zerado e as dívidas de pessoal, água, luz e combustível se acumulando.

Nos últimos oito anos, a organização sobreviveu graças a um convênio com a Prefeitura de Ipojuca, onde concentra suas atividades.

O repasse no ano passado foi de R$ 144 mil.

Desde janeiro deste ano, quando a nova gestão municipal assumiu, o convênio está suspenso.

A Ecoassociados é a única ONG do estado com o licenciamento do governo federal  para atuar em terra com tartarugas marinhas.

“Temos trabalhado para não parar as atividades, mas está ficando cada vez mais difícil”, disse o diretor da organização Arley Cândido.

Só de combustível, os débitos estão em cerca de R$ 5 mil.

A ONG reúne oito técnicos – biólogos, veterinários e auxiliares de campo – e 16 estagiários, sendo a maioria desses estudantes de biologia.

Os recursos obtidos neste ano são da venda de camisas.

Arraia mecânica vai limpar oceano

Um projeto premiado na Universidade de Tecnologia de Delft, Holanda, pode ser um marco para a retirada de resíduos plásticos do mar.

O plástico é apontado como um dos grandes causadores pela contaminação e morte de diversas espécies marinhas.

As tartarugas estão entre as vítimas dos resíduos plásticos.

O projeto, de Slat Boyan, 19 anos, quando pronto terá capacidade de retirar cerca de 7 milhões de toneladas de plástico do oceano.

Por enquanto, o desenho de Slat está sendo analisado, do ponto de vista da viabilidade tecnológica, por uma equipe de 50 engenheiros.

O desenho parece uma arraia, que tem pás gigantes acopladas. As pás ajudariam a juntar os resíduos plásticos.

Todo o material aglomerado seria levado a plataformas, onde haveria a separação dos plânctons e do lixo. Esse seria armazenado e reciclado.

Com informações http://inhabitat.com

Tartarugas fazem ninhos nas praias de Ipojuca

Começou a temporada de desova das tartarugas marinhas no litoral pernambucano.

Dois animais fizeram ninhos em Ipojuca. O primeiro foi uma tartaruga de pente, que esteve na praia de Merepe na última quarta-feira.

A tartararuga de pente possuía 86 cm de comprimento por 81 cm de largura.

“Essa é a espécie com o maior número de desovas no litoral de Ipojuca”, disse o biólogo Túlio Ribeiro, da organização Ecoassociados.

Ninhos de tartarugas das espécies cabeçudas, oliva e verde também costumam ser encontradas nas praias do município.

O segundo ninho foi encontrado na praia de Maracaípe. Dessa vez, os técnicos não conseguiram ver a tartaruga.

A Ecoassociados monitora as praias de Muro Alto, Cupe, Merepe, Porto de Galinhas, Maracaípe e Pontal de Maracaípe, além de Toquinho e Serrambi.

Plástico mata dezenas de tartarugas marinhas em Ipojuca

As sacolas plásticas têm se tornado um grande inimigo dos animais.  Sem ações que tratem de maneira eficiente do destino final desse tipo de lixo, o número de vítimas cresce ano após ano. Entre as vítimas, as tartarugas marinhas.

Nas praias de Ipojuca, por exemplo, mais da metade das 68 tartarugas encontradas mortas este ano haviam ingerido plástico. As sacolas costumam ficar presas no intestino e no estômago dos animais, que se debilitam por deixarem de comer.

“O plástico passa a sensação de saciedade aos animais”, explicou o biológo Túlio Ribeiro. Ele integra a ONG Ecoassociados, cuja equipe socorreu hoje uma tartaruga na praia de Porto de Galinhas.  Havia sinais de o bicho, da espécie verde, ter engolido plástico.

A tartaruga verde  foi o quinto animal resgatado com vida, desde janeiro deste ano, nos 32 quilômetros das praias de Ipojuca. Ela permanece viva, devendo ser transferida amanhã para o Centro de Mamíferos Aquáticos, em Itamaracá.

As sacolas plásticas costumam chegar ao mar de duas formas. Ou são levadas pelas correntezas dos rios e dos riachos ou são jogadas pelos banhistas nas praias.  Sinais de que faltam educação ambiental e políticas públicas nas cidades ribeirinhas.