Três minutos de espera…

 

Terminal da Macaxeira - Foto - Hélder Tavares DP/D.A.Press

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Tânia Passos

Em março de 2014, os corredores Norte/Sul e Leste/Oeste estarão em operação, segundo a Secretaria das Cidades. Mas ainda há uma certa inquietação do que vai mudar na prática na vida dos usuários de ônibus. O Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP) tem uma frota de três mil ônibus e transporta por dia quase dois milhões de passageiros em cerca de 400 linhas.

No modelo atual, a maior parte das linhas de ônibus converge para o Centro do Recife. Para os especialistas é um modelo ultrapassado, que sobrecarrega o Centro e aumenta o tempo das viagens. A proposta dos dois corredores é reduzir o intervalo das viagens e o número de ônibus para o Centro, a partir das integrações.

O problema é que além da resistência natural dos usuários em mudar de transporte ao longo do trajeto, as integrações existentes não oferecem, hoje, nenhum tipo de conforto e segurança em relação ao cumprimento dos horários. São filas gigantescas, tempo de espera além da conta e desorganização nos embarques. A simples menção da integração já deixa o usuário de cabelo em pé e, para convencer de que o BRT virá para mudar, é preciso que a integração funcione com eficiência e isso se traduz, principalmente, em espera mínima pelo transporte.

O sistema BRT promete ônibus com intervalos de três a cinco minutos nas estações, uma promessa que pouca gente está acreditando, mas que na verdade é a base do sistema BRT: regularidade nas viagens. Que sejam os três minutos!

O nó das integrações nos terminais

 

O maior diferencial do Sistema Estrutural Integrado (SEI) está na capacidade de integração dos modais por meio dos terminais. E com a possibilidade de deslocamento para qualquer ponto do sistema com uma única passagem. Mas esse talvez seja também seu maior nó. Encontrar o formato ideal de integração em cada um dos terminais não é uma tarefa fácil e tampouco matemática. O gestor precisa levar em conta desde a operacionalização das linhas à aceitação das comunidades.

Foram pelo menos 10 anos até os terminais integrados de Tancredo Neves e Cajueiro Seco, ambos na Linha Sul do metrô, ficarem prontos. Mas até agora não há definição para o início das operações. Como trata-se de uma decisão que mexe na rotina de deslocamento de milhares de pessoas, as definições são sensíveis e não muito fáceis de serem tratadas em um período eleitoral. Mesmo concluídos desde o início do ano, a empresa Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano, que gere o Sistema de Transporte Público, não tem data para o início das operações. Aliás, a empresa alega que os estudos ainda estão sendo feitos, o que parece pouco improvável numa estrutura planejada desde a década de 1980.

Na verdade, o poder de pressão das comunidades acaba sendo determinante na escolha das linhas. Isso ocorre por uma razão simples. Quem está acostumado a ter um ônibus passando na porta de casa e indo até o centro provavelmente não irá querer pegar mais de uma condução para fazer o mesmo percurso. Mesmo que isso signifique menos ônibus se deslocando ao centro e mais velocidade com o metrô. Encontrar esse meio termo é o nó que o Grande Recife terá que desatar. Talvez já tenha feito. Só não disse ainda.

 

Fonte: Diario de Pernambuco (Coluna Mobilidade Urbana)

Morador da Zona Sul redescobre o metrô

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Tânia Passos

Dispor de uma linha de metrô passando quase na porta de casa e fazendo parte de um sistema estrutural integrado não é para ser ignorado. E aos poucos os moradores da Zona Sul do Recife começam a descobrir as vantagens de trocar o carro ou ônibus pelo conforto e velocidade de um sistema sobre trilhos, bem longe dos engarrafamentos. Essa aproximação, ainda tímida, tem muito a avançar, mas vai depender de uma série de medidas para tornar o metrô cada vez mais atraente. Com 14,3 km, a linha Sul opera hoje com cerca de 45 mil passageiros e apenas um dos cinco terminais integrados previstos para a linha está em operação. Segundo a empresa Metrorec, terá capacidade de transportar 215 mil usuários com doze trens e intervalos de quatro minutos até novembro de 2013. Hoje, são cinco trens e intervalos que variam de 10 a 12 minutos.

O Terminal Integrado Aeroporto, o primeiro a entrar em operação na linha Sul, em abril deste ano, ampliou em cerca de 21 mil o número de usuários e fez acender a luz vermelha para a lotação dos trens nos horários de pico. A linha, que ainda é considerada ociosa a maior parte do tempo, está sentindo os efeitos da demanda nos horários de maior movimento. De acordo com o gerente de manutenção da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Bartolomeu Carvalho, essa demanda será melhor distribuída com a chegada dos trens novos. Desde o governo Lula foi autorizada a compra de 15 trens. O primeiro deles está previsto para chegar até o fim do ano.“Quando o primeiro trem chegar nós vamos iniciar os testes e ele deve entrar em operação até fevereiro do próximo ano. A nossa estimativa é de termos os 15 trens operando até o final de 2013”, revelou Bartolomeu.

