A volta às aulas e aos engarrafamentos

Diario de Pernambuco
Por Tânia Passos

Contagem regressiva para a volta às aulas e caos no trânsito. Os alunos da rede particular de ensino começam as aulas nesta quarta-feira. Em todo o estado são cerca de 400 mil alunos da rede particular. Para se ter uma ideia do impacto da volta às aulas no trânsito do Recife há um decréscimo, no período de férias, de 230 ônibus e cerca de 200 mil carros. Tudo isso de volta às ruas.

Já a rede pública retorna às atividades no dia 6 de fevereiro, sendo 810 mil alunos da rede estadual, dos quais 199 mil estão na Região Metroppolitana do Recife  e 151 mil alunos da rede municipal de ensino da capital pernambucana.

Com o fim do período de férias, os motoristas terão que se reacostumar a sair mais cedo de casa para o trabalhar.  De Boa Viagem para o centro da cidade, quem gasta de 20 a 30 minutos, agora vai gastar de 40 a 50 minutos, se não houver nenhum acidente, protesto ou interdição de via. “Estava uma maravilha, mas já vi que terei que sair pelo menos meia hora antes para não me atrasar”, contou o advogado Paulo Roberto Souza, 53 anos.

Há pelo menos três grandes pontos de conflitos que impactam mais com o início das aulas no entorno das 11 maiores escolas do Recife. “Rui Barbosa, Dom Bosco e Boa Viagem”, revelou o gerente de educação de trânsito da CTTU, Francisco Irineu. O Recife tem atualmente uma frota de 570 mil veículos, mas na Região Metropolitana esse número já é de mais de 1 milhão de veículos.

De acordo com o diretor de operações de trânsito da CTTU, Agostinho Maia, não há uma pesquisa do número exato de carros que deixam de circular no período de férias. A estatística da CTTU é baseada no registro das lombadas eletrônicas, onde se compara o tráfego no período normal de aulas com o do período de férias.

Para se ter uma ideia, na Avenida Domingos Ferreira, a lombada eletrônica registra uma média de 56 mil veículos por dia, nos dias normais e nas férias o tráfego na via cai para 40 mil veículos. Já na Avenida Norte, em dias normais o tráfego é de 40 mil veículos e cai para 29 mil nas férias. “A gente precisa levar em conta não apenas a frota da capital, mas também a circulante que é de cerca de  900 mil carros”, afirmou Agostinho Maia.

Ontem, por volta das 16h, o trânsito na Avenida Agamenon Magalhães fluia normalmente, mas a via é uma das que mais impactam com a volta às aulas. Na Rui Barbosa, que tem uma média de 23 mil carros circulando, nas férias cai para 16 mil. Mas ontem a via já estava engarrafando no período da tarde. A professora Juliana Mendes, 36 anos, já está esperando o pior. “Normalmente já é complicado e quando e no período de aulas é mais engarrafamento na certa”, revelou.

O advogado Edmílson Francisco da Silva, 53 anos, não leva mais os filhos na escola, mas conhece bem essa rotina. “Hoje eles já estão crescidos, mas já fiz muito isso e posso dizer que o estresse não é só de quem está no trânsito. Para os pais que precisam pegar os filhos na escola e não tem onde estacionar é também estressante”, ressaltou.

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