A chegada dos novos trens deve ocorrer a medida em que os outros terminais integrados estiverem operando. Pelo menos dois terminais já estão prontos: os terminais Tancredo Neves e Cajueiro Seco, mas ainda sem previsão de iniciar as operações. O Terminal Integrado Largo da Paz, em Afogados, está com as obras atrasadas e o Terminal Integrado de Prazeres não teve as obras iniciadas. O ramal Sul do metrô conta com 10 estações, sendo metade planejada para fazer parte do Sistema Estrutural Integrado (SEI). “O metrô tem condições de agregar uma demanda maior com intervalos menores e contínuos. O mais importante é que o eixo seja bem alimentado pelas linhas de ônibus. Por isso é tão importante o papel dos terminais integrados”, explicou o engenheiro e coordenador regional da Associação Nacional de Transporte Público (ANTP), César Cavalcanti. A linha Sul do metrô funciona como uma das sete radiais do SEI e é um eixo tronco-alimentador.

 

Em Aracaju, as ciclovias fazem parte da mobilidade

Aracaju, capital de Sergipe, é um exemplo de mobilidade urbana com a inclusão da cilcovia nos deslocamentos da cidade. Perfeitamente possível de ser feito também no Recife. É só uma queustão de decisão política. Simples assim. confira o vídeo.

O metrô e os circulares

O metrô é o transporte de massa estruturador em qualquer cidade do mundo, porque a sua capacidade de transportar é maior do que a do ônibus. Na lógica da operação do sistema, todos os outros modais devem se voltar para o metrô para fazer a integração. Na verdade, ainda estamos atrasados nesse dever de casa.

E há vários aspectos a serem analisados: inclusão de bicicletário, estacionamento para os carros ou motos nos terminais integrados e, principalmente, linhas circulares eficientes. São etapas que, aos poucos, começam a ser vencidas. Os bicicletários são promessa para os novos terminais de integração. E a gente espera que se cumpra. Já as linhas circulares terão que ser ampliadas ou implantadas.

O Grande Recife Consórcio de Transporte Metropolitano ampliou de quatro para seis as linhas circulares do centro expandido, um reflexo do aumento da demanda de passageiros em função dos novos terminais integrados. Por isso, a linha Sul do metrô também terá que ser beneficiada com os circulares. O TI Aeroporto iniciou este fim de semana, a operação com uma linha circular e os terminais Tancredo Neves e Cajueiro Seco também serão beneficiados com os circulares. A inclusão do circular, por si só, não significa que tudo vai funcionar conforme o figurino.

Não adianta muito ganhar tempo na viagem de metrô e perder minutos preciosos esperando o circular em filas gigantescas. A dinâmica do intervalo das viagens e, sobretudo, uma melhor facilidade de acesso aos terminais irão completar o ciclo da integração dos modais. E quem sabe, cada vez mais pessoas deixem a bicicleta, o carro ou a moto e peguem o metrô. Estou quase me convencendo.

Primeiro dia útil do Terminal de Passageiros do Aeroporto

 

 

Esta segunda-feira (9) é o primeiro dia útil de funcionamento do Terminal Integrado de Passageiros do Aeroporto, localizado no bairro de Boa Viagem. Para possibilitar a operação do terminal, a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) realizou algumas intervenções para facilitar a circulação de veículos e pedestres.

A principal mudança foi a implantação de dois semáforos de trânsito: um para pedestres, instalado em frente à saída da estação do Metrô, na Rua Dez de Julho, e outro do tipo veicular, colocado no cruzamento das ruas Barão de Souza Leão e 20 de Janeiro. Com lâmpadas de LED, que consomem menos energia, os equipamentos prometem mais eficiência e maior visibilidade.

Eles vão funcionar com programações diferenciadas, variando de acordo com a quantidade de veículos durante o dia. Da 0 h às 4 h da manhã, por questões de segurança, os equipamentos vão trabalhar na fase intermitente, amarelo piscante.

Outra intervenção foi a criação de um binário entre as ruas 23 de Outubro e 20 de Janeiro. As vias, que antes eram mão dupla, passam a ter sentido único. A Rua 23 de Outubro fica no sentido da Rua Barão de Souza Leão para a Rua Dez de Julho. Já a Rua 20 de Janeiro passa a ter a direção contrária.

Já a pista norte, localizada a da esquerda do fluxo de veículos da Rua Dez de Julho, continua sendo exclusiva para o tráfego de ônibus e servirá para atender os coletivos que chegam ao terminal integrado de passageiros. O projeto contou com serviços de manutenção da sinalização de trânsito vertical e horizontal e reforço na sinalização das faixas de pedestre, divisórias de pista e de meio-fio.

Mais transporte – O terminal do aeroporto vai beneficiar a população das localidades de Jordão Alto, Jordão Baixo, Jardim Jordão, QG Aeronáutica e Setúbal. Com o acesso ao SEI, esses usuários poderão pegar a quantidade de coletivos que precisarem (ônibus ou metrô) para chegar a qualquer destino dentro da Região Metropolitana do Recife (RMR).

Passagem – O preço pago nas seis linhas que passam a operar no novo terminal é de R$ 2,15 (tarifa A). Quem preferir o metrô, paga R$ 1,60.

Terminal Integrado Aeroporto é inaugurado

Cerca de 21 mil pessoas serão beneficiadas com o Terminal Integrado do Aeroporto, inaugurado pelo Governo do Estado. Com um investimento de quase R$ 4 milhões, este é o primeiro dos 12 terminais de integração que serão entregues à população até o fim de 2014. Com o início da operação marcada para o próximo dia (07) sábado, a estação localizada ao lado da estação do metrô, na Rua 10 de Julho, em Boa Viagem, beneficiará principalmente os moradores das comunidades do Jordão Alto, Jordão Baixo, Jardim Jordão e QG Aeronáutica.

Inicialmente o terminal vai operar com seis linhas, totalizando 46 veículos e 616 viagens nos dias úteis. Após a inauguração do Terminal Tancredo Neves, previsto para o início de maio, mais uma linha integrará a rede. Segundo o secretário das Cidades, Danilo Cabral, quem usar a estação terá uma redução de tempo de delocamento de cerca de 15 minutos por viagem.
“Quando entregamos um terminal desse se faz um processo de racionalização da rede. Isso permite que, sobretudo com a integração com o metrô, a gente tire um conjunto de ônibus que circulam na cidade e passam a trazer a população para esses terminais de integração, fazendo uso de um potencial que o metrô ainda tem”, avaliou Cabral.
Até então, a população pagava R$ 3,25, tarifa B, para chegar ao Centro do Recife. Agora com um vale A, que custa R$ 2,15, os usuários do transporte público terão acesso às seis novas linhas que vão até o TI do Aeroporto, de onde poderão pegar gratuitamente um metrô. Quem fizer o percurso inverso pagará ainda menos pelo deslocamento, pois com apenas R$ 1,60 os passageiros poderão ir de metrô até o terminal de ônibus do aeroporto e retornar sem pagar valor adicional.
“Desta forma, todos esses ônibus que iam pela Imbiribeira até o Centro eles encurtam a viagem até o terminal, melhorando o trânsito na Imbiribeira que é uma importante via de escoamento do transito e do trafego na nossa cidade”, colocou o governador do Estado, Eduardo Campos.
O início das atividades também proporcionará novas opções de itinerários para as comunidades – que até então só possuíam ligação direta com a região central da capital. A multiciplidade de deslocamentos, por exemplo, oferecerá ligações diretas, entre as linhas de ônibus, com outros três terminais integrados da RMR: Afogados, Tancredo Neves e TIP, sendo que os dois últimos ainda estão em obras. além da integração com todas as estações do metrô.
As linhas que vão passar pelo TI Aeroporto são:
151 – Jardim Jordão / TI Aeroporto
152 – Jordão Baixo / TI Aeroporto
153 – Jordão Alto / TI Aeroporto
115 – TI Aeroporto / Afogados
370 – TIP / TI Aeroporto
026 – TI Aeroporto / Boa Viagem
A Linha 023 – TI Tancredo/ TI Aeroporto entrará em operação tão logo seja inaugurada a integração no TI de Tancredo Neves prevista para o mês de maio.
Fonte: Blog Meu Transporte

Bicicletários para o Recife, conheça a ideia

 

O Instituto da Cidade Pelópidas Silveira  divulgou as primeiras imagens do que está sendo pensado na área de bicicletário para as ruas da cidade. O urbanista César Barros, um dos defensores das ciclovias, apresentou um dos desenhos no seu facebook. De acordo com o presidente do Instituto da Cidade, Milton Botler, a ideia é colocar bicicletários nas áreas dos edifícios-garagem fazendo uma integração dos diversos modais. As ideias estão ai, esperamos a implantação e a viabilização dessas iniciativas.

 

 

 

O olhar francês para a navegabilidade do Capibaribe

Estudantes brasileiros e franceses apresentaram propostas de navegabilidade para o Rio Capibaribe. O trabalho foi desenvolvido em 2009 e o que era sonho agora pode ser realidade. Acompanhe o vídeo.